Cidades

Expansão Comercial

Campo Grande pode ganhar novo centro comercial com 46 lojas e supermercado

Projeto prevê investimento no Bairro Tiradentes, com academia, praça de alimentação, escritórios e flats; complexo poderá receber 4,5 mil pessoas por dia.

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Campo Grande poderá ganhar um novo centro comercial com 46 lojas, supermercado, academia, praça de alimentação, escritórios e flats. O empreendimento, previsto para a Avenida Marquês de Pombal, na esquina com a Rua José Nogueira Vieira, no Bairro Tiradentes, terá aproximadamente 14 mil metros quadrados de área construída e capacidade projetada para receber cerca de 4,5 mil usuários por dia.

Batizado de Oliver Mall, o complexo está em fase de análise urbanística e ambiental na Prefeitura de Campo Grande.

Os detalhes constam no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), documento de 158 páginas que apresenta as características da construção, a estrutura comercial planejada, as estimativas de circulação de pessoas e os possíveis impactos sobre o trânsito e a infraestrutura da região.

A proposta é de responsabilidade da empresa Protefh Empreendimentos Imobiliários Ltda. e tramita na Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb).

O projeto será discutido em audiência pública marcada para 10 de novembro, etapa que permitirá à população apresentar questionamentos e sugestões antes do avanço do processo de licenciamento.

Embora a implantação ainda dependa das autorizações necessárias, o estudo já revela a dimensão do empreendimento, que pretende concentrar comércio, alimentação, serviços, atividades físicas e espaços de hospedagem em uma das regiões de expansão imobiliária da Capital.

Supermercado, 46 lojas e academia de 1,5 mil m²

O Oliver Mall foi planejado para ocupar um terreno de aproximadamente 15,2 mil metros quadrados, com área total construída de cerca de 14 mil metros quadrados.

A maior concentração de estabelecimentos comerciais ficará no pavimento térreo, onde estão previstas 40 lojas satélites, três lojas de médio porte e outras três de grande porte, totalizando 46 unidades comerciais, além de um supermercado.

O mercado contará com depósito e docas para recebimento de mercadorias, permitindo que a movimentação de cargas seja realizada por meio de uma estrutura específica, separada do acesso principal dos consumidores.

O projeto também prevê uma praça de alimentação, ampliando a oferta de serviços e criando um espaço destinado à permanência dos frequentadores.

Nos pavimentos superiores, a proposta contempla uma academia com aproximadamente 1.500 metros quadrados, além de dois pisos destinados a escritórios e flats, modalidade de unidade que reúne características de hospedagem e acomodação residencial.

A intenção é que o centro comercial funcione como um espaço de múltiplas atividades, permitindo que consumidores encontrem diferentes serviços no mesmo endereço, desde compras de supermercado até alimentação, exercícios físicos e atividades profissionais.

Apesar de detalhar a estrutura, o EIV não identifica qual rede de supermercados ocupará o empreendimento, nem apresenta os nomes das lojas, restaurantes ou da futura academia. Também não informa o valor previsto do investimento.

Complexo poderá receber 4,5 mil pessoas por dia

Outro dado apresentado no estudo chama a atenção pelo potencial de movimentação que o empreendimento poderá gerar no Bairro Tiradentes.

A estimativa inicial é de aproximadamente 4,5 mil usuários por dia, considerando consumidores, funcionários, visitantes, profissionais e ocupantes das diferentes atividades previstas para o complexo.

Esse número representa a circulação projetada ao longo do dia, e não a presença simultânea de milhares de pessoas dentro do centro comercial.

O documento também apresenta uma estimativa preliminar de 105 funcionários para a operação das atividades comerciais, incluindo trabalhadores do supermercado, das lojas e da praça de alimentação.

Somente para o supermercado, são considerados 40 funcionários, distribuídos em dois turnos de trabalho.

A quantidade efetiva de postos de trabalho, entretanto, dependerá da ocupação dos espaços, do porte das operações comerciais e das empresas que efetivamente se instalarem no empreendimento. Por isso, a projeção não representa a abertura imediata de vagas de emprego.

A localização é apontada pelos responsáveis pelo estudo como um dos principais atrativos do projeto. O terreno está situado em uma região que concentra empreendimentos residenciais, restaurantes e estabelecimentos comerciais, com acesso a importantes corredores de circulação da cidade.

Segundo o EIV, a implantação do centro comercial poderá ampliar a oferta de serviços para moradores do Tiradentes e de bairros vizinhos, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras regiões de Campo Grande.

Trânsito e estacionamento entram na análise

A circulação de veículos está entre os principais aspectos avaliados para a implantação do Oliver Mall.

O projeto prevê 390 vagas de estacionamento, incluindo espaços reservados para pessoas com deficiência e idosos, além de acessos que deverão observar as exigências de acessibilidade.

O acesso principal de entrada e saída dos consumidores está planejado para a Avenida Marquês de Pombal. Já a Rua José Nogueira Vieira deverá concentrar acessos de serviço e operações de carga e descarga.

A separação tem como objetivo organizar o fluxo interno e reduzir a possibilidade de retenção de veículos nas vias públicas durante as operações de abastecimento.

Entretanto, o próprio estudo identifica a rotatória formada pela Avenida Marquês de Pombal com a Rua José Nogueira Vieira como o ponto mais crítico da região em relação ao risco de congestionamentos.

Com o funcionamento do centro comercial, a tendência é de aumento no fluxo de veículos na região, principalmente nos horários de maior movimento.

A análise também considera possíveis efeitos sobre a circulação de pedestres, a demanda por transporte coletivo e a infraestrutura viária utilizada pelos moradores da região.

Nas considerações finais, os responsáveis pelo EIV avaliam que os impactos poderão ser administrados com medidas de adequação e mitigação. Essa conclusão, porém, integra o estudo apresentado pelo empreendedor e será submetida à avaliação do poder público.

Construção poderá levar até três anos

Embora o planejamento já apresente a distribuição das atividades comerciais e as principais características da estrutura, ainda não existe data definida para o início das obras.

Segundo o EIV, a construção dependerá da aprovação do projeto arquitetônico, dos estudos complementares, do próprio Estudo de Impacto de Vizinhança e da obtenção do alvará de construção e das licenças ambientais exigidas.

O documento estima que a execução do empreendimento poderá durar entre 24 e 36 meses após a liberação das autorizações necessárias.

Isso significa que a obra poderá levar de dois a três anos, dependendo do andamento do licenciamento e das condições de execução do projeto.

O estudo também informa que a construtora responsável ainda não havia sido definida na fase de elaboração do documento, motivo pelo qual o cronograma executivo definitivo não estava estabelecido.

Entre os serviços previstos estão a preparação do terreno, a readequação da drenagem pluvial existente, intervenções na infraestrutura, a implantação das edificações e a execução dos projetos de urbanização e paisagismo.

O EIV também analisa possíveis impactos ambientais decorrentes da construção e do funcionamento do complexo, incluindo geração de resíduos, aumento de ruídos, escoamento de águas pluviais e demanda adicional por abastecimento de água e serviços urbanos.

As medidas propostas deverão passar pela avaliação dos órgãos municipais competentes.

Região poderá passar por nova transformação comercial

O Bairro Tiradentes integra a Região Urbana do Bandeira, uma das áreas de Campo Grande que apresentam expansão de empreendimentos residenciais e atividades de comércio e serviços.

O estudo destaca a presença de condomínios, restaurantes, drogarias e outros estabelecimentos nas proximidades do terreno previsto para receber o Oliver Mall.

Para os responsáveis pelo projeto, a implantação do centro comercial poderá fortalecer essa concentração de atividades econômicas, ampliar a oferta de serviços e contribuir para a valorização imobiliária do entorno.

O documento considera uma área de influência direta de aproximadamente um quilômetro ao redor do empreendimento e uma área de influência indireta de dois quilômetros, abrangendo regiões que poderão experimentar alterações no fluxo de veículos e na demanda por serviços.

Apesar dos benefícios econômicos projetados, a implantação de uma estrutura desse porte também exigirá atenção aos efeitos sobre a mobilidade urbana, a drenagem e a qualidade de vida dos moradores próximos.

A avaliação desses aspectos será uma das etapas fundamentais para definir as condições de instalação do empreendimento.

Prefeitura abre espaço para participação dos moradores

O projeto do Oliver Mall será discutido em audiência pública no dia 10 de novembro, às 18h, na sede da Planurb, localizada na Avenida Calógeras, nº 356, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa, no Bairro Glória. O encontro também será transmitido pelo canal de Educação Ambiental da agência no YouTube.

A população poderá apresentar sugestões e questionamentos sobre o empreendimento entre os dias 13 de outubro e 4 de novembro, presencialmente na Planurb ou pelo e-mail [email protected].

A audiência faz parte do processo de avaliação dos impactos urbanísticos e ambientais e não representa autorização para o início das obras. A implantação do centro comercial ainda depende da aprovação dos órgãos competentes.

Memória Histórica

Mato Grosso do Sul quase se chamou Campo Grande; entenda a reviravolta

Antes da criação oficial, em 1977, o presidente Ernesto Geisel anunciou outro nome para o Estado; reação de lideranças do interior ajudou a mudar os planos

11/10/2026 15h49

Edição histórica do Correio do Estado, de 4 de maio de 1977, anunciava Campo Grande como nome previsto para o novo Estado, que posteriormente seria chamado Mato Grosso do Sul.

Edição histórica do Correio do Estado, de 4 de maio de 1977, anunciava Campo Grande como nome previsto para o novo Estado, que posteriormente seria chamado Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução/Acervo Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul completa 49 anos neste domingo (11), mas uma curiosidade pouco conhecida poderia ter mudado a identidade de milhões de brasileiros. Antes de receber o nome pelo qual é conhecido atualmente, o Estado esteve perto de ser batizado como Estado de Campo Grande, uma denominação anunciada durante o governo do presidente Ernesto Geisel, em plena ditadura militar.

A proposta provocou resistência, principalmente entre lideranças do interior, e acabou abandonada antes da oficialização da nova unidade federativa.

O episódio, ocorrido em 1977, revela que a criação de Mato Grosso do Sul não foi marcada apenas pelas disputas em torno da separação territorial.

Até mesmo o nome do novo Estado se transformou em motivo de divergências políticas e regionais, envolvendo autoridades, intelectuais e veículos de comunicação.

A denominação inicial havia sido escolhida por Geisel, que anunciou, em 3 de maio daquele ano, a decisão do governo federal de dividir Mato Grosso. O comunicado provocou comemorações em Campo Grande, município que se preparava para assumir a condição de capital da nova unidade federativa.

A notícia ganhou tamanha repercussão que, no dia seguinte, 4 de maio de 1977, o Correio do Estado publicou uma edição especial, com a manchete histórica "Campo Grande: O novo Estado". Naquele momento, a possibilidade de o nome da cidade ser estendido a todo o território era tratada como parte dos planos do governo.

Entretanto, a escolha não agradou a todos. Enquanto parte da população campo-grandense celebrava a decisão presidencial, representantes de outras regiões questionavam se seria adequado dar ao novo Estado o mesmo nome de sua capital.

Nome provocou disputa entre Campo Grande e o interior

A resistência à denominação Estado de Campo Grande estava relacionada ao receio de que o novo ente federativo nascesse identificado excessivamente com sua capital, deixando em segundo plano a importância histórica, econômica e cultural das demais cidades.

Em Dourados, que já se destacava pela produção agropecuária e pela influência regional, a proposta alimentou discussões sobre a representatividade do futuro Estado. A imprensa local participou diretamente do debate, que também repercutiu entre políticos e intelectuais.

O jornal O Progresso, de Dourados, foi um dos espaços utilizados para questionar a escolha. A discussão não significava necessariamente oposição à divisão de Mato Grosso, defendida havia décadas por diferentes lideranças, mas resistência à ideia de concentrar simbolicamente a identidade do novo território em Campo Grande.

A importância da capital para o movimento divisionista era reconhecida. Entretanto, a região sul do antigo Mato Grosso também reunia municípios com trajetórias próprias, como Corumbá, Aquidauana, Ponta Porã, Três Lagoas e Dourados.

O nome Campo Grande, portanto, passou a representar mais do que uma simples escolha administrativa. Para os críticos, a denominação poderia reforçar o protagonismo político da capital em detrimento das demais regiões.

Em meio às divergências, ganhou força a defesa de um nome capaz de identificar todo o território, preservando as ligações históricas com Mato Grosso, mas deixando clara a existência de uma nova unidade federativa.

Maracaju e Entre-Rios também entraram na discussão

Campo Grande não foi a única denominação considerada nos debates daquele período. Outros nomes chegaram a ser defendidos publicamente, entre eles Maracaju e Entre-Rios.

A alternativa Maracaju fazia referência à serra de mesmo nome, uma das formações geográficas mais conhecidas da região, além de remeter à história do movimento divisionista. A denominação, porém, também despertava questionamentos por não representar todas as áreas do novo Estado.

Já Entre-Rios aparecia como uma referência à geografia regional, marcada pela presença de importantes bacias hidrográficas. A proposta encontrou menor receptividade.

As discussões demonstram que a escolha do nome ultrapassava questões burocráticas. Estava em jogo a maneira como o território seria reconhecido nacionalmente e como seus habitantes passariam a se identificar depois da separação.

Ao final, a denominação Mato Grosso do Sul ganhou espaço por manter a referência histórica ao antigo Estado e, ao mesmo tempo, estabelecer uma distinção geográfica entre as duas unidades federativas.

De Estado de Campo Grande a Mato Grosso do Sul

A mudança de rumo ocorreu antes mesmo da aprovação da lei que instituiu oficialmente o Estado.

Em estudo publicado na revista acadêmica História em Reflexão, a historiadora Marisa Bittar, autora de pesquisas sobre o movimento divisionista, explica que a importância política e econômica de Campo Grande contribuiu para que Ernesto Geisel anunciasse, inicialmente, o nome da cidade para a nova unidade federativa.

Segundo a pesquisadora, a denominação foi escolhida de maneira apressada, e os próprios defensores da separação solicitaram ao presidente que o nome fosse substituído por Mato Grosso do Sul.

A mudança também preservava parte da identidade construída durante os séculos em que norte e sul integraram um mesmo Estado. Embora a separação política criasse duas administrações independentes, os territórios continuariam compartilhando elementos de sua formação histórica.

Em 24 de agosto de 1977, quando a proposta de criação foi encaminhada ao Congresso Nacional, a denominação Mato Grosso do Sul já constava na documentação oficial. A medida passou pela análise dos parlamentares e foi sancionada por Geisel em 11 de outubro daquele ano.

Diferentemente do que poderia sugerir a história da mudança, Mato Grosso do Sul nunca chegou a ser oficialmente chamado de Estado de Campo Grande. O nome foi anunciado durante as articulações políticas, mas não chegou a vigorar como denominação legal.

A Lei Complementar nº 31, responsável pela criação do Estado, estabeleceu logo em seu primeiro artigo o nome Mato Grosso do Sul. No terceiro, definiu Campo Grande como capital.

Criação foi comemorada com festa nas ruas

A confirmação da divisão também marcou um dos momentos mais importantes da história de Campo Grande.

Em relato publicado pelo Correio do Estado em 2015, o jornalista Fausto Brites recuperou as comemorações que tomaram a região central da cidade em 3 de maio de 1977, quando a decisão presidencial foi anunciada.

Segundo o registro histórico, milhares de moradores ocuparam a Rua 14 de Julho, especialmente nas proximidades da Avenida Afonso Pena e da Rua Barão do Rio Branco.

Edição histórica do Correio do Estado, de 4 de maio de 1977, anunciava Campo Grande como nome previsto para o novo Estado, que posteriormente seria chamado Mato Grosso do Sul.
Multidão tomou a Rua 14 de Julho, no centro de Campo Grande, para comemorar o anúncio da criação de Mato Grosso do Sul, em 1977. Foto: Acervo/Correio do Estado.

 

Houve distribuição de bebidas, manifestações de alegria e comemorações que avançaram pela noite. O então prefeito Marcelo Miranda participou das celebrações e decretou ponto facultativo.

A movimentação revelou a expectativa em torno da conquista da autonomia administrativa, reivindicada por setores da sociedade regional havia décadas. Meses depois, em outubro, a assinatura da lei provocaria novas comemorações.

Entretanto, a criação legal não significou que toda a estrutura estadual passou a funcionar imediatamente.

A instalação efetiva de Mato Grosso do Sul aconteceu em 1º de janeiro de 1979, quando Harry Amorim Costa assumiu como primeiro governador, nomeado pelo presidente da República. Os deputados constituintes haviam sido eleitos em novembro de 1978.

A criação ocorreu durante a ditadura militar, sem consulta popular por meio de plebiscito, e esteve relacionada tanto aos antigos movimentos divisionistas quanto aos interesses administrativos e geopolíticos do governo federal.

Quase meio século depois, a história da escolha do nome revela um capítulo pouco lembrado da formação sul-mato-grossense: o Estado poderia ter nascido com a mesma denominação de sua capital, mas acabou recebendo um nome que procurava representar todas as regiões do território.

Neste domingo, aos 49 anos, Mato Grosso do Sul celebra uma identidade que, antes mesmo de sua criação oficial, já havia sido motivo de disputas políticas, manifestações populares e debates sobre o futuro da região.

 

Violência na Capital

Adolescente de 16 anos é morto a tiros em Campo Grande

Crime ocorreu na noite deste sábado (10); vítima foi atingida por disparos e morreu no local, antes da chegada do socorro.

11/10/2026 15h22

Movimentação de moradores e equipes de segurança no local onde adolescente de 16 anos foi morto a tiros, em Campo Grande.

Movimentação de moradores e equipes de segurança no local onde adolescente de 16 anos foi morto a tiros, em Campo Grande. Foto: Reprodução/Lageado Mil grau.

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Um adolescente de 16 anos, identificado como Bruno Insaubalde Vaez, foi assassinado a tiros na noite deste sábado (10), no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande. A vítima estava sentada em uma cadeira, acompanhada de outro homem, quando dois indivíduos chegaram em uma motocicleta e efetuaram disparos. O jovem morreu antes de receber atendimento médico.

O crime aconteceu na esquina das ruas Anselmo Selingardi e Mitsuyo Aratani. De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, os suspeitos se aproximaram das vítimas e abriram fogo. O homem que acompanhava Bruno conseguiu fugir, enquanto o adolescente foi atingido pelos tiros.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas para prestar socorro. No entanto, quando os militares chegaram ao endereço, o médico responsável pelo atendimento constatou que o adolescente já estava morto.

Familiares também compareceram ao local e fizeram o reconhecimento da vítima.

Perícia encontra munições no local

Durante os trabalhos periciais, foram identificados ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no abdômen, em um dos braços e em uma das pernas do adolescente.

Nas proximidades do corpo, os peritos localizaram dois estojos de munição calibre 9 milímetros, além de dois fragmentos de projétil. O material foi recolhido e deverá passar por análise para auxiliar na investigação.

A área onde ocorreu o homicídio foi isolada para preservar os vestígios e permitir o trabalho das equipes da Polícia Científica.

Polícia apura circunstâncias do assassinato

Conforme relatos de testemunhas registrados no boletim de ocorrência, Bruno e o homem que estava com ele estariam comercializando entorpecentes momentos antes do ataque.

A informação, entretanto, faz parte dos depoimentos iniciais e ainda deverá ser apurada pelas autoridades. Até o momento, não há confirmação de que o homicídio tenha relação com o tráfico de drogas.

Equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e da perícia científica estiveram no local para realizar os procedimentos necessários.

A Polícia Civil deverá investigar a dinâmica do ataque, identificar os responsáveis pelos disparos e esclarecer o que motivou o assassinato.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade dos suspeitos ou possíveis prisões relacionadas ao caso. A motivação do crime permanece desconhecida.

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