Marcada para acontecer entre 23 e 29 de março de 2026, a 15ª reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) será realizada em Campo Grande.
Esse anúncio foi oficializado ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, na cerimônia de lançamento do Pacto pelo Pantanal, que prevê R$ 1,4 bilhão de investimento no bioma até 2030.
Evento multilateral considerado crucial para a proteção da fauna migratória global, a Conferência governos, povos indígenas, comunidades tradicionais, cientistas e organizações da sociedade civil em debate.
Na pauta, os desafios urgentes da conservação das espécies migratórias e seus habitats, que devido à atividade humana e às mudanças climáticas enfrentam ameaças crescentes.
Há cerca de uma década o Brasil integra a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres e, conforme a Secretária Executiva da CMS, Amy Fraenkel, a próxima reunião tem uma grande importância.
“A COP15 da CMS em Campo Grande é uma oportunidade para fortalecer a cooperação internacional e adotar medidas transformadoras que garantirão o futuro das espécies migratórias e seus ecossistemas vitais”, disse em nota.
Esse tratado ambiental das Nações Unidades existe desde 1979, com 133 países aderindo à chamada CMS desde sua criação.
Preservação
Enquanto a Conferência estabelece plataforma global para a conservação de animais migratórios terrestres, aquáticos e aviários, a chamada COP vêm como principal órgão de decisão da CMS.
Essa reunião é trianual, realizada para definição de políticas e diretrizes, com a última datando de fevereiro de 2024, em Samarcanda, Uzbequistão.
Certos temas permeiam as discussões pautadas para a COP15, como:
- Adoção de declarações ministeriais que reforcem o compromisso internacional com a conservação das espécies migratórias;
- Revisão e aprovação de propostas para ampliar a lista de espécies protegidas na CMS;
- Fortalecimento de políticas para combater a captura e o comércio ilegal de espécies migratórias, contra a caça e exploração ilegal;
- Preservação de corredores ecológicos para Garantir conectividade entre habitats migratórios essenciais;
- Ampliação do Plano Estratégico de Samarcanda (2024–2032);
- FExpansão de iniciativas de conservação: fortalecimento de programas como a Iniciativa da CMS para a Conservação da Onça-Pintada (CMS Jaguar Initiative).
- Articulação com outras convenções ambientais, como a CITES, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e a Convenção de Ramsar.
**(Com assessoria)