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Em meio a calorão, pane pode deixar bairros da Capital sem água

Segundo a concessionária, problema deve prejudicar abastecimento na região norte de Campo Grande. Máxima neste sábado chegou a 36,2 graus

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Uma possível pane no sistema elétrico da Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT) localizada na Avenida Coronel Antonino pode provocar falta de água em bairros da região norte de Campo Grande neste sábado e até no domingo domingo, conforme alerta emitido pela direção da Águas Guariroba neste sábado.

Entre os bairros que podem ser afetados estão o Coronel Antonino,  Otavio Pécora, Jardim Talismã, Morada Verde, Monte Castelo, Vila Rica, Vila Margarida, Nova Olinda. Até por volta das 16 horas as equipes da Energisa ainda tentavam restabelecer o serviço e até este horário ainda não havia sido divulgadas os motivos que levaram à pane. 

Em nota, a Águas Guariroba informou que "imediatamente após o problema ser identificado por sua equipe técnica acionou a concessionária de energia, que já está finalizando a execução dos reparos, a fornecedora de energia ainda não emitiu o laudo técnico do curto que afetou o sistema".

E, sem conseguir precisar quantas horas o serviço ficaria suspenso, a Águas Guariroba está "recomendado que os moradores pratiquem consumo consciente."

A concessionária também não soube informar com exatidão quantos consumidores estavam sob risco de abastecimento, mas informou que a equipe esta redistribuindo o sistema de abastecimento para tentar minimizar os impactos.

Neste domingo, a Energisa informou o Correio do Estado que não teve responsabilidade alguma com o problema ocorrido, e enviou a seguinte nota: 

"A Energisa esclarece que o problema foi na rede interna da Águas. Não houve problema na rede de distribuição da Energisa. Imediatamente após a publicação da nota pela distribuidora de água, equipes da Energisa foram até o local e constataram que o fornecimento de energia era normal para todos os clientes da região".

CALORÃO

O problema no abastecimento surgiu justamente num dia de forte calor em Campo Grande. Pelas 14 horas a máxima chegou a 36,2 graus, conforme o Inmet. No mesmo horário, a umidade do ar estava em apenas 24% , de acordo com o mesmo instituto.  

Nestas condições, o consumo de água tende a aumentar em torno de 11%. Conforme a concesionária a produção média diária em Campo Grande é de  280 milhões de litros água tratada. "Nos dias de temperaturas elevadas e clima seco, como desde sábado por exemplo (20.09) com aumento de consumo, a produção pode chegar a 311 milhões de litros", informou a empresa..

Mas, apesar do aumento no consumo nesta época do ano, a empresa diz ter condições de atender à demanda. "A Águas Guariroba trabalha 24 horas para que o abastecimento da Capital não seja afetado neste período de estiagem. Com duas captações superficiais e mais de 150 poços profundos, o sistema de abastecimento hídrico é capaz de atender toda a população e está preparado para operar em períodos de baixo índice pluviométrico", diz nota da empresa. .

Saúde

Casos de gripe crescem e MS entra em alerta de risco

No cenário nacional, o Estado está em situação de risco com o crescimento da SRAG a curto e longo prazo

02/04/2026 17h30

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Em meio ao surto de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, outra doença vem crescendo de forma silenciosa e colocando o Estado em níveis de risco perigosos: a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

De acordo com a Fiocruz, em todo o País, os casos da doença apresentam sinal de aumento nas tendências a longo prazo, mesmo com índices de estabilidade em períodos de tempo menores.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, especialmente nos casos relacionados à Influenza A, o vírus da gripe.

Entre elas, Mato Grosso do Sul continua com níveis de crescimento, colocando a capital Campo Grande entre as 14 capitais que apresentam sinais de crescimento e nível de atividade da Síndrome em alerta, risco ou alto risco. 

No caso de MS, o avanço da SRAG nas últimas duas semanas deixa o Estado em risco, com probabilidade de crescimento de mais de 95%, com base nas atividades das últimas seis semanas. 

Em Campo Grande, o avanço da doença deixa a capital em alerta, mesmo com a probabilidade máxima de crescimento a longo prazo. 

De acordo com o Boletim, a influenza A tem sido o principal fator causador do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfis que demandam atenção por concentrarem o maior número de óbitos registrados pela doença. 

Nas últimas quatro semanas, o vírus foi responsável por 27,4% dos casos positivos da Síndrome no Brasil e 36,9% dos óbitos. 

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MSFonte: Boletim InfoGripe Fiocruz

Monitoramento

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava 885 casos de SRAG, sendo 340 com agente etiológico identificado, 408 não especificados e 137 aguardando a classificação final. 

O maior índice de casos foi registrado em crianças de 0 a 9 anos, com 412 registros. 

Além disso, também foram contabilizados 87 óbitos pela doença, com maior incidência na população de idade mais avançada, com 25 mortes no público de 80 anos ou mais. 

O causador mais comum da Síndrome é o Rinovírus, identificado em 186 casos no Estado.  O vírus é a causa mais comum do resfriado comum e responsável por grande parte das infecções respiratórias superiores. 

Além do resfriado, o rinovírus é a segunda causa mais comum de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 casos de SRAG em Mato Grosso do Sul. 


 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

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