Roger da Costa Gonçalves usava tornozeleira eletrônica e foi atingido com ao menos seis tiros dentro de casa
Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (14) após embate com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, dentro do Residencial Reinaldo Busanelli, condomínio em que vivia junto da mãe, no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande.
Morto no horário de almoço, o homem era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. Conforme apurou o Correio do Estado, os disparos ocorreram no 3°andar do condomínio, localizado na Rua Cláudio Coutinho. Em meio ao ocorrido, a versão dada pelos moradores é diferente da repassada pelos policiais.
Na versão dos moradores, não houve confronto. Uma moradora que não quis se identificar disse à reportagem que os policiais chegaram por volta do horário de almoço e questionaram uma condômina para que abrisse o portão. Sem dar muitas explicações, ela teria dito que a autorização deveria ser concedida pela portaria do local, o que ocorreu.
Após entrar, os policiais teriam permanecido cerca de 15 minutos no local, disparado ao menos seis vezes contra Roger e só após o ocorrido, decidiram ligar a sirene da viatura e se dirigiram à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde Roger morreu.
"Subiram na maldade, foi papo de 6 tiros. Só estava a polícia lá em cima, nem a mãe deixaram subir. Não veem nada e já chegam atirando. Deram o primeiro tiro e um monte em seguida, um tiro atrás do outro, não dá para justificar", disse a mulher.

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado
Versão da polícia
Roger respondia por associação criminosa e respondia por tráfico de drogas. Anos atrás, teria sido responsável por levar celulares à presos faccionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção de São Paulo com ramificação em Mato Grosso do Sul. Sem dar detalhes, a polícia disse que dentro da casa de Roger foram encontradas porções de maconha e cocaína.
Assine o Correio do Estado