Cidades

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Consórcio caça mil operários para construir hidrelétrica

Consórcio caça mil operários para construir hidrelétrica

Redação

19/04/2010 - 21h44
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Ico Victório

O Consórcio São Domingos, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de São Domingos, localizada em área que compreende dois municípios, Água Clara e Ribas do Rio Pardo, procura pelo menos mil operários para trabalhar em seu canteiro de obras. Por falta de pessoal capacitado, o setor de recrutamento será obrigado a abrir contratação em outros estados, visando a suprir demanda do maior projeto em andamento no Estado, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Lula, cujo investimento soma R$ 290 milhões. No total, estima-se contratação de 2,2 mil trabalhadores na obra até o final de 2011.

O consórcio busca no mercado profissionais como carpinteiros, marceneiros, operadores de máquinas, motoristas, almoxarifes, encarregados e mestres de obras, entre outros.

A administração do consórcio corre contra o tempo, pois já consumiu sete dos 27 meses previstos para a construção do complexo hidrelétrico de São Domingos, com entrada em operação marcada para janeiro de 2012. A energia a ser produzida já está comercializada e é preciso pessoal capacitado para a execução do projeto, com início previsto para o próximo mês.

No escritório instalado em Água Clara, o responsável pelo setor de recrutamento, Reinaldo de Paula Brugiollo, revela dificuldades para contratação e adianta que será preciso “importar” mão de obra especializada para compor o quadro de funcionários no canteiro de obras da usina. “Estamos garimpando nos municípios vizinhos, como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande também, mas encontramos muitas dificuldades de assinar contrato de trabalho pela falta de pessoal capacitado”, informa.

Se trabalhar em uma obra complexa e de grande porte, como em usina hidrelétrica, com nível 4 de perigo de acidentes – índice instituído pelo Ministério do Trabalho – exige dos operários maior nível de capacidade, na outra ponta exige remuneração melhor do que em outros setores da construção civil.
Neste caso, o salário médio pago pela Usina São Domingos para carpinteiros, por exemplo, chega a R$ 1.200 – fixo de R$ 800,00 mais 40 horas extras, férias e FGTS. No pacote é oferecido ainda alojamento, três refeições diária e transporte gratuitos.

“Pra encontrar pessoal capacitado está difícil. Temos exigências de admissão diferentes e nem todos que passam no escritório estão qualificados para cumprir jornada de trabalho no canteiro de uma usina hidrelétrica”, explica Ronaldo de Paula.

O que pesa no momento da triagem é a exigência de regime de semi-internato – 15 dias – a que se submeterão os operários, até que eles tenham folga e possam visitar sua família na cidade. A obra dista 70 quilômetros de Água Clara, e como a rodovia MS-324 está praticamente destruída pela erosão, consórcio estebeleceu o descanso semanal no próprio canteiro, a fim de evitar deslocamentos constantes para a cidade. No local, os operários poderão desfrutar de sala de jogos.

O administrador do projeto, engenheiro André Batistela, reforça que esta situação acaba fazendo com que o candidato recue e procure nova oportunidade, mas não há outra alternativa viável. “Por todas essas razões, não conseguiremos preencher vagas oferecidas no canteiro de obras, e a saída é buscar pessoal em outras regiões”.

Para tentar solucionar este problema, o Sebrae e a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul ofereceram cursos de capacitação de curto prazo, mas pela necessidade de início imediato da obra, o consórcio decidiu contratar profissionais especializados e com experiência, embora saiba que são poucas as alternativas para o setor no Estado.  

Capacitação
Nos últimos três anos, o governo do Estado investiu cerca de R$ 12 milhões na capacitação de quase 10 mil trabalhadores, a maioria já está empregada, como informou o presidente da Fundação do Trabalho do Estado, Cícero Ávila. Ele diz reconhecer o déficit de mão de obra capacitada, mas lembra que o mercado da construção civil é um dos responsáveis pelo aquecimento da economia e, por isso mesmo, há forte demanda por contratação em Mato Grosso do Sul.

Cícero Ávila descarta apagão de mão de obra e diz que as empresas sempre encontram alternativas. “Nunca uma obra de grande porte parou ou deixou de ser construída por falta de gente”.

Investimento

Jogos Abertos de MS custarão cerca de R$ 2,8 milhões

Desse montante, R$ 2,6 milhões serão destinados para uma Organização de Sociedade Civil, e outros R$ 200 mil para camisetas, arbitragem e ambulância

13/03/2026 12h15

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer Arquivo/Fundesporte

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Com seis etapas regionais e duração de abril a setembro, os Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul (JAMS) tiveram suas cidades-sedes definidas. As cidades selecionadas foram Maracajú, Antônio João, Nova Andradina, Brasilândia, Rochedo e Jardim.

A edição de 2026 contará com um total de 49 municípios que aderiram à competição, resultando na inscrição de 215 equipes, somando atletas e comissão técnica, podendo chegar a aproximadamente 4 mil membros, distribuídos nas seguintes competições: vôlei, basquete, futsal e handebol.

Para a definição das sedes, foi feita uma vistoria e cada uma tinha que cumprir alguns requisitos para serem aceitas. O critério de avaliação foi definido em estrutura física disponibilizada pelos municípios, capacidade de apoio logístico, além do rodízio entre as cidades.

As fases já têm data para acontecer. A divisão foi feita da seguinte maneira: a cidade de Maracajú receberá a primeira fase nos dias 24, 25 e 26 de abril. A segunda fase será sediada em Antônio João e recebe a competição entre os dias 15 e 17 de maio.

Já a terceira fase está prevista para acontecer em Nova Andradina, nos dias 22, 23 e 24 de maio. A quarta etapa será em Brasilândia, entre os dias 29 e 31 de maio. A quinta fase acontecerá em Rochedo, nas datas de 26 a 28 de junho.

Por fim, recebendo a última etapa regional, tem a cidade de Jardim como sede. As disputas vão de 11 a 13 de setembro. Vale ressaltar que cada regional abrange de 13 a 14 cidades em suas sedes.

Em contato com a Fundação de Desporto e Lazer de MS (Fundesporte), foi revelado que serão investidos mais de R$ 2,8 milhões, que serão distribuídos da seguinte forma: uma Organização de Sociedade Civil (OSC) irá receber um apoio financeiro de até R$ 2,6 milhões para realização das fases regionais, finais e paralímpica.

Os outros R$ 200 mil serão custeados pela Fundesporte para compra de camisetas, contratação de arbitragem e custeio da ambulância, totalizando, assim, um investimento de R$ 2,8 milhões.
 

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"Tô de Olho"

Fiscalização do Inmetro reprova 34% dos bicos de abastecimento investigados em MS

Ação com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) inspecionou mais de 3,6 mil bicos de abastecimento no País, visitando 32 postos em Mato Grosso do Sul

13/03/2026 11h59

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos Reprodução/ASCOM/AEM/MS

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Através de ação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a fiscalização nacional que vistoriou 340 postos no País reprovou 34% dos bicos de abastecimento investigados em Mato Grosso do Sul. 

Entre os dias 10 e 12 de março, a ação integrada  coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi batizada de "Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa", com as ações realizadas em postos de combustíveis sendo feita pelo Inmetro, que além disso investigou também produtos da cesta básica. 

No caso dos postos, o foco dessa investigação foram possíveis fraudes eletrônicas nas bombas medidoras e através da verificação do volume de combustível líquido efetivamente entregue ao consumidor, inspecionando 3.651 bicos de abastecimento em todo o País. 

Conforme o Inmetro em nota, as irregularidades mais recorrentes encontradas foram: 

  • Indícios de adulteração nas placas eletrônicas das bombas, 
  • Mau estado de conservação dos equipamentos,
  • Vazamento de combustível, 
  • Erros de medição em prejuízo do consumidor e 
  • Lacres de segurança rompidos.

Além do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal (DF), a fiscalização sempre com apoio das polícias locais aconteceu também nas seguintes localidades: 

  1. Acre,
  2. Alagoas,
  3. Ceará,
  4. Paraíba,
  5. Rio Grande do Norte,
  6. Roraima,
  7. Santa Catarina e
  8. São Paulo,

MS

Conforme o ranking da Operação Tô de Olho no Abastecimento Seguro, de março de 2026, divulgada pelo Inmetro, nacionalmente houve a reprovação de 831 bicos de abastecimento em todo o País. 

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos sul-mato-grossenses. Nesse caso, houve uma reprovação de 62 desses itens fiscalizados. 

Em números locais, isso representa um índice de 34% de reprovação em Mato Grosso do Sul, o terceiro pior registrado nos locais de pesquisa, abaixo apenas do do Ceará, onde 179 dos 416 bicos fiscalizados foram reprovados (43%), que perde apenas para o Rio Grande do Norte, em que a reprovação bateu 100% diante de 225 dos 226 itens não passando no teste. 

Localmente, as principais irregularidades constatadas consistem em: mau estado de conservação das bombas e mangueiras; segmentos de dígitos danificados nos mostradores e medidas de volume apresentando vazamentos.

Além de irregularidades ligadas ao plano de selagem, houveram ainda autuações por:  

  • Erros de vazão,
  • Eliminador de ar e gases inoperante,
  • Fiação exposta,
  • Lacre violado e
  • Erros de medição acima do limite admissível.

Com isso, a ANP destaca o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis que estão sendo comercializados nos postos em todo o território nacional, avaliando padrões técnicos, origem e armazenamento dos produtos. 

Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia lembra que certos indicativos, como preço muito abaixo do praticado, bombas sem o selo do Inmetro ou postos sem bandeiras de identificação por si só já devem acender um alerta aos consumidores. Além disso, o órgão deixa uma série de dicas que podem ser seguidas para evitar possíveis prejuízos na hora de abastecer: 

  1. Verifique se as bombas de combustíveis têm o selo do Inmetro;
  2. Confira se os mostradores estão em bom estado, sem rachaduras, dígitos danificados, ou falhas de leitura, e boa iluminação para ver claramente, inclusive à noite, o volume e preço a pagar.
  3. Mangueiras e conexões também precisam estar em perfeito estado, sem vazamentos ou deformações.
  4. Confirme se o posto possui a medida-padrão de 20 litros, verificada pelo Inmetro. Caso seja diferente da indicada no painel, o consumidor pode solicitar para verificar o volume abastecido.


 

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