Cidades

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Corte na própria carne

Corte na própria carne

Redação

24/02/2010 - 06h40
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Quase três meses deopis da morte de dois militares do Exército durante treinamento em Ladário, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, inquérito da própria instituição atribuiu a responsabilidade pelas mortes a dois sargentos e dois capitães. Se foram realmente eles os culpados ou se serão punidos, somente a Justiça e o tempo dirão. Porém, o simples fato de a sociedade tomar conhecimento de que as mortes estão sendo investigadas é motivo de alívio, pois dois óbitos num único dia (dois outros militares passaram mal no mesmo dia, mas se recuperaram) com toda a certeza não podem ser atribuídos a uma "simples" fatalidade. A cada ano ingressam alguns milhares de jovens para prestar o serviço militar no Exército Brasileiro. E familiares de todos estes certamente não ficam tranquilos sabendo que os jovens ficam sob responsabilidade de homens que definitivamente não têm as devidas condições para desempenhar as atividades que lhes foram confiadas. Na investigação do Exército ficou comprovado que, apesar da temperatura de quase 40 graus (em Porto Murtinho, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, na máxima do dia 26 de novembro, dia das mortes, os termômetros marcavam 39,8 graus), um dos responsáveis pelo treinamento determinou que os militares esvaziassem os cantis de água. E, entre as razões apontadas para a morte, segundo o laudo do Instituto Médico-Legal, está a desidratação. Certamente o sargento que deu a ordem para que os subalternos ficassem sem água não teve a intenção de matar ou lesionar alguém. Porém, qualquer pessoa de bom senso entende que é impossível ignorar as condições climáticas para qualquer atividade física. Deixar soldados sem água sob sol escaldante é o equivalente a obrigar uma tropa a treinar no meio da neve sem agasalhos. E, além de questionar a metodologia de treinamento, seria importante que as instituições repensassem a pertinência de determinadas práticas. Será que existe algum objetivo específico, ou um fim, quando o Exército obriga jovens a fazer certas atividades? Todos sabem que em um ano ou dois deixarão a instituição e neste curto espaço de tempo certamente ninguém será adestrado ou preparado. Quer dizer, seria muito mais lógico que os treinamentos mais pesados e de preparação para a "guerra" fossem dados àqueles que realmente pretendem seguir carreira. Ou mais interessante ainda seria que as Forças Armadas preparassem seus recrutas para atividades que fossem verdadeiramente úteis não só para o restante da vida destes soldados, mas para a sociedade como um todo. Na Força Aérea, por exemplo, existem grupamentos especializados em busca e salvamento. No Exército, por sua vez, há esquadrões de engenharia especializados em construção de estradas e outras obras de infraestrutura. Então, em vez de passar por treinamentos com sentido questionável, o que a sociedade espera, com certeza, é que os militares se dediquem a atividades que tragam algum retorno. Em Ladário, ao contrário, o que ocorreu foi transtorno, e gravíssimo, que em hipótese alguma pode ser tolerado ou permanecer impune, para o bem do Exército.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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