Cidades

Amambai

Defron prende suspeito em caso que já apreendeu 1,5 tonelada de maconha

Investigação começou após o DOF apreender 601 quilos de maconha em um trator que seguiria de MS para São Paulo

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Em ação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira, a Defron, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em Amambai, um homem investigado por participação no transporte interestadual de maconha, que estava escondido em pneus de tratores agrícolas.

Foi emitido e cumprido um mandado prisão temporária contra o suspeito. Além de um mandado de busca e apreensão, que buscava reunir provas sobre os fatos investigados.

O caso teve início quando o Departamento de Operações de Fronteiras, o DOF, apreendeu 601 quilos de maconha, escondidos nos pneus traseiros de um trator. O maquinário seria levado de Mato Grosso do Sul para o estado de São Paulo. 

A partir dessa apreensão, a Defron passou a investigar outros transportes de máquinas agrícolas com características semelhantes, a fim de identificar casos parecidos. 

Até o momento, a polícia identificou cinco transportes de tratores ligados à mesma linha de investigação. Em dois deles, que tinham como provável destino o estado de São Paulo, os equipamentos foram apreendidos com maconha nos pneus. 

Em um dos tratores, foram apreendidos 601 quilos, enquanto no outro trator foram apreendidos cerca de 890 quilos. Somadas, as duas apreensões chegam a aproximadamente 1,5 toneladas. 

As informações reunidas durante as investigações permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
As informações reunidas durante as diligências permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
 

CONVÊNIO

Prefeitura arruma asfalto danificado pela Sanesul e se livra da conta de água

Acordo de R$ 134 mil prevê tapar buracos causados por serviço de saneamento, enquanto fatura de água dos prédios públicos de Miranda são cortesia de empresa

07/10/2026 11h15

Sanesul

Sanesul Reprodução

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A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S.A, a Sanesul, realizou um convênio com a Prefeitura de Miranda no valor de R$ 134 mil, para que o município se responsabilize por tapar os buracos criados pela empresa nas ruas durante as prestações de serviço.

O acordo foi divulgado por meio da edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quara-feira (7), e oficializa a troca de 'favores' entre as partes.

Conforme o documento, o convênio determina que a Prefeitura seja responsável por arrumar o asfalto que tiveram obras da Sanesul e foram prejudicados, com o valor de R$ 134.784,00.

Como troca por se responsabilizarem, a empresa de saneamento compensará o valor nas faturas de água dos prédios públicos municipais que são emitidas pela Sanesul.

O prazo de vigência do convênio é de 24 meses em contagem desde a última segunda-feira (5), quando foi oficializado o acordo com as assinaturas das partes, representadas pelo Prefeito de Miranda, Fabio Santos Florença (PSDB) e os representantes da Sanesul, o Diretor-presidente Renato Marcílio da Silva e o Diretor Comercial e de Operações, Madson Roberto Pereira Valente.

Segundo registro do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2024, o município de Miranda tem pouco mais de 26,4 mil habitantes, divida em população urbana e rural, e deste total cerca de 11 mil habitantes representam a população sem água no município.

Em maio, o Governo de Mato Grosso do Sul, realizou o investimento em parceria com a Sanesul, de um pacote de obras no valor de R$ 176 milhões para saneamento em diversos municípios. Entre as 16 cidades contempladas, Miranda recebeu o valor de R$ 11.029.892 para ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água.

O convênio de encontro de contas não é o primeiro firmado entre a empresa de saneamento e a Prefeitura. Em 2024, o acordo foi realizado no valor de R$ 76.230,72 a ser compensado nas faturas de água dos prédios públicos e consertos de vazamentos que seriam realizados pela Sanesul, divulgado no DOE, de 15 de agosto daquele ano.

Acordos como estes são comuns entre empresas de saneamento e municípios. Na mesma edição do DOE de 2024, a Sanesul firmou um convênio de valor maior com a Prefeitura de Anastácio, de mais de R$ 94 mil, além de outros com os municípios de Aral Moreira e Dois Irmãos do Buriti, de R$ 29 mil e R$ 28 mil.

Na edição de hoje do DOE, o município de Anastácio também firmou o acordo de encontro de contas, com um valor superior ao de 2024, de R$ 149.760,00 para que a Prefeitura realize a reposição asfáltica, compensada posteriormente nas contas de água dos prédios públicos.

Apesar do valor recebido pela Prefeitura de Anastácio para realizar a obra nas ruas esburacadas pelo serviço de saneamento ser superior ao recebido pela prefeitura de Miranda, o município é menor, com área territorial de cerca de 2.913 km², enquanto Miranda possui uma área de 5.470,975 km².

Ambos os convênios com as Prefeituras de Miranda e Anastácio são geridos por Jader Lins Filho, gestor técnico da Sanesul.

*Saiba

Recentemente, como bem noticiou o Correio do Estado, a empresa de saneamento foi alvo de críticas do Prefeito 'Mais Louco do Brasil', Juliano Ferro, devido a má instalação da rede de esgoto, que a Sanesul teria terceirizado a implantação de esgoto na cidade de Ivinhema.

Operação Dirty Pix

Três são presos por desviar mais de R$ 18 milhões de hospital em MS

Outros 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria

07/10/2026 10h30

Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, é alvo de investigação por desvio de verba pública

Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, é alvo de investigação por desvio de verba pública Divulgação: MPMS

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Equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram, na manhã desta quarta-feira (7), a 2ª fase da Operação Dirty Pix, destinada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva contra Jacob Meeuvis Breure, diretor-presidente do Hospital de Sidrolândia, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Além dos mandados de prisão, outros 25 de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

A investigação teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio firmado entre o Governo do Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o esquema atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.

Ainda segundo o MPMS, planos de trabalho eram elaborados contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.

As apurações identificaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.

Após os recursos públicos entrarem nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores era desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores e intermediários.

As provas obtidas também revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso. 

A ação foi deflagrada pelo MPMS, por intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia. A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

 

 

 

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