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Em ano eleitoral, município atrasa reajuste da tarifa do transporte público

Apesar de promessa de que novo valor seria dado nesta sexta-feira, mistério sobre o preço ainda há de avançar neste mês

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Com o fim da primeira semana deste mês, o transporte coletivo de Campo Grande segue sem a revisão tarifária anual definida. No ano em que a prefeita Adriane Lopes (PP) tenta se reeleger, o mistério sobre o novo valor continua.

Esse atraso só não é maior, por enquanto, que o do ano passado, quando a tarifa foi reajustada no fim de fevereiro, passando a valer a partir do mês seguinte. O aumento anterior havia ocorrido em janeiro de 2022, feito pelo então prefeito Marquinhos Trad (PSD).

O último reajuste tarifário, o primeiro a ser realizado no comando de Adriane Lopes, ocorreu em 27 de fevereiro do ano passado, tendo vigência a partir de 1º de março, quando o preço saiu de R$ 4,40 e passou a ser de R$ 4,65.

Apesar de a prefeita ter informado – durante coletiva de imprensa realizada nesta semana – que haveria “novidades” nesta sexta-feira referentes ao reajuste tarifário, a Prefeitura de Campo Grande não informou nenhuma mudança relativa ao processo de definição do novo valor da tarifa.

Adriane Lopes vem se pronunciando sobre o tema, sempre enfatizando que o município pretende diminuir o impacto que o reajuste tarifário pode causar, isso se for realizado um aumento significativo no valor cobrado.

“Nós temos um cálculo sendo realizado, mas ainda não temos um valor exato, estamos trabalhando para diminuir o impacto [do reajuste tarifário]. O subsídio entra na construção desse cálculo para onerar o quanto menos o usuário”, disse a prefeita em outras oportunidades.

Segundo ela, também aconteceram durante esta semana reuniões com a equipe técnica da prefeitura, que tinham o objetivo de discutir as condições cabíveis para o município publicar o reajuste.

Sobre a hipótese de ocorrer dois reajustes tarifários no ano, possibilidade que poderia acontecer por conta do atraso na publicação pelo Executivo dos novos valores, Adriane Lopes descartou esse cenário.

“Não vamos onerar duplamente a população. Estamos com tudo pronto para, nos próximos dias, anunciar para vocês”, disse a prefeita nesta segunda-feira.

FORA DAS CONVERSAS

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com vereadores, que nos anos anteriores participaram das discussões para a definição do reajuste tarifário, porém, o assunto neste ano não vem sendo discutido com o Legislativo.

O presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal, vereador Coronel Villasanti (União Brasil), esclareceu que, em virtude da judicialização da definição do valor da tarifa, a comissão não está participando das discussões referentes ao reajuste.

“Como presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, sempre participei ativamente das discussões nos últimos três anos, inclusive envolvendo outros atores, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Inclusive, participei da reunião em dezembro na Agereg [Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos], com a presença dos representantes do conselho de regulação, em que foi informado o valor da tarifa técnica. No entanto, como teve a judicialização para definição do valor da tarifa, não participamos mais das discussões”, declarou.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlão (PSB), defendeu que, para buscar um valor tarifário que atenda a sociedade, é preciso que a prefeitura pague a diferença entre o valor técnico da tarifa e o valor do passe, que será reajustado.

“A prefeitura paga apenas as gratuidades, e essa diferença [da tarifa técnica para a publica] vai além do subsídio, dá em torno de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões. Eles têm de entrar em um acordo para pagar essa diferença. Queremos exigir a compra de novos ônibus do consócio, mas, para exigir, a prefeitura tem de cumprir a sua parte”, explicou Carlão.

O presidente da Câmara também havia citado que, por ser um ano eleitoral, o aumento ou não da tarifa pública do transporte pode ter virado uma discussão política no Poder Executivo municipal.

“Temos que achar um resultado final bom para atender a sociedade, que melhore a qualidade dos ônibus com nova frota que tenha ar-condicionado. Já que não pode subir [a tarifa] para o usuário pagar porque não tem um transporte eficiente”, acrescentou.

GRATUIDADES

Desde 2022, o Consórcio Guaicurus, porém, recebe mensalmente um valor da prefeitura e do governo do Estado como forma de subsídio de algumas gratuidades. O montante chegou a ultrapassar os R$ 30 milhões no ano passado com o incremento da ajuda do governo federal.

O governo de Mato Grosso do Sul contribui pagando R$ 10 milhões por ano para arcar com os custos do passe dos estudantes dos da Rede Estadual de Ensino (REE).

Já a prefeitura da Capital também subsidia a tarifa dos estudantes da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (Reme) e das pessoas com deficiência com até R$ 1,3 milhão por mês, além de isentar o Consórcio Guaicurus do pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

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POSSÍVEL FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facadas dentro de casa em MS

Vítima foi encontrada pelo marido na madrugada deste domingo (22), no bairro Senhor Divino

22/02/2026 09h30

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa Divulgação/ Pedro Depetriz

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Uma idosa, identificada até o momento apenas como Nilda, foi assassinada na madrugada deste domingo (22) dentro da própria residência, localizada na Rua Walmor Rocha Soares, no bairro Senhor Divino, em Coxim - município localizado a 253km de distância de Campo Grande. A vítima apresentava ferimento provocado por arma branca e morreu ainda no local.

Conforme informações divulgadas pelo portal Coxim Agora, o corpo foi encontrado pelo marido da idosa. Ao se deparar com a cena, ele procurou auxílio de um mototaxista que estava nas proximidades. O profissional acionou a Polícia Militar, que se deslocou até o endereço e isolou a área para os trabalhos da perícia.

Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica também estiveram no imóvel para coletar vestígios e iniciar os procedimentos investigativos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico para confirmar a causa da morte e estimar o horário do óbito.

De acordo com a perícia, a vítima tinha uma única perfuração na região do abdômen. O ferimento teria sido suficiente para provocar a morte imediata. Não foram identificados, a princípio, outros sinais aparentes de agressão.

Durante os trabalhos no local, não foram localizados documentos pessoais que confirmassem oficialmente a identidade da mulher. O nome “Nilda” foi informado por vizinhos e conhecidos da família. Segundo relatos de moradores da região, discussões no imóvel seriam frequentes. A casa, ainda conforme apurado, é alugada.

Agora, a Polícia Civil deve ouvir o marido, vizinhos e possíveis testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime e verificar se há histórico de ocorrências envolvendo o endereço.

O caso poderá ser enquadrado como feminicídio, a depender da confirmação das circunstâncias e da motivação, especialmente se ficar caracterizado contexto de violência doméstica ou familiar. A tipificação será definida ao longo do inquérito policial.

Dados recentes de monitoramento da violência apontavam que Mato Grosso do Sul havia registrado dois feminicídios até fevereiro e acumulava 29 dias sem novos casos. Caso a morte seja oficialmente confirmada como feminicídio, o intervalo sem registros será interrompido.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime. A investigação segue em andamento.

Cronologia

Em 2025 Mato Grosso do Sul registrou um total de 39 feminicídios ao longo do ano, quatro casos a mais que o registrado em 2024, que contabilizou 35 feminicídios. O primeiro caso do ano passado havia sido registrado apenas em fevereiro, tendo janeiro sido o único mês sem mortes do tipo registradas.

Já neste ano, até o dia 22 de fevereiro, com este novo caso, são três, sendo eles: 

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

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MATO GROSSO DO SUL

Ex-jogador do 7 de Setembro morre em colisão na BR-163

Acidente ocorreu na noite de sábado (21); motorista de caminhão não ficou ferido

22/02/2026 09h00

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó Osvaldo Duarte/ Dourados News

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Um motociclista de 40 anos morreu na noite deste sábado (21) após se envolver em um acidente no km 287 da BR-163, no trecho que liga os municípios de Dourados e Douradina, no sul do Estado. Michel Dario Landgraf seguia pela rodovia por volta das 20h30, no sentido Dourados–Douradina, quando houve a colisão com um caminhão de carga.

De acordo com o portal Dourados News, as circunstâncias do acidente ainda são apuradas, mas, conforme informações registradas em boletim de ocorrência, a motocicleta teria invadido a pista contrária e atingido a roda lateral traseira de um caminhão modelo Volvo 460.

O motorista do veículo de carga, que seguia viagem com destino ao Paraná após realizar o transporte de soja, não ficou ferido. Ele relatou às autoridades que tentou desviar para evitar o impacto, mas não conseguiu impedir a batida.

Equipes de resgate da concessionária responsável pela administração da rodovia foram acionadas e prestaram atendimento no local. No entanto, Michel já estava sem sinais vitais quando o socorro chegou.

A Polícia Rodoviária Federal isolou a área para os procedimentos de perícia, e o caso foi registrado como sinistro de trânsito na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados.

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó. Segundo apurado, ele retornava de uma confraternização realizada em Dourados no momento do acidente.

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