Na ocasião, vereadores questionaram medidas para minimizar déficit de 500 leitos hospitalares
Na manhã desta sexta-feira (04), vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniram com a secretária municipal de saúde, Rosana Leite, acompanhada de seu adjunto, Aldecir Dutra, para discutirem e buscarem soluções para a atual situação da saúde pública de Campo Grande.
Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas pela pasta para minimizar o déficit de 500 leitos, diminuir o tempo de espera por atendimento das unidades de saúde e garantir o abastecimento de medicamentos nas farmácias da rede pública.
Durante a reunião, Rosana Leite afirmou que a falta desses leitos acarreta na superlotação das UPAs – (Unidades de Pronto Atendimento), e nos últimos dias foram agravadas algumas patologias além do aumento nos casos respiratórios. “Registramos uma média de 3,5 mil atendimentos apenas na segunda-feira, o que exige flexibilidade para manter pacientes internados, realizar diagnósticos, tentar conter a situação e convocar mais profissionais. Estamos aqui para fazer essa prestação de contas do que está sendo feito na saúde”, disse.
Nesse cenário, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, informou que a secretaria de saúde trabalha na abertura de 60 novos leitos em hospitais filantrópicos para diminuir as internações de pacientes que estão nas UPAs. “Tivemos a informação de que a secretaria já está em busca de adotar mecanismos que viabilizem soluções para esses problemas, com a abertura de 40 leitos no Hospital do Pênfigo e 20 no Hospital do Câncer”, reassaltou.
No encontro, o presidente da Comissão de Saúde na Câmara Municipal, Dr. Victor Rocha falou da união de esforços entre o Município, Estado e bancada federal para garantir repasses financeiros para a Santa Casa da Capital e manter o atendimento aos pacientes. “Houve uma crise importante na Santa Casa por insuficiência financeira no contrato, e diante disso, o município aumentou em R$ 1 milhão o repasse para a Santa Casa, totalizando R$ 6 milhões”, explicou.
Além disso, Victor Rocha salientou que o Governo do Estado tem um repasse importante de R$ 9 milhões no seu contrato e articulou junto com a bancada Federal um recurso importante de R$ 26 milhões para tentar minimizar o problema do desabastecimento da Santa Casa e da inadimplência da instituição em relação aos profissionais médicos que prestam serviço à população”, detalhou.
Na quinta-feira (03), a Câmara Municipal esteve presente, representada pelo presidente Papy, em agenda do Governo do Estado que destinou R$ 26 milhões em recursos da bancada federal para atender a Santa Casa de Campo Grande. “Foi uma importante reunião de trabalho para socorro da Santa Casa. É a união dos Poderes para a solução da crise”, enfatizou Papy.
CONTRATO PRORROGADO
Conforme foi divulgado pelo Correio do Estado no dia 29 de março, a Santa Casa e a Prefeitura de Campo Grande prorrogarão por mais dois meses um aditivo contratual de R$ 1 milhão. Conforme apurado pela reportagem, o valor é referente a um contrato temporário entre as partes, e deve ser oficializado em até 30 dias, tendo em vista que que o aditivo vigente venceu na próxima segunda-feira (31).
Depois de alegar superlotação e suspender a admissão de novos pacientes no começo da semana, a "pressão" evidenciada pela Santa Casa surtiu efeitos e garantiu um aumento de repasses para a Instituição por parte do Governo do Estado, que por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), firmou um repasse de R$25 milhões junto ao Fundo Municipal do setor, valor que será pago em três parcelas de R$ 8,3 milhões já a partir do próximo dia 20 de abril.
O valor referente a novo contrato já havia sido ventilado ao longo dos últimos dias. Atualmente, os repasses da Prefeitura de Campo Grande ao hospital são por meio da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), R$ 5 milhões.
Assine o Correio do Estado.