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Em março, BNDES liberou R$ 123,2 bi a projetos do PAC

Em março, BNDES liberou R$ 123,2 bi a projetos do PAC

Redação

08/05/2010 - 21h20
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Rio

 

A carteira de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) alcançou R$ 123,2 bilhões em março. O valor equivale a 20% dos R$ 638 bilhões de investimentos previstos no programa entre 2007 e 2010. O apoio do banco até o fim de março é relativo a 323 empreendimentos de infraestrutura, cujos investimentos totais somam R$ 216,2 bilhões. Noventa por cento dos projetos estão aprovados e contratados.

Segundo o diretor de Infraestrutura do BNDES, Wagner Bittencourt, os empreendimentos que chegam ao BNDES com o "carimbo do PAC" têm prioridade. "Estando no PAC, o projeto tem uma vantagem, porque tem toda uma governança que agiliza o seu andamento. Ele (o PAC) organiza todos os entes que são necessários para levar os projetos adiante, do ponto de vista ambiental, de financiamento e de regulação". O diretor garantiu, no entanto, que outros empreendimentos não são discriminados pelo banco.

Os valores divulgados pelo BNDES não incluem projetos em perspectiva, como Promef II, Belo Monte e sondas da Petrobras, que podem acrescentar mais de R$ 62 bilhões à carteira. No total, os empreendimentos futuros preveem investimentos totais de R$ 84 bilhões. De acordo com Bittencourt, a instituição está com o orçamento equilibrado e tem condições de apoiar todos os projetos.

Os desembolsos feitos pelo banco até o fim de março atingiram R$ 69 bilhões, dos quais R$ 58,3 bilhões são destinados a projetos de energia, R$ 6,5 bilhões em logística e R$ 4,2 bilhões nas áreas social e urbana e de administração pública. Para Bittencourt, o apoio do banco ao PAC garante a competitividade da economia ao desenvolver áreas que considera fundamentais para fomentar investimentos de diversos setores.

Mais de 70% da carteira são destinados ao setor de energia (R$ 89,03 bilhões). Na área de geração, 66 empreendimentos estão aprovados e contratados e devem aumentar em 13.425 MW a capacidade instalada do País. Metade virá das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, projetos que obtiveram apoio de R$ 7,2 bilhões e R$ 6,1 bilhões do banco, respectivamente.

Entre os outros empreendimentos que devem ampliar a capacidade instalada, estão mais 19 hidrelétricas, seis termelétricas, 20 Pequenas Centrais Elétricas, seis projetos de biomassa e 13 de energia eólica. No total as operações contratadas e aprovadas em geração de energia elétrica somam um financiamento de R$ 29,8 bilhões pelo banco, para investimento previsto de R$ 49,7 bilhões.

Em transmissão de energia, são R$ 10 bilhões financiados pelo banco, referentes a investimentos de R$ 18,6 bilhões. Desse total, R$ 2,4 bilhões em financiamento são referentes a 20 projetos já aprovados e contratados, que devem acrescentar 5.727 quilômetros à rede de transmissão do País.

 

Petrobras

Na carteira de financiamento voltada para energia, a Petrobras e suas subsidiárias concentram R$ 34,2 bilhões dos recursos, incluindo o crédito de R$ 25 bilhões liberados para o plano de investimentos da companhia. A relação inclui ainda os gasodutos Urucu Manaus (R$ 2,5 bilhões financiados pelo banco) e Gasene (R$ 4,5 bilhões), a construção e a instalação de plataforma marítima fixa no Campo de Mexilhão (R$ 870 milhões) e a Refap (R$ 1,4 bilhão).

Na área de logística, os financiamentos em carteira no banco chegaram a R$ 25,7 bilhões, destinados à segunda etapa do programa de concessão de rodovias federais, à construção das ferrovias Transnordestina e Norte-Sul, à implantação do estaleiro Atlântico Sul (PE) e à construção de 23 navios-tanque para o transporte de petróleo (Promef I), entre outros projetos, que somam investimentos totais de R$ 39,6 bilhões.

Os financiamentos do BNDES a empreendimentos de saneamento ambiental, que somam um investimento total de R$ 10,2 bilhões, chegaram a R$ 5,5 bilhões. Na área social e urbana, estão também os projetos de transporte urbano, como metrôs, que terão apoio de R$ 2 bilhões. Para a implantação de ferramentas de modernização da administração pública, foram destinados R$ 185 milhões.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

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A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

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PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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