Cidades

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Bairros nobres têm maior infestação do mosquito da dengue

Bairros nobres têm maior infestação do mosquito da dengue

Redação

18/05/2010 - 06h56
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anahi zurutuza

Infestação do mosquito transmissor da dengue em 11 bairros de Campo Grande preocupa a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).
Conforme levantamento feito pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), bairros das regiões norte, sul e leste de Campo Grande estão com índice maior que 1, ou seja, acima do que é considerado aceitável pelo Ministério da Saúde.

Entre os campeões em focos do mosquito da dengue estão três bairros considerados nobres: o São Francisco, que teve índice 1,4, o Jardim TV Morena e o Vilas Boas, que registraram índice 1,1. De acordo com a pesquisa, as outras oito localidades que preocupam a secretaria também estão com índice entre 1,1 e 1,4. (veja infográfico)

 “A atenção para esses bairros será redobrada. Os índices não poderiam estar altos, principalmente, porque já estamos há um bom período sem chuvas. Para esta época do ano, encontrar quantidade anormal de focos de dengue é preocupante. Os dados mostram que a dengue ainda não foi vencida”, afirma o responsável pelo serviço de controle de vetores do CCZ, Mauro Lúcio Rosário.

Para Mauro, a população ainda é resistente a mudar hábitos para evitar a proliferação do mosquito. “Fazemos seis visitas anuais em cada imóveis de Campo Grande. Além de vistoriar e notificar os proprietários das residências onde encontramos focos, os agentes de saúde fazem também o trabalho de orientação. As pessoas estão cansadas de saber o que se deve fazer, mas não transformam o conhecimento em atitude. De nada adianta o trabalho do CCZ, se a população não colabora”.
Ontem, voluntários do mutirão de combate à doença fizeram a limpeza de terrenos no Jardim Colúmbia, região norte, onde há grande índice de infestação do mosquito da dengue.

Pesquisa
O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRA) foi realizado entre os dia 3 e 7 de maio, mas o relatório só foi divulgado ontem pela Sesau. A finalidade da pesquisa é identificar os focos do mosquito da dengue e, com base na estatística, calcular o índice de infestação em cada região da cidade.
A pesquisa é realizada por amostragem, por isso, foram sorteados cerca de 13.293 dos 317.272 imóveis existentes na área urbana da Capital. Campo Grande é dividida pelos técnicos em 31 estratos (microrregiões) e em cada localidade são vistoriadas, em média, 400 casas. Com base na quantidade de imóveis irregulares é calculado o índice daquele bairro. O resultado é enviado para controle do Ministério da Saúde e também serve para guiar as ações de combate à dengue proacmovidas pela Sesau.

Casos
De 1º de janeiro até ontem, foram notificados 37.489 casos de dengue em Campo Grande. Vinte e seis tiveram dengue hemorrágica neste ano e outras 12 morreram por conta da doença.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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