Cidades

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Detrans são contrários a medidas que podem baratear a CNH

A Associação Nacional dos Detrans entende a necessidade de redução de custos na habilitação; entretanto, defende a excelência do ensino na formação de condutores no país

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A Associação Nacional dos Detrans (AND) pretende agendar uma reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para tratar da proposta que elimina a obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ainda conforme a nota, todos os Departamentos Estaduais de Trânsito estão alinhados na busca por alternativas que mantenham a qualidade na formação dos motoristas.

A reação ocorreu após o ministro dos Transportes, Renan Filho, manifestar a intenção de reduzir o custo da habilitação ao informar que o Governo Federal pode retirar a obrigatoriedade de aulas em centros de formação de condutores.

Para a AND, embora seja essencial buscar formas de tornar a CNH acessível a todos, em caráter de política nacional, isso não pode comprometer o processo de aprendizagem. A associação defendeu que a formação de condutores deve prezar pela segurança viária e, com isso, contribuir para a redução de acidentes.

Leia a nota na íntegra:

“Nosso principal foco nas tratativas é a valorização da educação para o trânsito. Em um país que ainda registra altos índices de condutores não habilitados, é fundamental que qualquer mudança preserve e reforce a qualidade da formação dos motoristas. Além disso, é essencial que se busquem alternativas que tornem a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível, considerando essa iniciativa como uma política social relevante, desde que não se comprometa a excelência no processo de aprendizagem.


Defendemos que a formação de condutores deve priorizar a segurança viária e contribuir efetivamente para a redução dos índices de sinistros e mortes no trânsito. A educação no trânsito salva vidas e deve ser tratada como prioridade absoluta em qualquer política pública relacionada à mobilidade”, reforça Givaldo Vieira, Presidente da Associação Nacional dos Detran.

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alerta

Mato Grosso do Sul tem pior janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos

Situação ainda pode se agravar a partir de junho, quando o fenômeno El Niño passa a influenciar as condições climáticas, com aumento das temperaturas

30/01/2026 13h00

Incêndios florestais se alastram em MS e preocupam autoridades

Incêndios florestais se alastram em MS e preocupam autoridades Foto: Reprodução

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Mato Grosso do Sul registrou 49.434 hectares de vegetação queimados de 1º a 27 de janeiro deste ano, sendo o pior mês de janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos. Dados foram apresentados pelos meteorologistas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) durante a reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (Cicoe/MS), nessa quinta-feira (29).

Conforme os dados, a área queimada em 2026 já representa mais que o dobro do mesmo período do ano passado, que até então era a pior da década para o mês, e quando foram registrados 22.036 hectares consumidos pelo fogo.

Em 2020, quando houve a considerada pior catástrofe ambiental provocada por incêndios no Estado, a área queimada em janeiro foi de 15.050 ha.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, demonstrou preocupação com a situação crítica e pediu mobilização das equipes e ações de prevenção, controle e combate a incêndios florestais.

Segundo Verruck, além do risco ambiental, a escassez de chuvas já traz prejuízos econômicos para o Estado.

“Esses números refletem diretamente na safra do Estado, com impacto na produtividade. Aqueles agricultores que conseguiram plantar a soja no início do período de chuvas, escapou da estiagem. Mas em regiões que não choveu o suficiente e os produtores acabaram fazendo o plantio tardio, as lavouras estão agora na fase de desenvolvimento dos grãos e a falta de chuvas vai prejudicar”, afirmou.

Chuvas irregulares

Em geral, o mês de janeiro apresentou 30% menos chuva do que a média histórica na região do Pantanal neste ano.

Conforme o Cemtec, entre 1º e 26 de janeiro, nenhum dos pontos monitorados pela rede de estações meteorológicas do Estado alcançou a média histórica de chuvas.

Na região do Pantanal, em localidades como na Serra do Amolar, em Corumbá, o nível de chuvas está 98% abaixo do esperado. Em Paranaíba, região do Bolsão, 99% abaixo.

Caso a estiagem persista, pode haver restrição na bacia do Rio Paraná, em atividades como irrigação e navegação, para não prejudicar as usinas de geração de usina elétrica, segundo Verruck. 

A previsão aponta que a situação pode se agravar a partir de junho, quando as climáticas terão influência do fenômeno El Niño, com elevação de temperaturas em um período que já é marcado pela escassez de chuvas e que, aumentando assim os riscos de incêndios florestais.

Diante da situação já estabelecida e das previsões negativas, o secretário ressalta que serão necessárias medidas urgentes e a conjunção de forças dos governos estadual e federal, produtores e população em geral para evitar que contenção máxima dos riscos e prejuízos.

“Será difícil repetir o controle que tivemos ano passado, quando o tempo ajudou e tivemos chuva em abril. O que precisamos fazer é conseguir o melhor resultado em um ano que se mostra muito desfavorável”, concluiu o secretário.

CAMPO GRANDE

'Garageiro' é preso após pelo menos 30 golpes em cerca de dois meses

Empresário afirmava já ter compradores, pegava veículos da vítima com a promessa de "liberação de cartas de crédito ou financiamentos" que nunca aconteciam

30/01/2026 11h01

Como apontado pelas mais de 30 vítimas, esse pagamento era adiado por diversas vezes, sendo

Como apontado pelas mais de 30 vítimas, esse pagamento era adiado por diversas vezes, sendo "deixando para depois" sem jamais ser concretizado Reprodução/PCMS

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Em Campo Grande um "garageiro" foi preso de forma preventiva nesta semana, pelos agentes da  Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz), após investigações apontarem pelo menos 30 golpes no intervalo de aproximadamente dois meses. 

Conforme divulgado pela Polícia Civil, em nota, as investigações começaram com o início de janeiro, quando uma série de pessoas passaram a procurar a Polícia Civil indicando terem sido vítimas do empresário, dono de três estabelecimentos comerciais voltados para compra e venda de veículos em Campo Grande. 

Diante dos supostos estelionatos cometidos, que ocorreram em um intervalo de pouco mais de 60 dias, e com o avanço das investigações, a Delegacia Especializada representou pela decretação da prisão preventiva do indivíduo, identificado até o momento somente pelas iniciais (H.S.R.). 

Tal medida ainda contou com parecer favorável inclusive do Ministério Público, deferida posteriormente pelo Poder Judiciário.

Entenda

Sobre o modus operandi, segundo esclarece a própria Polícia Civil, aquelas pessoas que demonstravam interesse em vender seus veículos eram atraídas por esse empresário, com o "garageiro" prometendo falsamente de que haveriam compradores interessados nos respectivos automóveis. 

Com isso, essas vítimas eram induzidas a entregar seus automóveis, inicialmente pontuando que os veículos passariam ainda por vistorias, para "liberação de cartas de crédito ou financiamentos". 

Entretanto, como apontado pelas mais de 30 vítimas, esse pagamento era adiado por diversas vezes, sendo "deixando para depois" sem jamais ser concretizado. 

Nesse tempo, a polícia aponta que os automóveis já na posse do "garageiro" eram repassados para terceiros, com esse empresário ficando com todos os valores integrais dessa venda, dando assim um verdadeiro "calote" nas vítimas. 

O homem acusado dessa série de estelionatos foi preso preventivamente na última quarta-feira (28), após um acordo para que se apresentasse de forma espontânea, firmado entre os advogados do investigado e a autoridade policial da especializada.

"As investigações prosseguem com o objetivo de reunir novos elementos de prova quanto à autoria, materialidade e destinação dos valores obtidos ilicitamente, visando à reparação dos danos às vítimas e à responsabilização criminal do investigado", conclui a PCMS.

 

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