Cidades

INTERAÇÃO

Cena rara entre onça e tamanduá é gravada no Pantanal de Miranda

Turismólogo Fernando Lino usou as redes sociais para compartilhar o registro feito dos dois animais "brincando"

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Registro inusitado e inédito, feito pelo turismólogo Fernando Lino e publicado nas redes sociais, mostra o que seria um tamanduá-bandeira e uma onça-pintada, dividindo inicialmente o mesmo espaço e depois a cena do devorador de formigas indo atrás do grande felino que foge saltando. 

Nas palavras do próprio turismólogo em sua publicação, fica evidente o quanto a cena é rara, sendo descrita como "a primeira vez na vida" que ele consegue observar e por sorte gravar a interação entre os dois animais.

"Depois de centenas de vezes nesta estrada tive a oportunidade de ver isso! Talvez brincando ou caçando... quem sabe", publicou o turismólogo.

Quem também reconheceu a preciosidade dessa situação foi o documentarista de Natureza vencedor do Emmy, Lawrence Wahba, que descreveu a cena como um "registro fenomenal". 

"Lembro que nos anos 90, um pantaneiro da Fazenda São Francisco me disse ter presenciado uma interação como essa e confesso que não tinha acreditado. Parabéns", comentou Wahba na publicação de Lino. 

Fernando detalhou em seguida que essa situação foi presenciada no município sul-mato-grossense de Miranda, na região próxima da estrada para Caiman. 

Importante lembrar que ambas as espécies são tidas como "vulneráveis à extinção", sendo que em países como Uruguai e Estados Unidos ambas espécies já estão extintas, sendo principalmente a perda de habitat a maior ameaça para esses animais. 

Cenas raras

Citada por alguns como uma cena de "amizade", vale apontar que o registro é tido como inusitado justamente pelo fato da onça-pintada (assim como a parda, ou suçuarana) ser uma das espécies predadoras desse mamífero linguarudo.

Mesmo com o mamífero listado em seu cardápio, essa "amizade" - segundo especialistas - tende a ser mais frequente do que podemos imaginar, já que os felinos apresentam "respeito" diante das fortes unhas do tamanduá. 

Ainda que num primeiro momento os dois animais apareçam lado a lado, a segunda parte do registro mostra o tamanduá-bandeira indo para cima da onça-pintada, com o felino saltando entre a vegetação para escapar do mamífero, e depois "provocando" o linguarudo quando esse vira de costas. 

 

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Epidemia

MS deve destinar 46,5 mil doses de vacina contra Chikungunya para cidades com surto da doença

O plano de ação para controle na doença integra, inicialmente, a região Sul, nos municípios de Dourados e Itaporã

02/04/2026 14h00

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doença

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doença FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Como parte de estratégias para conter o avanço da Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve destinar 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que concentram os maiores surtos no Estado. 

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Só em Dourados, são 540 casos e cinco mortes.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que a distribuição das doses faz parte de um conjunto de estratégias para controle da doença. 

"Estamos atuando com responsabilidade diante de um cenário epidemiológico sensível. A vacina passa a integrar o conjunto de estratégias do Estado para ampliar a proteção da população", afirmou.

Segundo Maymone, a condução da estratégia segue critérios técnicos e alinhamento com o Ministério da Saúde. Dourados foi incluído como município elegível na estratégia piloto nacional de vacinação contra a chikungunya, com planejamento em andamento para definição das etapas de implementação.

 "A operacionalização da vacinação está sendo organizada de forma integrada, considerando a realidade epidemiológica do território e as diretrizes nacionais", completou.

A distribuição das doses deve seguir critérios técnicos e o avanço da doença em cada região do Estado. 

"Dourados concentra o maior volume de doses devido ao cenário epidemiológico, e toda a estratégia está sendo estruturada para garantir uma implementação segura e eficiente", afirmou a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger.

Entre as estratégias, também estão a preparação das equipes de saúde e organização da rede de saúde municipal para a aplicação das doses. 

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doençaMapa dos casos confirmados da doença em alguns municípios de MS / Fonte: SES

Reforço 

Com o aumento dos casos em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade de atendimentos nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD).

Assim, o Hospital está equipado com 100 leitos, sendo 20 de UTI e 10 leitos adultos e 5 cinco pediátricos para pacientes com a doença. 

Mesmo sendo uma medida temporária, ela visa garantir uma organização maior da assistência médica frente ao aumento dos casos. 

Além disso, o Estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região através de reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores. 

"O cenário exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e imunização. Estamos trabalhando de forma articulada para reduzir casos e garantir resposta oportuna à população", explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho. 

Ações também foram ampliadas em territórios indígenas, com o envio de equipamentos, aplicação de fumacê, borrifação, e atuação de equipes na identificação de criadouros e orientação à população. 

O apoio busca controlar a disseminação e reprodução do mosquito Aedes aegypti, causador da Chikungunya, dengue e zika. 

A orientação da secretaria é de eliminar água parada e buscar atendimento nas unidades de saúde ao surgimentos dos primeiros sintomas, como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele. 


 

MINISTÉRIO PÚBLICO

Prefeitura deve apresentar plano para reduzir filas na saúde em até 180 dias

Com pacientes esperando até 8 anos por exames, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul cobra plano de ação para enfrentar as filas

02/04/2026 13h33

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Com casos extremos de pacientes esperando desde 2018 por exames de ressonância magnética, entre outras situações, a Prefeitura de Campo Grande tem 180 dias para apresentar uma solução.

A fila de espera, que se transformou em um dos maiores gargalos da saúde pública do município, reúne extensas demandas por exames diagnósticos essenciais, como tomografia computadorizada, ressonância magnética (com e sem sedação), eletroneuromiografia e radiografia simples.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) divulgou dados que apontam que, em fevereiro de 2024, mais de 25 mil pessoas aguardavam a realização desses exames.

Em situações extremas, a espera ocorre desde 2018 por ressonância com sedação, evidenciando a gravidade do problema.

Embora o município conte com programas como o “Mais Saúde, Menos Fila”, que recebeu aporte de R$ 45 milhões do governo estadual, além da previsão de R$ 15,9 milhões em recursos federais, os investimentos ainda não foram suficientes para reduzir a demanda reprimida.

Ainda segundo a 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, iniciativas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), como a contratação de aproximadamente 3,5 mil exames de ressonância magnética, não foram suficientes diante do volume de pacientes na fila.

O maior problema está nos exames de coluna. Nos últimos seis meses, apenas 52 exames de coluna torácica e 134 de coluna lombossacra foram realizados, o que evidencia a insuficiência da oferta frente à demanda.

Diante da situação, o MPMS instaurou procedimento administrativo para acompanhar ação civil pública em curso, reunindo informações técnicas, dados oficiais e medidas adotadas pelo Estado e pelo município.

O órgão cobra a apresentação de um plano concreto de ação em até 180 dias, com metas e cronograma, conforme parâmetros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera excessiva a espera superior a 100 dias.

Além dos números, o MPMS reúne relatos de pacientes que enfrentam dores persistentes, dificuldades de agendamento e falta de medicamentos, reforçando o impacto social e humano da demora. O órgão ressalta que o acesso rápido a exames diagnósticos é decisivo para iniciar tratamentos, definir condutas clínicas e reduzir riscos, e que a espera prolongada compromete a dignidade e o direito fundamental à saúde.

O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam convertidos em resultados concretos e que a população da Capital tenha acesso a exames em prazo compatível com a urgência de seus quadros clínicos, transformando a fila em atendimento efetivo, com transparência, racionalidade e proteção à vida.
 

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