Cidades

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Bônus habitacional pode chegar a R$ 80 mil em Mato Grosso do Sul

Inscrições para o Bônus Moradia, do Minha Casa, Minha Vida, começaram na última sexta-feira; saiba quem pode participar e onde se inscrever

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Foram abertas na última sexta-feira (14) as inscrições para o programa Bônus Moradia Emendas, do Minha Casa, Minha Vida, uma iniciativa que tem como objetivo ajudar famílias a realizarem o sonho da casa própria através de um bônus, oriundo do Governo Federal e do Governo do Estado, a ser utilizado como entrada na compra do imóvel.

A partir de agora, o programa terá um acréscimo de R$ 30 milhões de emendas parlamentares da Bancada Federal, conquistados por meio dos oito deputados e três senadores. Nesta edição, serão contemplados os municípios de Dourados, com R$ 10 milhões, e Campo Grande, com R$ 20 milhões.

Segundo a titular da Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez, em um ano de programa, foram aprovados 2 mil subsídios, 98 deles com verba máxima do Estado e da União, que chegaram a totalizar R$ 80 mil.

Marcelo Victor/Correio do Estadoi

"E um detalhe: [o subsídio estadual] se soma ao subsídio do Governo Federal, então nós temos famílias que chegam a receber R$ 80 mil de subsídio, porque pega o máximo do Governo Federal, mais o que a gente pagava, que era R$ 25 mil", afirmou.

Com o recurso das emendas parlamentares, o valor do subsídio subiu ainda mais, indo para R$ 32 mil concedidos para as famílias consideradas "Faixa 1", ou seja, com renda mensal de até R$ 2.460,00.

"Com essa questão da emenda da bancada, nós pudemos dar um passo maior e aumentar o subsídio, porque o imóvel subiu um pouco de valor, e se a gente não aumentasse o subsídio, aquelas famílias de menor renda começariam a ficar de fora. Lógico que sempre iria ajudar, mas muitas famílias já não conseguiriam acessar", comentou Maria do Carmo.

Um evento para a assinatura do recebimento das emendas foi realizado na manhã desta segunda-feira (17), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, e contou com a presença de representantes dos municípios contemplados, da Assembleia Legislativa de MS, do Senado Federal e do setor da construção civil.

"Nós temos feito em Dourados um trabalho em parceria com a Agehab, temos 500 unidades já cadastradas no 'Minha Casa, Minha Vida Cidades', já entregamos quase 3 mil escrituras, e toda vez que o assunto é habitação, tem interesse social. Esse assunto também é o que mais toca no coração das famílias, por isso que essa emenda é muito importante. Tenho certeza que tanto Dourados quanto Campo Grande aproveitarão para cuidar daquelas pessoas que mais precisam", disse o prefeito de Dourados, Alan Guedes, durante seu discurso.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, também agradeceu a Bancada Federal, e ressaltou que o investimento na habitação não só realiza o sonho das famílias, mas também impulsiona a economia.

"Nós precisamos fomentar a economia, precisamos fazer com que Campo Grande cresça a cada dia. O desenvolvimento econômico acontece a partir de vários programas, e esse é um projeto que vai gerar emprego, renda, e vai garantir para muitas famílias a moradia segura", afirmou Adriane Lopes.

Seguindo o destacado pela prefeita da Capital, o governador do Estado, Eduardo Riedel, também destacou o impacto econômico de ações, projetos e investimentos como os que vêm sendo feitos.

Marcelo Victor/Correio do Estado.

"Não é só questão da habitação para quem não tem, eu acredito muito em soluções de mercado. Essa história da gente achar que o orçamento público vai conseguir resolver a vida das pessoas de uma maneira ampla e restrita, não vai. O orçamento público tem que ser multiplicado em soluções de mercado, que é o que nós estamos fazendo aqui", destacou o governador.

Riedel mencionou dados como a taxa de crescimento anual de 7% do Estado e a taxa de desemprego atual, que é de 3,8%, bem como a renda média do trabalhador, de R$ 3.423, considerada a terceira maior no Brasil. Apesar desses índices, o governador aponta para mais de 50 mil famílias sem condições financeiras. 

"A quarta menor taxa de pobreza extrema que nós temos é positiva porque é a quarta menor do Brasil, mas é uma vergonha, porque já não poderíamos ter ninguém na extrema pobreza. E se nós pegarmos esses indicadores e soubermos conduzir as diferentes áreas da política pública, com solução de mercado, para a gente poder alavancar todo esse conjunto, atraindo o capital privado, continuar gerando emprego, renda, aplicando infraestrutura, a gente consegue, além de oferecer oportunidade para a nossa gente, oferecer dignidade", afirmou Riedel.

O programa conta com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), da União e da emenda da Bancada Federal, e tem parceria com a Caixa, o Governo do Estado, municípios e empresas do ramo da construção civil.

Condições para participar do Bônus Moradia Emendas

  • Estar cadastrado no Banco de inscritos da AGEHAB/MS
  • Ter renda familiar máxima de até R$ 7.050,00;
  • Não possuir casa própria;
  • Não ter sido beneficiado com casa em outro programa habitacional;
  • Ser aprovado na análise da Instituição Financeira.

Onde fazer a inscrição?

Para fazer sua inscrição acesse o banco de inscrições da Agehab e faça a opção pelo MINHA CASA MINHA VIDA CIDADES – Bônus Moradia-Emendas.

Caso já seja inscrito na Agehab, basta atualizar o cadastro.

Bônus Moradia Emendas

Em junho de 2023, o Governo do Estado lançou o programa "Bônus Moradia", com o intuito de auxiliar o cidadão interessado em adquirir a casa própria através de um subsídio para o pagamento da entrada do imóvel.

Desde então, foram aprovados 2 mil subsídios, sendo 1.252 de contratos já efetivados e outros 754 pretendentes, com reserva em andamento, o que resultou em uma média de 160 beneficiários atendidos por mês.

Do total atendido, 63,5% são famílias da chamada Faixa 1, com rendimento familiar de até R$ 2.640,00. Confira:

FAIXA DE RENDA FAMILIAR CONTRATOS ASSINADOS
Até R$ 2.460,00 63,54%
Até R$ 4.400,00 28,23%
Até R$ 7.050,00 5,06%

Participam do projeto 66 empresas da construção civil e 12 municípios. Para esta edição, serão contemplados apenas os municípios de Campo Grande e Dourados.

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Brasil

Próximo presidente herdará R$ 204 bilhões em concessões de infraestrutura

Entre os projetos que sofreram atraso e não foram concedidos, estão a Malha Oeste e a Hidrovia do Rio Paraguai, em MS

21/09/2026 08h00

Projeto da Malha Oeste, que passa pela Capital, foi adiado

Projeto da Malha Oeste, que passa pela Capital, foi adiado Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O próximo governo federal herdará uma extensa carteira de concessões de infraestrutura com investimentos projetados em, ao menos, R$ 204 bilhões, marcada pelo adiamento de grandes projetos para 2027 ou anos posteriores. Entre as obras represadas que afetam diretamente o escoamento de produção no Centro-Oeste, destacam-se empreendimentos vitais para Mato Grosso do Sul, como a relicitação da Ferrovia Malha Oeste e o pacote de concessões hidroviárias no País.

No setor ferroviário, a carteira de projetos repassada ao próximo mandato soma R$ 154,9 bilhões. O planejamento inicial previa oito leilões para este ano, mas apenas um deve ser realizado. Apesar dos atrasos gerais na malha nacional, a Ferrovia Malha Oeste, que conecta São Paulo a Mato Grosso do Sul, permanece na lista prioritária do governo para publicação de edital.

Em entrevista à Folha, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou o rito para viabilizar a transferência do trecho ferroviário ao setor privado. “[Fazer]concessão é muito mais complexo, eu não vou fazer na afobação. Eu vou fazer seguindo o rito tranquilo: vou publicar os editais e o próximo governo faz leilão”, afirmou Santoro.

O ministro explicou que a complexidade de estruturar grandes projetos ferroviários do zero exigiu ajustes de viabilidade com órgãos de controle antes da liberação.

“A grande questão é que a gente não tinha uma trajetória de fazer concessões de ferrovias, principalmente greenfield. A gente está colocando no mercado projetos gigantescos. Sem modelagens, sem previsão de cobertura de ‘gap’ de viabilidade, sem previsão de tudo isso, a gente teve que trabalhar no TCU [Tribunal de Contas da União], e tudo isso foi aprovado recentemente. Eu acredito que a gente vai publicar editais neste ano para os leilões acontecerem no início do próximo ano”, acrescentou o titular dos Transportes.

Além do modal sobre trilhos, a logística do Centro-Oeste aguarda a evolução dos transportes fluviais, uma vez que todas as cinco concessões hidroviárias previstas na carteira do governo federal acabaram sendo empurradas para os próximos ciclos, sem datas consolidadas.

O represamento do setor hidroviário compromete a previsão de aportes e a definição do cronograma de leilões para a expansão dos eixos de navegação.

Os atrasos no cronograma global atingiram ainda rodovias e portos. Das 13 licitações rodoviárias prometidas para este ano, a expectativa é de concluir apenas sete, transferindo R$ 28,8 bilhões em investimentos para a futura gestão. Já nos portos, apenas três das 18 concessões anunciadas foram efetuadas até setembro, deixando mais de R$ 20,8 bilhões em aportes travados para depois deste ano.

Fatores como a suspensão de estudos, alterações de cronograma, acúmulo de processos na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e frustração de acordos no Tribunal de Contas da União (TCU) explicam o gargalo das concessões. Para o especialista em infraestrutura e concessões Maurício Portugal, o ambiente político também influencia o ritmo das licitações. “É natural você conseguir fazer menos leilões no ano eleitoral. O governo fica muito mais sensível a esse tipo de pressão”, afirmou Portugal.

Apesar dos adiamentos acumulados neste ano, levantamento conjunto dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos aponta que a atual gestão registrou 50 leilões realizados entre 2023 e 2025 em rodovias, portos e aeroportos. 

O volume supera o número de leilões promovidos durante os mandatos dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.
 

Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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