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Mobilidade Urbana

Campo Grande tem a 14ª maior frota de veículos do Brasil, aponta levantamento

Capital soma mais de 745 mil veículos registrados, supera cidades como Belém e Cuiabá e concentra quase 36% de toda a frota de Mato Grosso do Sul.

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Campo Grande está entre os 15 municípios com as maiores frotas de veículos do Brasil. Com 745.178 veículos registrados, a Capital de Mato Grosso do Sul ocupa a 14ª posição no ranking nacional, superando cidades como Belém (PA), Cuiabá (MT) e Teresina (PI).

Os números fazem parte de um levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes, com dados compartilhados com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a agosto de 2026.

O resultado coloca a Capital sul-mato-grossense à frente de importantes centros urbanos brasileiros e revela a dimensão da frota registrada no município.

Ao considerar a população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026, Campo Grande possui aproximadamente 77 veículos para cada 100 habitantes, proporção que reforça o debate sobre mobilidade urbana, transporte coletivo e capacidade da infraestrutura viária.

Com população estimada em 970.843 moradores, Campo Grande reúne uma frota equivalente a 76,8% do número de habitantes.

Isso significa que existe aproximadamente um veículo registrado para cada 1,3 morador, embora o indicador não represente necessariamente a quantidade de pessoas que possuem automóvel ou motocicleta.

O levantamento considera diferentes categorias, incluindo automóveis, motocicletas, caminhonetes, caminhões, ônibus, reboques e semirreboques. Dessa forma, os números não correspondem exclusivamente aos veículos que circulam diariamente pelas ruas da cidade.

Capital supera cidades importantes no ranking nacional

A classificação nacional é liderada por São Paulo, com mais de 10,1 milhões de veículos registrados. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, com 3,4 milhões, Belo Horizonte, com 2,9 milhões, e Brasília, com 2,3 milhões.

Curitiba ocupa a quinta posição, com cerca de 2,2 milhões de veículos, seguida por Goiânia, Fortaleza, Salvador, Manaus e Campinas, que completam a lista das dez maiores frotas do país.

Campo Grande aparece na 14ª colocação, logo atrás de Recife (PE), que contabiliza cerca de 798 mil veículos registrados. A diferença entre as duas capitais é de aproximadamente 52,6 mil veículos.

Por outro lado, a Capital de Mato Grosso do Sul supera São Bernardo do Campo (SP), município que ocupa a 15ª posição, com cerca de 674 mil veículos registrados. A diferença entre as duas cidades é de aproximadamente 71,6 mil veículos.

A cidade também apresenta frota superior à de outras capitais, como Teresina, com cerca de 640 mil veículos, Belém, com 612 mil, e Cuiabá, com 547 mil.

O posicionamento demonstra que Campo Grande concentra um volume expressivo de veículos mesmo quando comparada a grandes municípios de outras regiões do Brasil.

Carros e motocicletas representam a maior parte da frota

Os automóveis constituem a maior parcela dos veículos registrados em Campo Grande. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), são 351.204 automóveis, equivalentes a aproximadamente 47,1% da frota municipal.

As motocicletas aparecem na sequência, com 183.060 registros. Quando consideradas também as 40.858 motonetas, o total chega a 223.918 veículos de duas rodas, correspondentes a aproximadamente 30% da frota da Capital.

Somados, automóveis, motocicletas e motonetas representam mais de três quartos dos veículos registrados no município.

Outro grupo expressivo é formado pelas caminhonetes, que somam 70.646 unidades. Já as camionetas totalizam 23.177 registros.

O levantamento também identifica 18.845 caminhões, 6.547 caminhões-tratores, 2.856 ônibus e 1.370 micro-ônibus, além de outras categorias de veículos.

Confira abaixo a quantidade de veículos registrados em Campo Grande, conforme a classificação da Senatran:

  • Automóveis: 351.204

  • Motocicletas: 183.060

  • Caminhonetes: 70.646

  • Motonetas: 40.858

  • Camionetas: 23.177

  • Caminhões: 18.845

  • Reboques: 17.222

  • Utilitários: 14.575

  • Semirreboques: 10.707

  • Caminhões-tratores: 6.547

  • Ônibus: 2.856

  • Outros: 2.354

  • Micro-ônibus: 1.370

  • Ciclomotores: 1.217

  • Triciclos: 251

  • Sidecars: 164

  • Tratores de rodas: 122

  • Quadriciclos: 2

  • Tratores de esteira: 1

  • Bondes: 0

  • Chassis-plataforma: 0

Total: 745.178 veículos registrados.

Fonte: Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) - dados de agosto de 2026, divulgados em 30 de setembro.

Os números mostram a predominância dos veículos de transporte individual na frota de Campo Grande. No entanto, o levantamento não permite identificar quantos desses veículos circulam diariamente pelas ruas da Capital nem a frequência com que são utilizados.

Campo Grande concentra quase 36% de todos os veículos de MS

A dimensão da frota campo-grandense também chama atenção quando comparada ao restante de Mato Grosso do Sul.

Em agosto de 2026, o Estado contabilizava 2.081.702 veículos registrados nos 79 municípios. Desse total, 745.178 estavam em Campo Grande, o equivalente a aproximadamente 35,8% de todos os registros estaduais.

Na prática, mais de um em cada três veículos cadastrados em Mato Grosso do Sul está vinculado à Capital.

A diferença em relação aos outros municípios também é expressiva. Dourados aparece na segunda colocação estadual, com 204.313 veículos, seguida por Três Lagoas, que possui 117.101 registros.

Isso significa que a frota de Campo Grande é mais de três vezes superior à de Dourados, segundo município mais populoso de Mato Grosso do Sul.

Na sequência do ranking estadual aparecem Ponta Porã, com 55.830 veículos, e Corumbá, com 53.531.

A concentração na Capital reflete sua participação na distribuição estadual de veículos, mas, isoladamente, não permite determinar se o município possui maior dependência do transporte individual do que outras cidades.

Movimentação de veículos em avenida de Campo Grande; Capital concentra quase 36% da frota de Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

Frota coloca mobilidade urbana em discussão

A presença de quase 750 mil veículos registrados em Campo Grande amplia a importância do planejamento da mobilidade urbana, especialmente em relação à manutenção das vias, à segurança de motoristas e motociclistas, à organização do trânsito e à oferta de alternativas ao transporte individual.

O cenário também ganha relevância diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo da Capital.

Em junho de 2026, a Prefeitura de Campo Grande decretou intervenção no serviço de transporte coletivo urbano, operado pelo Consórcio Guaicurus, após identificar irregularidades relacionadas ao cumprimento de horários, às condições dos veículos e a outras obrigações previstas na concessão.

Em relatório apresentado no mês seguinte, a equipe responsável pela intervenção apontou que aproximadamente 190 ônibus possuíam mais de dez anos de uso, além de identificar problemas financeiros e operacionais no sistema.

Embora os dados da Senatran não permitam estabelecer uma relação direta entre o tamanho da frota e as dificuldades enfrentadas pelo transporte público, os números evidenciam a importância de políticas capazes de melhorar os deslocamentos e oferecer diferentes opções de mobilidade à população.

Também não é possível concluir, apenas com base na quantidade de veículos registrados, que o trânsito tenha ficado mais congestionado ou que todos esses veículos circulem simultaneamente pela cidade.

Ainda assim, a posição de Campo Grande entre as 15 maiores frotas do país coloca em evidência o desafio de conciliar a quantidade de veículos cadastrados com a infraestrutura urbana, a segurança viária e a eficiência do transporte coletivo.

Os números fazem parte do levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes, com dados referentes a agosto de 2026, divulgados em 30 de setembro.

Renegociação

Regulariza CG chega ao fim e Prefeitura tenta recuperar dívidas antes de cobrar na Justiça

Programa já havia recuperado R$ 2,59 milhões nas primeiras duas semanas; prazo para negociação termina nesta sexta-feira

08/10/2026 15h24

Gerson Oliveira

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O Regulariza CG chega ao fim nesta sexta-feira (9), depois de colocar R$ 2,59 milhões de dívidas em processo de recuperação para os cofres de Campo Grande nas primeiras duas semanas da campanha. O programa permite a negociação de débitos municipais antes que parte dessas pendências avance para etapas de cobrança como protesto e execução fiscal.

O valor foi informado pela Prefeitura ao Correio do Estado em setembro, quando haviam transcorrido 13 dias desde o início do programa. Na ocasião, o Município ainda não tinha uma estimativa de quanto pretendia recuperar até o encerramento da campanha e afirmou que normalmente a procura aumenta na última semana.

Agora, na reta final, contribuintes ainda podem negociar dívidas tributárias e não tributárias geradas até 31 de dezembro de 2025. O programa permite pagamento à vista ou parcelamento em até 16 vezes.

Apesar da divulgação de descontos de até 90%, o abatimento incide sobre juros, multas e outros acréscimos legais, e não sobre o valor principal da dívida.

Para pagamento à vista, débitos gerados até 2018 têm redução de 90% dos acréscimos. Nas dívidas de 2019 e 2020, o desconto é de 70%, enquanto os débitos de 2021 a 2025 têm redução de 50%.

Quem não consegue quitar tudo de uma vez pode parcelar em até seis vezes, com desconto de 40% nos acréscimos; em até 12 parcelas, com redução de 30%; ou em até 16 vezes, com abatimento de 25%. O valor mínimo de cada parcela é de R$ 100.

O que acontece com quem não negociar

O Regulariza CG funciona como uma janela de negociação antes do avanço das medidas de cobrança. Sem a adesão, a dívida continua existente e pode seguir os procedimentos previstos pelo Município para recuperação do crédito, incluindo cobrança administrativa, protesto e execução fiscal, conforme a situação do débito.

O acordo também exige atenção do contribuinte. Nos casos parcelados, o benefício pode ser perdido se houver inadimplência superior a 60 dias, com o restabelecimento do saldo remanescente para cobrança.

A adesão pode ser feita pela plataforma digital da Prefeitura ou presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), na Rua Cândido Mariano, no Centro. O prazo termina nesta sexta-feira (9).

Orçamento em sigilo

Quase dois anos após promessa, MS abre novas licitações para levar água a aldeias

Obras em Sassoró e Pirajuí terão 12 meses de execução, mas valor máximo das contratações segue em sigilo até a negociação

08/10/2026 14h05

Aldeia Jaguapiru, na região de Dourados

Aldeia Jaguapiru, na região de Dourados Marcelo Victor

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Quase dois anos depois do anúncio de um programa para ampliar o acesso à água potável em comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, duas novas licitações avançam nesta quinta-feira (8). Publicados no Diário Oficial do Estado, os editais da Sanesul preveem obras de ampliação e melhoria dos sistemas de abastecimento das aldeias Sassoró, em Tacuru, e Pirajuí, em Paranhos.

As duas obras terão prazo de execução de 12 meses, a partir da emissão da ordem de serviço, e contratos com vigência de 15 meses. As propostas para Sassoró serão abertas em 17 de novembro e, para Pirajuí, no dia 18.

O que ainda não está disponível é o valor máximo que o poder público pretende pagar pelas obras. Os editais classificam os orçamentos como sigilosos até a fase de negociação com as empresas. A disputa será pelo menor preço total entre as propostas que atenderem às exigências estabelecidas no edital.

Os recursos virão do orçamento próprio da Sanesul e do convênio firmado com a Itaipu Binacional. A contratação ocorre pelo regime de empreitada por preços unitários.

A ampliação do abastecimento faz parte de um programa anunciado em novembro de 2024, quando Estado e Itaipu apresentaram um pacote de R$ 60 milhões para implantação, ampliação e melhoria de sistemas de água em comunidades indígenas. Na primeira etapa, a previsão era beneficiar mais de 34 mil indígenas em oito aldeias de seis municípios.

A contrapartida de Mato Grosso do Sul, de R$ 15 milhões, foi formalizada em 2025. O restante, R$ 45 milhões, corresponde à participação da Itaipu Binacional. Entre as aldeias contempladas desde o início do programa estavam justamente Pirajuí e Sassoró.

A publicação desta quinta-feira representa, portanto, uma nova etapa de um processo iniciado em 2024. A partir da abertura das propostas, ainda haverá contratação e emissão da ordem de serviço antes do início efetivo das obras.

Em cada comunidade, a previsão é de um ano para execução do sistema contratado.

Dourados

A falta de água também motivou uma série de licitações na Reserva Indígena de Dourados, formada pelas aldeias Jaguapiru e Bororó. Em maio, o Estado abriu processos para perfuração de poços, posteriormente homologados por cerca de R$ 8,9 milhões no total.

Em outubro, outra licitação, estimada em R$ 19,76 milhões, foi aberta para implantação do sistema de abastecimento da Jaguapiru.

O problema, porém, é antigo. Em 2024, o próprio Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a falta de água na reserva e anunciou medidas emergenciais, incluindo abastecimento por caminhões-pipa, enquanto buscava uma solução estrutural.

Em 2025, o Ministério Público Estadual também abriu procedimento para acompanhar as ações de abastecimento em Jaguapiru e Bororó, classificando o desabastecimento como um problema crônico que afetava milhares de moradores.

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