Cidades

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Conjuntura do milho ameaça renda do produtor

Conjuntura do milho ameaça renda do produtor

Redação

19/04/2010 - 08h13
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Maurício Hugo

Salvar a renda dos agricultores é a meta de lideranças do setor e do Governo do Estado. Prevendo-se o aumento ainda maior nos estoques de milho após a colheita da safrinha deste ano, a expectativa é de que a cotação do produto caia ainda mais.
É preciso que o Governo federal, que por estar em ano de eleição já iniciou o contingenciamento de verbas, mantenha o preço mínimo do produto e, também, os instrumentos importantes para a comercialização da safra como o PEP – Prêmio para Escoamento de Produtos e o Pepro – Prêmio de Equalização Pago ao Produtor.
Já se comenta a possibilidade de o Governo federal reduzir o preço mínimo do milho quando começar a colheita da safrinha. Para os produtores, isso seria um desastre, uma vez que o preço mínimo, hoje um pouco acima dos R$ 17, já não cobra os custos de produção. Se receberem ainda menos do que isso, estará seriamente comprometida a renda do setor, com possibilidades de dificuldades para que os agricultores continuem plantando, cultivando a próxima safra de verão.

Os prêmios
Conforme o Plano de Safra 2009/2010, o Prêmio para Escoamento de Produtos – PEP tem como objetivo garantir ao produtor o preço mínimo. O Governo paga o prêmio ao comprador que garanta ao agricultor pelo menos o preço mínimo e que encaminhe o produto para uma região pre-determinada, de acordo com as necessidades de abastecimento do País. Com esse mecanismo, o Governo pode conduzir uma política de complemento do abastecimento para regiões com déficit nessa área e melhorar a distribuição dos produtos agrícolas.
Ocorre que, na atual conjuntura, com um estoque de milho que em Mato Grosso do Sul hoje supera um milhão de toneladas, e com a perspectiva de colheita de mais 2 milhões e meio de toneladas dentro de alguns meses, nem existe necessidade de uma política de abastecimento, pelo menos para o milho, já que há excedente em todo o País. Por isso o temor de que o Governo possa alterar o preço mínimo ou que não aplique nessa safrinha a política de prêmios.
O Prêmio de Equalização Pago ao Produtor - Pepro também visa garantir que o produtor venda pelo preço mínimo. Para isso o Governo paga ao produtor a diferença entre o preço de sua venda ao mercado e o preço mínimo, caso o preço de mercado esteja abaixo do mínimo (como é a situação atual).

Grandes estoques
Conforme opinião do superintendente de Agricultura da Secretaria da Produção e do Turismo de MS, Jerônimo Alves Chaves, a expectativa é de que o Governo federal novamente garanta os recursos para a comercialização da safra. Segundo ele, foi colhida uma boa safra de soja e milho, e Mato Grosso do Sul conseguiu armazenar a safra, tendo sido muito importante, para isso, a liberação dos armazéns da Cooagri. “O problema é que o excedente de milho pressiona ainda mais os preços para baixo. Isso vai exigir que o Governo federal garanta o preço mínimo e a comercialização. Desta forma estará garantida a renda aos produtores. Também será importante que o dinheiro chegue na hora certa”, finalizou.

Clima

Volume de chuva em fevereiro fica acima da média histórica em MS

Sete municípios registraram 288% do volume previsto para o mês, ultrapassando o dobro do esperado para o período

04/03/2026 11h00

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Em sete localidades de Mato Grosso do Sul, o volume de chuva passou do dobro do previsto em fevereiro, com índices de precipitação acima da média histórica.

Conforme os pontos de observação do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), o volume de chuvas em sete municípios ultrapassou o dobro do previsto para o período.

É o caso de São Gabriel do Oeste, onde choveu 665,2 milímetros durante o mês, o que representa 288% acima da média.

Em Campo Grande, Camapuã, Corguinho e Corumbá, a chuva também ultrapassou a média histórica em mais de 100%.

Ao todo, em 36 dos 65 pontos monitorados pelo Cemtec/MS, o que representa 55% do total, o acumulado ficou acima da média histórica. Em outros 29 pontos, a quantidade de chuva não correspondeu ao esperado para o período.

Os menores volumes registrados ocorreram em Paranaíba, no Vale da Celulose, que registrou apenas 29,8 milímetros de precipitação (84% abaixo da média), e em Itaquiraí, na região Sul, com 64,4 milímetros (56% abaixo da média histórica).

Capital

Com cinco pontos de monitoramento, a Cidade Morena registrou o maior volume no mês de fevereiro na estação meteorológica localizada no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com 404,8 milímetros, o equivalente a 130% acima da média histórica para a cidade (170 milímetros).

  • Nos demais pontos de medição da cidade, os números registrados no mês foram:
  • UPA Aparecida Gonçalves Saraiva, 395,2 milímetros;
  • Jardim Panamá, 360 milímetros;
  • Vila Santa Luzia, 351,4 milímetros;
  • Embrapa, 264,8 milímetros.

Para se ter ideia, em comparação com o mesmo período de 2025, apenas três pontos naquele ano apresentaram chuvas acima da média histórica; neste ano, foram 36.

Os dados apontam que choveu mais em fevereiro de 2026 do que em fevereiro de 2024. No segundo comparativo, 34 pontos de medição ficaram com volumes de precipitação abaixo da média histórica e apenas nove, acima.

Temperatura

Fevereiro apresentou temperaturas elevadas e variabilidade térmica, com diferença de 23°C entre o menor e o maior registro. A maior temperatura, de 39,4°C, foi registrada em Fátima do Sul no dia 18, e a menor, de 16,2°C, em Amambai no dia 27.

Estiagem

Enquanto a chuva trouxe alívio às altas temperaturas, a previsão dos meteorologistas do Cemtec/MS é de que o volume de chuvas no próximo trimestre fique abaixo da média histórica em Mato Grosso do Sul.

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Impacto das chuvas

Estado reconhece emergência em mais dois municípios atingidos por fortes chuvas em MS

Medida vale por 180 dias e permite mobilização de órgãos públicos após danos causados por precipitações cujo acumulado, em algumas regiões, ultrapassou 200 milímetros

04/03/2026 10h00

Crédito: Prefeitura Municipal de Ivinhema

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O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu situação de emergência nos municípios de Corguinho e Ivinhema, conforme publicação desta quarta-feira (04) no Diário Oficial.

Corguinho, município localizado a 90 quilômetros de Campo Grande, foi atingido, desde o dia 2 de fevereiro, por chuvas com precipitação acumulada que chegou a 238 mm, conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC).

O que causou a elevação do nível dos rios e córregos, provocando enxurradas e alagamentos que resultaram na destruição de ruas, estradas vicinais, pontes, bueiros e tubulações.

Em nota publicada no Instagram da prefeitura, no dia 2 de fevereiro, foi comunicado que os locais afetados até aquele momento foram: região da Fazenda Independência, região do Indaiá, Assentamento Liberdade Camponesa, região do Jeromão e Lageado, na região do Taboco.

No assentamento, famílias ficaram ilhadas. A nota indica também que o tráfego ficou comprometido em alguns trechos, com localidades ficando inacessíveis.

Distante cerca de 390 quilômetros, o município de Ivinhema, também assolado por fortes chuvas, teve o reconhecimento da situação de emergência pelo Governo do Estado.

Segundo informações do Executivo municipal, dados da Defesa Civil apontam que foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em menos de três horas.

O volume elevado em curto espaço de tempo deixou um rastro de destruição em estradas rurais, e moradores das regiões mais afetadas chegaram a receber atendimento emergencial e apoio.

Em nota publicada pela prefeitura, o coordenador da Defesa Civil, Divaldir Fialho, informou que vários pontos do município foram afetados.

Na região da Gleba Itapoã e do Cristalino, a precipitação pode ter ultrapassado 160 milímetros, segundo informações repassadas por produtores rurais sobre o nível da água das represas acima do normal no dia 23 de fevereiro.

Com o decreto, fica reconhecida a situação pelo prazo de 180 dias, liberando a mobilização de todos os órgãos públicos para atuar na reconstrução, sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/MS).

Autoriza-se a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS. A partir disso, ficam autorizadas, em caso de risco iminente:

  • adentrar nas casas para prestar socorro ou determinar a pronta evacuação;
  • usar propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.

Outros municípios

Em decreto publicado no dia 26 de fevereiro, o governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu situação de emergência em Rio Negro e Coxim, que foram atingidos por tempestades intensas.

O que causou danos em pontes, deixou comunidades isoladas e está exigindo, inclusive, a construção de uma ponte de guerra provisória por militares do Exército para liberar o acesso provisoriamente no município de Rio Negro.

Em Coxim, com a elevação do Rio Taquari, houve mobilização de diversos órgãos da prefeitura, em parceria com o Exército, para evacuar famílias que residem em áreas de risco.

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