Cidades

Meio Ambiente

COP15 vai custar pelo menos R$ 10 milhões aos cofres do Estado

Com participação de mais de 100 países, Campo Grande sediará, entre 23 e 29 de março, a 15ª Conferência para Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres

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A Conferência das Nações Unidas para a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), com previsão de trazer três mil especialistas ao Estado, irá custar R$ 10 milhões aos cofres públicos.

O valor é referente à contratação da empresa Soluction Logística e Eventos LTDA ME, responsável pela instalação da estrutura, que envolve a montagem de tendas, segundo publicação feita nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

A estrutura contará com proteção para pisos e gramados e pelo menos três tendas, em diversos tamanhos, no modelo galpão, além de gradil de aço. O prazo de vigência do contrato é de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

No dia 2 de fevereiro, durante coletiva de imprensa no auditório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), foram divulgados os locais que sediarão a Convenção, que ocorrerá entre 23 e 29 de março.

A COP15, que será realizada em Campo Grande, ficará distribuída da seguinte forma:

  • Zona Azul (Blue Zone), no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês;
  • Bioparque Pantanal, que receberá outras atividades;
  • Casa do Homem Pantaneiro;
  • Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

Organização

Foram realizadas reuniões com representantes dos setores hoteleiro e de restaurantes para alinhar medidas de acomodação e recepção do público que virá participar e acompanhar a Conferência.

Companhias aéreas foram contatadas para oferecer voos extras durante o período de realização do evento, além da implementação de linhas de ônibus entre o Shopping Bosque dos Ipês, o centro da cidade e as regiões hoteleiras.

Conferência

O Estado foi escolhido para sediar a Conferência devido ao Pantanal, a maior área alagável do mundo, que recebe, para descanso e alimentação, uma grande variedade de espécies de aves em trajetos médios ou longos de migração.

O evento reunirá governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e representantes da sociedade civil de todo o mundo para enfrentar os desafios urgentes de conservação que afetam milhares de espécies de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais.

A expectativa é de que o evento reúna representantes de mais de 100 países e atraia três mil participantes, com o objetivo de debater a preservação das espécies migratórias.

A Conferência das Espécies Migratórias ocorre a cada três anos, diferentemente da Conferência das Mudanças Climáticas, que acontece todos os anos e que, em 2025, teve como sede Belém (PA).

Muitos países ainda não aderiram à Convenção, apesar da importância do tema para a biodiversidade. Atualmente, são 133 nações signatárias, e o Brasil participa desde 1º de outubro de 2015.

O país é visto como uma importante liderança mundial nas questões ambientais, e a realização da COP15 em Mato Grosso do Sul reforça esse papel. A meta é ampliar o número de países participantes, sobretudo no continente americano.

Cabe ressaltar que quase a totalidade dos países da América Central e todos os países da América do Norte ainda não participam.

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CRIME

Ex-paratleta morre após ser jogado de sacada por homem em surto

Após o crime, o próprio suspeito também teria se lançado do mesmo prédio, vindo à óbito em seguida

27/02/2026 11h00

Maykon é ex-paratleta e já integrou a equipe da Associação Driblando as Diferenças em MS

Maykon é ex-paratleta e já integrou a equipe da Associação Driblando as Diferenças em MS Reprodução: redes sociais

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Um homem identificado como Maykon Douglas, de 35 anos, morreu após ser arremessado do quarto andar de um edifício no bairro Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (PE). O caso, registrado nesta semana, é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco e gerou forte repercussão nas redes sociais.

Segundo informações do portal Alagoas 24 Horas, Maykon, que era cadeirante, estava em um apartamento quando foi empurrado da varanda por outro homem. Ele caiu junto com a cadeira de rodas e morreu ainda no local.

Após o crime, o próprio suspeito teria se lançado do mesmo prédio. Ele foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, mas não resistiu aos ferimentos.

Equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco isolaram a área para os trabalhos da perícia, realizados pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

Encontro pouco antes da tragédia

De acordo com o delegado Rodrigo Bello, os dois homens não tinham relação anterior e teriam se conhecido pouco antes do crime, no calçadão de Boa Viagem, onde Maykon costumava vender doces.

Conforme relato, o suspeito teria se aproximado, afirmado ter se comovido com a história da vítima e feito o convite para que ele subisse até o apartamento, localizado no quarto andar do edifício. Testemunhas informaram que os dois permaneceram conversando por algum tempo, até que o comportamento do suspeito teria mudado repentinamente.

“Ele teve um surto, começou a alterar o comportamento. Maykon, que é cadeirante, não tinha como correr. Foi arremessado da varanda junto com a cadeira de rodas e morreu no local”, relatou o delegado.

A principal linha de investigação aponta que o suspeito apresentava sinais de surto no momento da agressão, hipótese que ainda será analisada oficialmente pela polícia.

Quem era Maykon Douglas

Maykon Douglas era conhecido não apenas pelo trabalho como vendedor ambulante, mas também por sua trajetória no esporte paralímpico. Ele era paratleta de bocha adaptada e integrou a equipe da Associação Driblando as Diferenças (ADD-MS).

Com histórico de destaque nas categorias de base, Maicon foi bicampeão das Paralimpíadas Escolares e conquistou medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos Juvenis de 2013, disputados na Argentina. Também participou dos Jogos Parasul-Americanos, realizados em Santiago.

A morte do paratleta provocou comoção entre amigos, familiares e integrantes da comunidade esportiva, que lamentaram a perda e prestaram homenagens nas redes sociais.

O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

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Educação

IFMS tem quatro projetos selecionados pela Itaipu Binacional

Projetos serão beneficiados com bolsa para professores e alunos por meio do Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial

27/02/2026 10h44

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) teve quatro projetos selecionados no 2º edital do Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial, promovido pela Itaipu Binacional, e conquistou bolsas por um ano.

Essa é a segunda vez que o IFMS participa do edital da Itaipu e garante propostas aprovadas nos campi Naviraí, Ponta Porã e Nova Andradina, onde serão desenvolvidos dois projetos de extensão.

Com isso, o Instituto terá bolsas com duração de um ano, com valores mensais de R$ 1.400 para professores-coordenadores e R$ 700 para estudantes de graduação.

No total, foram selecionadas 110 propostas entre 16 instituições públicas de ensino do Paraná e da região sul de Mato Grosso do Sul.

Parceria

O programa busca apoiar projetos que fortaleçam a relação entre universidade e sociedade, com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), desenvolvidos em parceria com o Itaipu Parquetec.

A iniciativa visa estabelecer cooperação com instituições específicas de ensino superior, fortalecer as universidades, promover o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação, além de apoiar a curricularização da extensão nessas instituições.

Propostas aprovadas

Identidade cultural – Entre as propostas aprovadas, o projeto “Yuyos do Tereré: Plantas Medicinais e Identidade Cultural na Fronteira Brasil–Paraguai” destaca-se por valorizar o conhecimento tradicional da região fronteiriça de Ponta Porã.

O coordenador, professor Rigotte, explicou que o objetivo é resgatar, registrar e valorizar o uso tradicional das plantas medicinais conhecidas como “yuyos”, utilizadas no tereré na região de Sanga Puitã.

“Nós queremos identificar cientificamente essas espécies, organizar esse conhecimento e devolvê-lo à comunidade por meio de ações práticas, como a implantação de um viveiro e de uma horta medicinal comunitária, além da produção de uma cartilha bilíngue. É um projeto que une saber popular e conhecimento acadêmico, fortalecendo a identidade cultural da região de fronteira”, pontuou o professor.

O projeto pretende contribuir em três frentes principais: valorização cultural, ao reconhecer o saber tradicional; saúde e segurança, ao orientar sobre o uso correto das plantas medicinais; e sustentabilidade, com a produção de mudas para reduzir a coleta indiscriminada e incentivar o cultivo doméstico e agroecológico.

Ainda de acordo com Rigotte, a iniciativa proporciona experiência prática em áreas como Extensão Rural, Sistemática Vegetal e Fisiologia Vegetal, além de desenvolver competências como trabalho em equipe, comunicação, pesquisa aplicada, identificação botânica e responsabilidade social.

  • Controle de pragas - Do Campus Nova Andradina foi aprovado o projeto “Difusão do Controle Biológico de Pragas para Agricultores e Comunidades Escolares de Nova Andradina”, que busca levar conhecimento prático sobre controle biológico de pragas a agricultores familiares e estudantes, demonstrando que é possível produzir alimentos com menos uso de agrotóxicos e mais respeito ao meio ambiente.

Segundo o coordenador do projeto, professor Luiz Henrique Costa Mota, a proposta é ensinar, de forma acessível, como produzir e utilizar bioinsumos, fortalecendo uma agricultura mais sustentável, econômica e alinhada às demandas atuais da sociedade.

Além disso, o projeto tem papel educativo ao levar esse conhecimento a alunos do ensino fundamental, contribuindo para a formação de futuras gerações mais conscientes sobre práticas agrícolas sustentáveis.

“Para a comunidade, o projeto traz benefícios como a produção de alimentos mais saudáveis, com menor presença de resíduos químicos, a redução dos impactos ambientais causados pelo uso excessivo de agrotóxicos e o fortalecimento da agricultura familiar”, ressalta o professor.

Ao capacitar os produtores para produzir seus próprios insumos, o projeto contribui para a diminuição dos custos de produção e o aumento da autonomia dos agricultores, gerando impactos positivos na renda e na qualidade de vida das famílias atendidas.

“Para os estudantes envolvidos, o projeto representa uma oportunidade de aprendizado na prática. Eles participam de atividades em laboratório e no campo, vivenciando situações reais e desenvolvendo habilidades técnicas e sociais importantes para sua formação”, enfatiza Mota.

O docente ressalta ainda que os estudantes envolvidos passam a compreender melhor a importância da sustentabilidade e do uso responsável dos recursos naturais.

“Os nossos estudantes atuam como agentes de disseminação do conhecimento ao contribuir com ações educativas voltadas a alunos do ensino fundamental, ajudando a despertar o interesse e a consciência ambiental nas futuras gerações. Dessa forma, tornam-se profissionais mais preparados e cidadãos mais conscientes, capazes de contribuir com soluções inovadoras para os desafios da agricultura”, finaliza o coordenador.

Os projetos serão desenvolvidos nos próprios municípios ao longo de 2026, envolvendo tanto a comunidade escolar quanto a comunidade externa, público-alvo das atividades de extensão.

Projetos do IFMS aprovados em 2026:

  • Sistema Agroflorestal Agroecológico para Agricultura Familiar
  • Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Banana: Qualidade de Mudas e Boas Práticas para Agricultura Familiar
  • Yuyos do Tereré: Plantas Medicinais e Identidade Cultural na Fronteira Brasil–Paraguai
  • Difusão do Controle Biológico de Pragas para Agricultores e Comunidades Escolares de Nova Andradina

As iniciativas contemplam áreas como piscicultura com tecnologias limpas, educação ambiental, prevenção da contaminação do lençol freático, análise socioambiental do Planalto da Bodoquena, manejo sustentável da mandioca, reaproveitamento de resíduos, hidroponia de baixo custo e automação na criação de peixes.

Em 2025, na primeira participação, o IFMS teve nove projetos aprovados, que abrangeram temas como agricultura familiar, inovação tecnológica e promoção do desenvolvimento sustentável na região sul de Mato Grosso do Sul.
 

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