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Caderno de Direitos Trabalhistas será traduzido para o Guarany e Terena

Caderno de Direitos Trabalhistas será traduzido para o Guarany e Terena

vivianne nunes

09/02/2011 - 15h54
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O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) lançou no fim do ano passado, um “Caderno de Direitos Trabalhistas” que agora passa a ser traduzido para os idiomas Terena e Guarani. Trata-se de um guia didático dos direitos e deveres do trabalhador criado pelo Tribunal do Trabalho da 24ª Região.

O material de consulta rápida foi escrito em linguagem acessível para jovens e adultos e deve ser distribuído nas escolas que já receberam as palestras do Projeto Educação, Trabalho e Justiça. Ao todo serão 3,5 mil exemplares impressos

Neste sábado haverá um debate na Aldeia Bororó que vai marcar o início das atividades de tradução, conduzidas pela antropóloga Kátia Vieta. Em entrevista ao Portal Correio do Estado ela explicou que este trabalho será importante para informar os povos indígenas sobre a legislação e ao mesmo tempo inseri-los neste contexto de direitos e deveres que não fazem parte da rotina indígena já que, a maior parte deles trabalha de forma informal.

“A questão é lidar com o desafio da tradução em um tema que não faz parte do cotidiano deles”, afirmou. Durante quatro meses, aliada a um grupo de indígenas terena das escolas Marçal de Souza e Darci Ribeiro, em Campo Grande e também com os Kaiuá nas aldeias das cidades de Dourados e Douradina. “Queremos trabalhar juntos as maneiras de desenvolver espaços de discussão entre eles”, argumenta.

O caderno já traduzido deve ser lançado ainda na Semana Nacional do Índio, comemorada no mês de abril.

O idealizador do projeto é o desembargador Francisco das Chagas Lima Filho do TRT e segundo ele, a questão da linguagem é uma das maiores barreiras enfrentada pelos indígenas atualmente. “Todos pensam que os índios falam ou compreendem nossa linguagem e isso não é verdadeiro. Ainda há locais onde eles não conseguem entender o português e o objetivo de se traduzir o Caderno é fazer uma discussão com a comunidade para estender os direios e deveres trabalhistas às aldeias indígenas para que eles tenham noção de cidadania”, explicou o magistrado.

Ele lembra que boa parte dos povos indígenas do Estado é mão de obras em usinas de cana e açúcar e precisam entender e conhecer os direitos e deveres. “Isso é cidadania”, afirmou.

O desembargador lembra que existe uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) orientando para que todos os assuntos de interesse dos povos indígenas sejam levados até eles para discussões. “Eles precisam ser consultados antes de mais nada”, concluiu. A princípio serão impressos entre 3 e 5 mil exemplares do Caderno para distribuição em todas as aldeias indígenas do Estado.

O magistrado destaca a situação de Dourados como um grande problema onde os índios se envolvem com drogas e violência. “As aldeias são aldeias só nome. Na verdade as aldeias são extensão da cidade, são grandes periferias da cidade de Dourados e todos os problemas são agravados pela discriminação natural que existe contra os índios. Além disso, a barreira da comunicação é um grande fator que contribui para o preconceito”, finalizou.
 

Educação

MEC lança plataformas gratuitas de livros e cursos de idiomas

A data de início dos aplicativos ainda não foi divulgada

01/04/2026 17h30

Presidente e Ministro da Educação anunciaram os aplicativos nas redes sociais

Presidente e Ministro da Educação anunciaram os aplicativos nas redes sociais Reprodução Redes Sociais

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta terça-feira (1) duas plataformas gratuitas digitais voltadas à educação: o MEC Livros e o MEC Idiomas. 

As plataformas, em formato de aplicativo, são destinadas à leitura de literaturas e ao estudo de idiomas. 

Os lançamentos vieram após o sucesso do aplicativo MEC Enem, plataforma lançada no ano passado, para auxiliar os estudantes na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio e teve recorde em número de acessos, segundo o Governo Federal. 

Entre os recursos disponíveis, a ferramenta inclui uma inteligência artificial, tecnologia que simula capacidades humanas em sistemas digitais, responsável por corrigir redações com base nos critérios exigidos no exame. 

O anúncio do lançamento dos dois novos aplicativos foi feito nas redes sociais do MEC e do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem a data oficial de liberação dos aplicativos. 

Os usuários poderão acessar os aplicativos por meio dos dados da conta gov.br através de computadores ou dispositivos portáteis, como celulares e tablets. 

Para o ministro da educação, Camilo Santana, o objetivo é “estimular a leitura no Brasil e ninguém paga nada”

Biblioteca digital

O MEC Livros terá um acervo de aproximadamente oito mil livros digitais, com obras de domínio público e obras contemporâneas, distribuídos em sessões como Poesia, Romance, Suspense, Quadrinhos, Cordel, Literatura Infantil, Ficção Científica, entre outros.

Segundo o ministro da educação, a plataforma irá funcionar como uma biblioteca virtual, no sistema de empréstimo. O usuário poderá ter acesso ao livro durante 14 dias, com possibilidade de renovação por mais 14 dias. 

Dentro da plataforma, será possível grifar trechos e fazer anotações nos livros. 

Curso de línguas

O MEC Idioma, inicialmente, irá focar na oferta dos cursos de Inglês e Espanhol, com conteúdos que vão desde o básico até o avançado. 

O Governo já sinalizou que a plataforma deve ser expandida futuramente, com a inclusão de mais idiomas. 

“O que o Governo está fazendo é usando a tecnologia para criar oportunidades de aprender coisas que não eram possíveis até algum tempo atrás. Você pode ler o livro que quiser, aprender espanhol, inglês. O MEC está escancarando uma porta muito grande para que você tenha acesso às coisas que precisa ter. É só entrar no ‘gov.br’ e pronto, você vai ser um poliglota, um grande intelectual, e ainda vai ter o prazer de ajudar o País a crescer”, afirmou o presidente Lula em recado nas redes sociais. 

 

Novo partido

Ex-secretária estadual deixa PP e filia-se ao PSDB

Ex-secretária foi uma das integrantes do governo estadual que se filiaram ao PP durante evento realizado em outubro do ano passado

01/04/2026 17h15

Capturar

Capturar Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Ex-titular da Secretaria Estadual de Cidadania (SEC), Viviane Luiza da Silva oficializou sua saída do Progressistas (PP) e filiou-se ao PSDB nesta quarta-feira (1°).

À frente da pasta desde a sua criação em janeiro de 2024, Viviane Luiza disputar uma entre as oito cadeiras da Câmara dos Deputados destinadas para Mato Grosso do Sul. 

Antes de ocupar cargo de protagonismo dentro do alto escalão de Riedel, Viviane atuava como secretária-adjunta Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc) e já junto do ninho tucano, destacou por meio de suas redes sociais que espera uma disputa democrática nas Eleições 2026.

""O PSDB tem na sua história a democracia. É isso que me fortalece e me tranquiliza, e mais do que isso, nós temos um time de mulheres (PSDB Mulheres). Tudo isso me tranquiliza e traz a um lugar em que eu sei que a gente tem a leveza para que a disputa seja democrática como deve ser. Venho de uma origem simples, onde a educação é o caminho", destacou. 

A mudança de partido acontece poucos meses após Viviane ter ingressado no PP. A ex-secretária foi uma das integrantes do governo estadual que se filiaram à sigla durante evento realizado em outubro do ano passado, em Campo Grande. No seu lugar, José Francisco Sarmento Nogueira, então secretário-adjunto, assume a titularidade. 

A reportagem entrou em contato com Viviane Luiza mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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