Supervisora de Enfermagem Hospitalar, Ellen Diana dos Santos Albertine, de 30 anos, adotou Julya Dias, de 19 anos, após perder um bebê no ano passado.
A gestação sempre foi uma incerteza para Ellen, pois recebeu diagnóstico de infertilidade e também já fez uma cirurgia de endometriose.
Mas, nunca desistiu do sonho de ser mãe. Logo após a cirurgia, tentou engravidar por quatro anos, mas sem sucesso. E, então, iniciou o tratamento de fertilidade.
Logo no início do tratamento, a enfermeira engravidou de Benício, que atualmente tem dois anos. Mesmo com diagnóstico de infertilidade, Ellen engravidou pela segunda vez em 2021, mas perdeu o neném ainda na gestação.
Muito abalada, a enfermeira transformou o luto em fraternidade e, decidiu adotar Julya, sua filha do coração, que, sem imaginar, foi a cura para a dor de Ellen.
“A vinda dela significa o amor de Jesus por mim. Essa chegada foi a mão de Deus trazendo cura ao meu coração, só Ele sabia o quanto eu precisava dela. Sempre tivemos o sonho da adoção, eu e meu esposo, mas não imaginávamos que seria assim. Deus colocou a nossa Julya para nos ensinar sobre um amor tão puro e gentil. Uma verdadeira história de amor”, disse.
Julya entrou na vida de Ellen após mentorias de igreja. “Após uma situação familiar a Julya foi recebida na minha casa para passar um tempo e após alguns meses tivemos uma conversa decisiva, onde oficializamos em família a nossa decisão. Foi muito rápido e logo ela se tornou parte da casa, do contexto da família inteira”, contou a profissional de saúde do Hospital Unimed Campo Grande.
Neste Dia das Mães, Julya conta que não tem um dia que levante da cama sem chorar e agradecer por ter a oportunidade de viver essa história.
“Meus pais costumam dizer que eu os escolhi, mas eles não têm noção do quanto me salvaram. No fim, sabíamos, éramos um do outro. Eles me geraram em pensamento e quando me adotaram eu nasci de novo”, contou a moça.
“Minha mãe definitivamente é a melhor do mundo, não é à toa que é a mulher maravilha. Ela dá conta de tudo e faz além do que pode para que eu e meu irmão tenhamos o melhor. Antes eu não entendia muito bem esse sentimento, sempre via as pessoas tatuando o nome da mãe, mas hoje eu consigo entender esse sentimento que não cabe dentro do peito”, finalizou a moça, emocionada.




