Cidades

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Em MS, mulheres dedicam quase o dobro de tempo que os homens aos cuidados e afazeres domésticos

Maior dedicação às atividades domésticas acaba por afastar as mulheres do mercado de trabalho

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Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que as mulheres sul-mato-grossenses dedicam 19,2 horas semanais aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, quase o dobro do tempo dedicado pelos homens, de aproximadamente 10,8 horas.

Segundo o IBGE, o indicador número médio de horas semanais dedicadas aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos está presente de forma similar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, e é de extrema importância para dar visibilidade ao trabalho não remunerado, realizado, principalmente, pelas mulheres. 

O recorte por cor ou raça indica, por sua vez, que as mulheres pretas ou pardas de MS estavam mais envolvidas com o trabalho doméstico não remunerado que as mulheres brancas (0,9 hora a mais), enquanto para os homens a diferença foi de 0,7 hora a mais para homens pretos ou pardos.

Historicamente, esse padrão se inverteu no estado, já que em 2016 as mulheres brancas tinham a média de horas maior que de mulheres pretas ou pardas (0,7 horas a mais).

Cuidados e afazeres domésticos afastam a mulher do mercado de trabalho

A maior dedicação às atividades de cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos acaba por restringir uma participação mais ampla das mulheres no mercado de trabalho.

Segundo a pesquisa, entre as mulheres sul-mato-grossenses de 15 a 24 anos, 21,6% não estavam ocupadas, ou seja, não estudavam e não estavam em treinamento, enquanto entre os homens na mesma faixa etária esse percentual foi de 10,5%.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, do IBGE, o nível de ocupação das mulheres adultas (25 a 54 anos) é também diretamente afetado pela atividade de cuidados de crianças nos domicílios.

No estado, em 2022, o indicador para mulheres em arranjos domiciliares com crianças de até 6 anos de idade (62,9%) era 9,5 p.p. menor do que para mulheres que residiam em domicílios sem crianças (72,4%).

Para os homens, estes números eram de 87,5% e 96,1% respectivamente, mostrando a diferença significativa de impacto conforme o gênero. Ressalta-se que, no Brasil, somente pouco mais de 1/3 das crianças de 0 a 3 anos de idade frequentavam creche em 2022.

Por fim, em termos de taxas de desocupação, as mulheres apresentam, historicamente, taxas mais elevadas que homens. Em 2022, 6,5% das mulheres (7,3% das pretas ou pardas e 5,8% das brancas) e 3,7% dos homens (3,4% dos pretos ou pardos e 4,0% dos brancos) estavam desocupados.

 

O estudo Estatísticas do Gênero 2022 foi divugado nesta sexta-feira, dia 8 de março, data que celebra o Dia Internacional da Mulher. A publicação tem como intuito trazer informações que permitem uma análise interseccional das desigualdades relacionadas aos temas empoderamento econômico, educação, saúde e serviços relacionados, vida pública e tomada de decisão e direitos humanos das mulheres e das meninas.

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POSSÍVEL FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facadas dentro de casa em MS

Vítima foi encontrada pelo marido na madrugada deste domingo (22), no bairro Senhor Divino

22/02/2026 09h30

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa Divulgação/ Pedro Depetriz

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Uma idosa, identificada até o momento apenas como Nilda, foi assassinada na madrugada deste domingo (22) dentro da própria residência, localizada na Rua Walmor Rocha Soares, no bairro Senhor Divino, em Coxim - município localizado a 253km de distância de Campo Grande. A vítima apresentava ferimento provocado por arma branca e morreu ainda no local.

Conforme informações divulgadas pelo portal Coxim Agora, o corpo foi encontrado pelo marido da idosa. Ao se deparar com a cena, ele procurou auxílio de um mototaxista que estava nas proximidades. O profissional acionou a Polícia Militar, que se deslocou até o endereço e isolou a área para os trabalhos da perícia.

Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica também estiveram no imóvel para coletar vestígios e iniciar os procedimentos investigativos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico para confirmar a causa da morte e estimar o horário do óbito.

De acordo com a perícia, a vítima tinha uma única perfuração na região do abdômen. O ferimento teria sido suficiente para provocar a morte imediata. Não foram identificados, a princípio, outros sinais aparentes de agressão.

Durante os trabalhos no local, não foram localizados documentos pessoais que confirmassem oficialmente a identidade da mulher. O nome “Nilda” foi informado por vizinhos e conhecidos da família. Segundo relatos de moradores da região, discussões no imóvel seriam frequentes. A casa, ainda conforme apurado, é alugada.

Agora, a Polícia Civil deve ouvir o marido, vizinhos e possíveis testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime e verificar se há histórico de ocorrências envolvendo o endereço.

O caso poderá ser enquadrado como feminicídio, a depender da confirmação das circunstâncias e da motivação, especialmente se ficar caracterizado contexto de violência doméstica ou familiar. A tipificação será definida ao longo do inquérito policial.

Dados recentes de monitoramento da violência apontavam que Mato Grosso do Sul havia registrado dois feminicídios até fevereiro e acumulava 29 dias sem novos casos. Caso a morte seja oficialmente confirmada como feminicídio, o intervalo sem registros será interrompido.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime. A investigação segue em andamento.

Cronologia

Em 2025 Mato Grosso do Sul registrou um total de 39 feminicídios ao longo do ano, quatro casos a mais que o registrado em 2024, que contabilizou 35 feminicídios. O primeiro caso do ano passado havia sido registrado apenas em fevereiro, tendo janeiro sido o único mês sem mortes do tipo registradas.

Já neste ano, até o dia 22 de fevereiro, com este novo caso, são três, sendo eles: 

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

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MATO GROSSO DO SUL

Ex-jogador do 7 de Setembro morre em colisão na BR-163

Acidente ocorreu na noite de sábado (21); motorista de caminhão não ficou ferido

22/02/2026 09h00

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó Osvaldo Duarte/ Dourados News

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Um motociclista de 40 anos morreu na noite deste sábado (21) após se envolver em um acidente no km 287 da BR-163, no trecho que liga os municípios de Dourados e Douradina, no sul do Estado. Michel Dario Landgraf seguia pela rodovia por volta das 20h30, no sentido Dourados–Douradina, quando houve a colisão com um caminhão de carga.

De acordo com o portal Dourados News, as circunstâncias do acidente ainda são apuradas, mas, conforme informações registradas em boletim de ocorrência, a motocicleta teria invadido a pista contrária e atingido a roda lateral traseira de um caminhão modelo Volvo 460.

O motorista do veículo de carga, que seguia viagem com destino ao Paraná após realizar o transporte de soja, não ficou ferido. Ele relatou às autoridades que tentou desviar para evitar o impacto, mas não conseguiu impedir a batida.

Equipes de resgate da concessionária responsável pela administração da rodovia foram acionadas e prestaram atendimento no local. No entanto, Michel já estava sem sinais vitais quando o socorro chegou.

A Polícia Rodoviária Federal isolou a área para os procedimentos de perícia, e o caso foi registrado como sinistro de trânsito na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados.

Michel era ex-jogador do Clube 7 de Setembro e morava atualmente em Douradina, onde residia com a avó. Segundo apurado, ele retornava de uma confraternização realizada em Dourados no momento do acidente.

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