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LAMA ASFÁLTICA

Em nova sentença, juiz condena Giroto a 7 anos e seis meses de prisão

Lavagem de Dinheiro: ex-secretário perdeu fazenda no Pantanal e terá de devolver R$ 4,3 milhões
18/03/2020 18:21 - Eduardo Miranda


 

O juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande impôs ao ex-deputado federal, ex-secretário de Obras do Estado, e engenheiro civil Edson Giroto, sua segunda condenação criminal na Operação Lama Asfáltica. Desta vez, Giroto foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro. Com esta sentença, o secretário agora têm pouco mais de 17 anos de prisão para cumprir.  

A sentença também impõe a pena de 9 anos, 10 meses e 3 dias a Wilson Roberto Mariano, o Beto Mariano, também por lavagem de dinheiro. A pena de Beto Mariano é a maior desta fase da operação, em que também foram condenados a filha de Beto, a médica Mariane Mariano de Oliveira (8 anos, 5 meses e 7 dias de prisão) e João Afif Jorge (7 anos e 6 meses de prisão).

O magistrado ainda determinou a perda de uma fazenda, localizada em Corumbá, em favor da União. A Fazenda Maravilha estava registrada em nome de Giroto, Afif, Beto Mariano e Mariane Mariano. 

 

INDENIZAÇÃO

Bruno Cezar da Cunha Teixeira ainda fixou aos condenados o pagamento de indenização de R$ 4,3 milhões para reparação de danos ao erário, e manteve o bloqueio judicial de dois imóveis no residencial Damha, e dois apartamentos no Edifício Manoel de Barros, além de uma fazenda de Beto Mariano e de US$ 10 mil apreendidos com ele, para garantir que a indenização seja paga.

Dentre os condenados, somente Giroto está preso. Na semana passada ele sofreu nova derrota no Supremo Tribunal Federal, ao ter um habeas corpus negado por 4 a 1. Os integrantes da família Mariano e Afif, vão poder recorrer da pena em liberdade.

A Operação Lama Asfáltica foi desencadeada em julho de 2015. Em todas suas fases, a investigação da Polícia Federal desmontou um esquema bilionário de desvio de recursos públicos dos cofres do estado e da União, por meio contratação fraudulentas de obras públicas, compra de livros e de serviços de informática. No bojo da operação, o ex-governador André Puccinelli (MDB) chegou a ser preso. Atualmente, ele responde às acusações em liberdade.

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.