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TEMPO

Chuva faz temperatura cair e umidade aumentar no sul de MS

Chuva foi suficiente para melhorar a qualidade de respiração em Dourados, Ponta Porã, Sete Quedas, Amambai e Itaquiraí

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Conforme adiantado pelo Correio do Estado, choveu na região sul de Mato Grosso do Sul na noite desta segunda-feira (29) e madrugada de terça-feira (30).

A chuva foi suficiente para derrubar as temperaturas, elevar a umidade relativa do ar e melhorar a qualidade de respiração nos municípios de Dourados, Ponta Porã, Sete Quedas, Amambai e Itaquiraí.

A chuva e “friozinho” não chegou nas regiões central, norte, leste e oeste de MS, que abrange os municípios de Campo Grande, Corumbá, Sonora, Três Lagoas, entre outros.

Durante o dia, as temperaturas sobem e o calor predomina, com exceção da região sul, onde ficará calor, mas não tão calor.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, frente fria, de baixa intensidade, derrubou levemente as temperaturas na região Sul.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, a previsão do tempo já apontava que as condições meteorológicas melhorariam na região sul, em razão da chegada de uma frente fria.

“Vai mudar significativamente o cenário de ar seco, temperaturas elevadas e nuvens [no Sul do Estado]. Temperatura terá um leve declínio, depois volta a esquentar e a ficar muito seco”, explicou o meteorologista.

Veja a chuva, temperatura e umidade registrada na última noite:

MUNICÍPIO

CHUVA

TEMPERATURA MÍNIMA

UMIDADE

Amambai

4,8 mm

15,7ºC

Não divulgado

Ponta Porã

3,4 mm

14,6ºC

97%

Sete Quedas

11,4 mm

13,2ºC

100%

Dourados

6,4 mm

17ºC

99%

Itaquiraí

5,6 mm

15,4ºC

Não divulgado

* Fonte: Inmet

 A frente fria se despede nesta quarta-feira (31) e na quinta-feira (1º) o calor já volta com tudo em  todo o Estado.

INVERNO

inverno começou às 16h51min de 20 de junho e terminará às 8h44min de 22 de setembro de 2024.

É caracterizada por clima gelado, tempo frio/fresco, temperaturas baixas e em queda, tempo seco, baixa umidade relativa do ar, pouca chuva e ocorrência de geadas/nevoeiros.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, apesar de ser caracterizada pelo frio, haverá muito mais dias quentes do que frios, nesta estação de inverno, em Mato Grosso do Sul.

Isto significa que haverá dias seguidos de sol, céu limpo, calor e temperaturas mais altas que o normal no Estado. Portanto, este inverno será mais quente e mais seco em comparação ao dos últimos anos.

Mas, como típico da estação, também haverá alguns dias frios e avanço de frentes frias, com temperaturas próximas aos 5ºC e 10ºC. Mas, de fato, as massas de ar frias serão de baixa intensidade, ou seja, haverá pouco frio.

Haverá pouca chuva neste inverno em Mato Grosso do Sul. Chuvas tendem a ficar abaixo do esperado, principalmente entre julho e agosto, no Estado. O índice pluviométrico será irregular, fraco e mal distribuído em Mato Grosso do Sul.

AGOSTO LILÁS

Família de Fabíola contesta falas da defesa após soltura de cardiologista acusado de feminicídio

Familiares da fisiterapeuta morta em maio deste ano vão contra falas que classificam o trabalho pericial como "precário e até mesmo amador" em caso que têm delegada, perita e promotoras mulheres

30/08/2026 13h13

João Jazbik é acusado pelo feminicídio da fisioterapeuta em 18 de maio em Campo Grande. 

João Jazbik é acusado pelo feminicídio da fisioterapeuta em 18 de maio em Campo Grande.  Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em pleno "Agosto Lilás", campanha nacional essa que colore o mês em conscientização para prevenção e enfrentamento das formas de violência contra a mulher, familiares de Fabíola Marcotti contestam e lamentam com revolta falas públicas atribuídas à defesa de João Jazbik Neto, indivíduo esse acusado pelo feminicídio da fisioterapeuta em 18 de maio em Campo Grande. 

Investigado pelo feminicídio da ex-exposa, as falas em questão teriam sido proferidas após o cardiologista que chegou a ficar conhecido como "pai da cardiologia em MS" ser solto pela segunda vez. Conforme a família de Fabíola, no caso que conta com delegada, perita e promotoras mulheres, a defesa de João teria classificado o trabalho pericial como "precário" e "amador". 

Ao Correio do Estado, o irmão de Fabíola, José Flávio Marcotti, detalhou o quando é difícil para o núcleo familiar ver que o acusado pelo feminicídio da fisioterapeuta segue solto: "mesmo com o laudo concluído como feminicídio brutal", cita ele.

No texto, que você confere na íntegra ao fim da matéria, os familiares destacam a extrema complexidade da investigação, lembrando que é direito da defesa questionar provas, mas que a desqualificação do trabalho técnico seria algo completamente diferente. 

Tendo acumulado na carreira o cargo de presidente na Sociedade Brasileira de Cardiologia, Jazbik é reconhecido no ramo por compor, ao lado de Jorge e Fernanda Vasconcelos, a equipe responsável pela primeira cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, feita em 1980. 

Um ano depois eles também seriam responsáveis pela primeira cirurgia de ponte de safena, segundo o banco de dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia Estadual Mato Grosso do Sul. 

Solto novamente

Como bem acompanha o Correio do Estado, João Jazbik Neto, de 78 anos, deixou a prisão há cerca de 10 dias, em 20 de agosto, menos de uma semana após ter a preventiva decretada. Sua defesa sustenta a inocência do cardiologista e afirmou na ocasião que irão contestar as perícias. 

Sua defesa é feita pelo advogado José Belga Trad, que alegou ter apresentado à Justiça um pedido reunindo diferentes argumentos que questionavam sua prisão preventiva, alegando que João seria inocente e não teria participado da morte da esposa. 

A defesa alega que pretende contestar judicialmente os laudos produzidos durante a investigação. Eles argumentam ainda que o acusado do feminicídio de Fabíola Marcotti teria colaborado com as apurações e cumprido as medidas cautelares determinadas pela Justiça após obter liberdade no primeiro habeas corpus concedido no caso.

Entretanto, essa não é a primeira vez que João havia sido preso na investigação desse feminicídio, até conseguir deixar a prisão em 23 de maio, cinco dias após a morte da esposa.

A Justiça concedeu um habeas corpus apresentado pela defesa e permitiu que o cardiologista respondesse em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Nos meses seguintes, a Deam prosseguiu com depoimentos, perícias e outras diligências destinadas a reconstruir o que ocorreu dentro da propriedade na noite em que Fabiola morreu.

Foi nesse período que a hipótese inicial de suicídio perdeu força para os investigadores. Com o avanço dos exames periciais e a análise dos demais elementos reunidos, a Polícia Civil passou a considerar que a fisioterapeuta teria sido vítima de feminicídio.

Em 14 de agosto, João voltou a ser preso, desta vez preventivamente e dentro da investigação sobre a morte da esposa. A medida durou seis dias.

Relembre

O caso investigado como o feminicídio de Fabíola Marcotti, na Chácara dos Poderes em Campo Grande, veio à tona após a informação inicial apontar que a fisioterapeuta havia sido encontrada morta pelo próprio marido, que inicialmente foi detido para esclarecimentos. 

Já neste primeiro momento não foi descartada a possibilidade de um feminicídio, ao invés da linha de "suicídio" que havia sido levantada pelo próprio João Jazbik. A delegada Analu Ferraz, da Deam, evitou dar declarações, afirmando que o caso ainda não estava fechado e que testemunhas seriam ouvidas. 

Essa investigação da Deam passou a trabalhar com a hipótese de feminicídio após elementos reunidos durante a apuração colocarem em dúvida a versão inicial. A perícia teve peso na mudança da linha investigativa, mas as suspeitas começaram a ganhar força ainda nas primeiras horas após a morte. 

No dia seguinte ao caso, a Deam informou ter encontrado divergências entre declarações prestadas pelo cardiologista, testemunhas e outras pessoas ouvidas na investigação. Conforme divulgado pela Polícia Civil, elementos técnicos analisados não seriam compatíveis com a hipótese de que Fabiola tenha provocado seu próprio disparo.

Durante os trabalhos realizados no imóvel, entretanto, policiais localizaram armas sem a documentação necessária. O cardiologista acabou preso em flagrante em razão do armamento encontrado na propriedade.

As investigações apontaram ainda que João teria orientado um caseiro e um ex-funcionário a remover um armário com armas e munições e levá-lo para outro imóvel da propriedade.

Para a Polícia Civil, a movimentação poderia configurar uma tentativa de alterar elementos relevantes para a investigação. João, o caseiro e o ex-funcionário acabaram presos em flagrante.

O caso segue sendo investigado. 

Abaixo você confere na íntegra a nota da família de Fabíola: 

Neste Agosto Lilás, a família de Fabíola gostaria de destacar a importância do trabalho das profissionais que atuaram na investigação de sua morte.

A defesa do réu João Jazbik Neto classificou o trabalho pericial como “precário e até mesmo amador” e falou em “interpretações e conclusões distorcidas e fantasiosas”.

Nós perguntamos: é assim que se trata o trabalho de mulheres que dedicaram conhecimento, técnica e responsabilidade à investigação da morte de outra mulher?

A delegada Analu Lacerda Ferraz, a perita Thayla Venancio, a médica do IMOL Priscilla Alexandrino e as promotoras Luciana do Amaral Rabelo e Daniele Borghetti Zampieri não são amadoras. São profissionais que cumpriram suas funções diante de uma investigação de extrema complexidade.

Questionar provas é direito da defesa. Desqualificar profissionais como “amadoras” e classificar seu trabalho técnico como “fantasioso” é outra coisa.

E isso ganha um significado ainda maior justamente no Agosto Lilás, mês dedicado à  conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Porque a violência contra a mulher nem sempre é evidente. Muitas vezes, é sutil, silenciosa e precisa ser reconhecida a partir de sinais, evidências e circunstâncias que exigem conhecimento, técnica e responsabilidade.

Foi isso que essas profissionais fizeram: trabalharam para esclarecer a morte de Fabíola.

O Ministério Público ofereceu denúncia por feminicídio e o Poder Judiciário recebeu, permitindo que o processo siga seu curso. Não se trata de condenação antecipada, mas também não se trata de uma investigação que possa ser reduzida à“fantasia”.

A família confia na DEAM, na perícia, no IMOL, no Ministério Público e no Poder Judiciário.
E continuará defendendo o respeito ao trabalho sério de todas as mulheres que participaram dessa investigação.

Por Fabíola. Pela verdade. Pela Justiça. Por todas as mulheres.

 

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CAMPO GRANDE

Homem morre 'prensado' entre carros após ser atropelado duas vezes em cruzamento; vídeo

Vídeo feito por câmeras de videomonitoramento mostra o exato momento em que a moto de Luciel é atingida na traseira, até a vítima ser arremessada e atingida novamente por outro carro

30/08/2026 12h29

Acidente foi registrado em cruzamento do bairro Nova Lima

Acidente foi registrado em cruzamento do bairro Nova Lima Reprodução

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Imagens registradas por circuito de videomonitoramento mostram o exato momento em que a moto conduzida por Luciel dos Reis Sousa, de 29 anos, é atingida na traseira e a vítima é arremessada, homem esse que foi atropelado foi em seguida uma segunda vez e morreu em cruzamento do bairro Nova Lima, no fim da tarde de sábado (29) em Campo Grande. 

Esse acidente foi registrado no cruzamento entre as avenidas Cândido Garcia de Lima e Zulmira Barbosa. Conforme repassado pelo Corpo de Bombeiros, os agentes encontraram Luciel já inconsciente e sem sinais vitais, ainda entre os dois carros que o teriam atropelado. 

Informações apontam que a vítima chegou a receber manobras para possível reanimação, durante cerca de 20 minutos, até ter seu óbito constatado na ocorrência que foi atendida por equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 

Além dos agentes de resgate, foram mobilizadas equipes da Polícia Militar (PM); Batalhão da PM de Trânsito (BPMTran), Polícia Civil e Perícia Técnica.

Entenda

Como é possível observar nas imagens, Luciel aguardava no semáforo da avenida Cândido Garcia de Lima quando teve sua moto atingida na traseira por um Chevrolet Corsa, impacto que fez a motocicleta ser projetada para frente e lançar o corpo de Luciel ao solo. 

Nota-se que a vítima, que chegou a ser levada para cima do capô do primeiro carro, sequer teve tempo de reagir pois, ao tocar o solo, foi atingida por um Fiat Novo Uno que trafegava pela Av. Zulmira Borba. 

Esse Fiat Uno era conduzido por uma mulher de 34 anos, enquanto que o Chevrolet Corse seria pertencente a um indivíduo de 55 anos, que relatou inicialmente que teria perdido o freio de seu veículo, como bem abordado no portal Nova Lima News. 

Segundo indicado pela polícia em relatório, enquanto o teste de bafômetro da condutora teve um resultado zerado, sendo posteriormente liberada, o do condutor que primeiro atingiu a vítima teria indicado 0,49 mg de álcool por litro de ar expelido, além de não possuir a devida habilitação para conduzir o veículo.

Com o caso registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a condução sob influência de álcool e falta de habilitação somando como agravantes, esse indivíduo teve a prisão em flagrante decretada e foi levado até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do  Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol). 
 

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