Cidades

AGRONEGÓCIO

Em meio à estiagem, receita estadual tem o pior desempenho em 15 anos

Crescimento nos primeiros cinco meses foi de apenas 3,53%, índice inferior ao da inflação e só não é pior que o desempenho de 2009, em meio à crise mundial

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Em um ano marcado pela forte estiagem e a queda no preço de alguns dos principais produtos do agronegócio, a arrecadação de impostos do governo estadual cresceu apenas 3,53% nos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período de 2023, conforme dados divulgados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)

O índice é inferior ao da inflação dos últimos doze meses, de 3,93%. Em índices nominais, sem levar em conta a inflação, também representa o menor crescimento percentual em 15 anos. Desde a crise econômica mundial de 200, ano em que os cofres estaduais fecharam o ano com retração de 0,9%, este é o pior desempenho. 

Este crescimento é o menor entre os nove estados que já divulgaram a arrecadação relativa aos cinco primeiros meses do ano. O Rio Grande do Norte, com o segundo menor índice, melhorou seu faturamento em 6,1%. Roraima, que está na outra ponta deste ranking, teve crescimento de 25,1% no ano.

De janeiro a maio do ano passado entraram R$ 8,19 bilhões nos cofres estaduais. Agora, em igual período, o volume subiu para R$ 8,48 bilhões, uma alta da ordem de R$ 290 milhões. Mas, como o IPCA dos últimos 12 meses foi 0,4 ponto percentual maior que o aumento da arrecadação, isso significa que, na realidade, a receita estadual encolheu R$ 33,7 milhões. 

Se for levada em consideração somente a arrecadação relativa a maio, a alta foi de apenas 2,59%, passando de R$ 1,50 bilhão para R$ 1,54 bilhão. E este foi o terceiro mês consecutivo com desempenho preocupante. Em março, por exemplo, ocorreu queda de 5,75% ante igual mês do ano anterior. 

A explicação para o mau desempenho está no próprio boletim do Confaz. O chamado ICMS primário, que incide sobre o setor agropecuário, despencou 20,1%. Nos primeiros cinco meses do ano passado este setor garantiu faturamento de R$ 711,98 milhões, ante R$ 568,39 milhões. 

Os impostos sobre produtos como soja, milho e os bovinos, por exemplo, equivalia a 10,78% do bolo do ICMS. Neste ano, esta participação sobre o total do ICMS recuou para 8,3%. 

Por causa da falta de chuvas, problema que se arrasta desde outubro do ano passado, o Estado colheu 2,7 milhões de toneladas de soja a menos que na safra anterior, o que provocou desaceleração generalizada na economia. No ciclo anterior, Mato Grosso do Sul fechou com 15 milhões de toneladas, ante 12,35 milhões de toneladas nesta safra.

Além disso, o preço da saca, que nos últimos meses se recuperou e agora está na casa dos R$ 125,00, chegou a ficar abaixo de R$ 100,00 nos primeiros meses do ano. 

Outros impostos

Se for levada em consideração receita com o IPVA sobre os 880,4 mil veículos, a segunda maior fonte de receitas da administração estadual, o desempenho é melhor, com crescimento de 5,39%. O imposto sobre os veículos passou de R$ 832,49 milhões para R$ 877,36 milhões. 

O imposto sobre heranças e doações de imóveis, ou ITCD, também apresentou desempenho satisfatório, com alta de 10% ante o ano anterior, saltando de R$ 191,89 milhões para R$ 215,57 milhões.

Porém, o resultado ainda está longe daquilo que a Secretaria de Estado de Fazenda espera. Em meaos de março a Sefaz passou a adotar o banco de dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para calcular o valor do imposto, que hoje é cobrado com base nas declarações do próprio contribuinte. 

Ao longo de todo o ano passado, o ITCD ou ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) rendeu R$ 429,2 milhões aos cofres estaduais. Agora, em cinco meses, já rendeu 50% daquilo. 

Gás boliviano

Outro fato que ajuda a explicar o fraco desempenho dos cofres estaduais é a queda na importação de gás boliviano. Dados da Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) mostram que a importação de gás boliviano caiu de 844,4 toneladas para 381 toneladas, no primeiro bimestre do ano, o que representa recuo de 54,8%. 

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, “não aumentamos o volume de gás natural importado em função da disponibilidade de oferta pelo lado boliviano", conforme nota publicada pela assessoria do Governo do Estado à época.

Em faturamento, a redução foi um pouco menor, de 53,8%. No primeiro bimestre do ano passado o governo estadual arrecadou ICMS sobre US$ 264,58 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão). Em igual período de 2024, a importação caiu para apenas US$ 122,14 milhões (em torno de R$ 600 milhões). 

 

CAMPO GRANDE

Governo auxilia prefeitura em estragos causados pelo temporal

Defesa Civil Estadual e Municipal vão atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos e desobstrução de vias

11/09/2026 09h30

Galhos de árvore sendo removidos após temporal

Galhos de árvore sendo removidos após temporal Foto: Leonardo Ribeiro

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Governo de Mato Grosso do Sul acompanhou os estragos causados pelo temporal desta quinta-feira (10) e se colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Campo Grande para atender chamados e ajudar a restabelecer os serviços.

A Defesa Civil Estadual vai auxiliar a Prefeitura de Campo Grande para que ambos possam atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos, desobstrução de vias, remoção de galhos e estruturas que ofereçam risco.

O objetivo é garantir a segurança da população, restabelecer os serviços afetados, avaliar os danos causados pelas chuvas e ventos e minimizar os impactos causados à população.

A integração entre os órgãos públicos agiliza o atendimento nas áreas mais afetadas e dá uma resposta mais rápida à população.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas por conta da quedas de árvore
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
  • Semáforos desligados em diversas avenidas

Não houve vítimas fatais.

Galhos de árvore sendo removidos após temporalMapa do Inmet mostra que Mato Grosso do Sul está na rota dos temporais nesta sexta-feira (11). Foto: Inmet

O Inmet divulgou alerta amarelo, laranja e vermelho de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h) e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta vermelho – grande perigo: Chuva entre 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Galhos de árvore sendo removidos após temporalÁrvore imensa caída no meio da rua. Foto: divulgação
 
Galhos de árvore sendo removidos após temporalArmazém cultural fica destelhado após temporal. Foto: divulgação
Galhos de árvore sendo removidos após temporalPlaca de supermercado caiu na avenida Ernesto Geisel. Foto: divulgação

 

MARACAJU

Suspeito de matar jovem em parque ecológico morre em confronto com a PM

O suspeito matou Miguel Ferreira Rodrigues na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico do município, horas após o jovem ser solto da prisão

11/09/2026 09h15

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira Foto: Divulgação/Policia Militar

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Um homem identificado como Luiz Gerônimo morreu durante uma ação de policiais militares da Força Tática, por volta das 17h30 de ontem (10), no município de Maracaju, que fica cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O homem era suspeito de envolvimento na morte de Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, ocorrida no dia 28 de agosto, no Parque Ecológico de Maracaju. 

O confronto entre o suspeito e os policiais militares aconteceu em uma residência no bairro Árvores do Cerrado. De acordo com as informações de um site da região, Luiz Gerônimo tinha ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Até o momento, porém, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Após a ocorrência, Luiz Gerônimo foi levado até o hospital, mas, ao dar entrada na unidade, já não apresentava sinais vitais. A dinâmica exata da ação ainda não foi divulgada oficialmente, e não há confirmação sobre as circunstâncias que levaram à morte.

Morto no parque

Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, conhecido como “Menor”, foi assassinado a tiros na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico, localizado na Vila Juquita, em Maracaju. O rapaz tinha sido preso no dia anterior por tráfico de drogas e morreu horas após ser solto.

“Menor” estava no Parque Ecológico acompanhado da família, quando três homens chegaram em um carro e invadiram o local. Um dos criminosos sacou uma arma e efetuou disparos na direção de Miguel.

A vítima tentou correr, mas foi surpreendida por outro atirador e acabou sendo baleado na região do tórax. O rapaz caiu no leito de um córrego, na sequência um dos suspeitos foi até o local e matou Miguel, realizando disparos à queima-roupa.

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