Cidades

CAMPO GRANDE

Trabalhadores engrossam paralisação na Santa Casa

Se no primeiro dia manifestação envolveu 1.200 funcionários celetistas, agora, ato é engrossado e pelo menos dois mil  trabalhadores aderiram às reivindicações pelo décimo terceiro salário

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Se durante o primeiro dia de impacto nas atividades na Santa Casa os atendimentos/serviços foram 30% paralisados, agora, segundo confirmado pela unidade na manhã desta terça-feira (23), o efetivo que aderiu à paralisação em busca do 13° salário subiu para pelo menos metade. 

A presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, e o responsável pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (SIEMS), Lázaro Santana, reuniram a imprensa para tratar das manifestações de trabalhadores que se acumulavam em protesto na frente da unidade, na manhã de ontem (22).

Conforme repassado por Alir - e como bem abordado pelo Correio do Estado -, a paralisação inicialmente chegou a afetar 30% dos atendimentos/serviços, ou seja, com cerca de 70% do andamento da Santa Casa funcionando por tempo indeterminado ou até o pagamento integral do décimo terceiro.

Consultada, na manhã de hoje (23) a unidade Santa Casa de Campo Grande detalhou que: "a paralisação de trabalhadores continua".

"Com efetivo de 50% na paralisação e 50% trabalhando nos setores", complementa a Santa Casa de Campo Grande em retorno. 

Em outras palavras, se no primeiro dia a manifestação envolveu 1.200 funcionários celetistas, agora, a paralisação é engrossada e pelo menos dois mil  trabalhadores da Santa Casa (dos quatro mil totais) aderiram às reivindicações pelo décimo terceiro salário. 

Sem acordo

    Enquanto a Santa Casa de Campo Grande aponta que, até o momento, não há nenhuma novidade em relação ao pagamento do décimo terceiro, que afeta todos os funcionários celetistas da unidade, a paralisação acaba impactando na vida não somente dos trabalhadores mas também de pacientes e visitantes. 

Ainda ontem no fim da tarde, através das redes sociais, a Santa Casa de Campo Grande emitiu comunicado anunciando ajustes temporários nas rotinas de vista aos pacientes, diante da paralisação. 

Essas visitas estão autorizadas tanto para pacientes internados na Unidades de Terapia Intensiva (UTI) quanto nas enfermarias. 

Esses ajustes na rotina seguem as seguintes diretrizes: 

  • - Apenas um familiar será liberado e permitido vistar o paciente;
  • - Cada paciente tem direito a uma visita por dia, feita pelas manhãs, às 11h. 
  • - Acesso das visitas deve ser feito exclusivamente pela porta de vidro do térreo.  

Há o detalhe de que, para os pacientes da área de trauma, onde ficam os acidentados, os visitantes devem dirigir-se pela entrada específica do setor. 

É o caso de Vitória Lorrayne, que está com o irmão acidentado na Santa Casa, que deu entrada na unidade desde o domingo e seria submetido a cirurgia durante o primeiro dia de paralisação, e sequer conseguiu contatar o parente que foi vítima de acidente de moto. 

"Não facilitaram em nada. Até disse que minha mãe sairia de viagem e precisava de notícias, está preocupada, mas falaram ontem (22) infelizmente que eu não poderia entrar", comenta ela. 

Como se não bastasse, até mesmo as informações sobre quando teria novamente contato com o irmão foram desencontradas, já que num primeiro momento mandaram a jovem voltar à Santa Casa por volta de 16h, quando novamente foi impedida de fazer a visita. 

"Voltei lá e disseram que haviam suspendido as visitas da tarde e da noite. Que seria apenas hoje às 11h, e não facilitaram em nada, sendo que gastei 70 reais ao todo entre idas e vindas", conclui. 

Os serviços afetados são atendimentos (consultas eletivas, cirurgias eletivas, enfermaria, pronto socorro, UTI, etc), limpeza (higienização de centros cirúrgicos, consultórios, banheiros, corredores, etc) , lavanderia (acúmulo de roupas utilizadas em cirurgias ou exames) e cozinha (copa).
**(Colaborou Naiara Camargo)

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Infraestrutura

Após alagamentos e estragos, Campo Grande vai discutir prevenção só no fim do mês

Seminário da Agems e da Energisa está marcado para 27 de novembro; temporal de outubro acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas

02/11/2026 15h30

Previsão indica chuva durante toda a semana

Previsão indica chuva durante toda a semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Campo Grande já enfrentou alagamentos, queda de árvores, danos à rede elétrica e vias interditadas durante os temporais da primavera. Agora, a integração entre infraestrutura urbana, arborização e segurança das redes estará no centro de um seminário marcado para 27 de novembro, no Bioparque Pantanal. O encontro, promovido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), em parceria com a Energisa, ocorre depois de uma sequência de episódios que expôs a vulnerabilidade da Capital diante das chuvas intensas.

Em 15 de outubro, Campo Grande acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas, segundo dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). O volume provocou alagamentos e outros transtornos, enquanto a Defesa Civil recebeu quase 30 chamados relacionados a pontos de inundação. A Prefeitura mobilizou equipes para desobstruir vias, limpar bocas de lobo e atender ocorrências.

O episódio se somou aos estragos registrados em setembro, quando uma tempestade acompanhada de vendaval derrubou árvores, destelhou imóveis e danificou a rede elétrica. O município decretou situação de emergência em razão dos danos. 

Os registros reforçam uma questão que vai além do atendimento emergencial: como preparar a infraestrutura urbana para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos? A retirada de árvores caídas e a limpeza das ruas são necessárias depois dos temporais, mas a redução dos riscos também depende de planejamento, manutenção preventiva e definição das responsabilidades entre Prefeitura, concessionárias e órgãos reguladores.

O seminário anunciado pela Agems pretende discutir o compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações, a ocupação irregular da infraestrutura, o manejo da arborização e a adaptação das cidades aos eventos climáticos. A programação prevê dois painéis, com participação de representantes de agências reguladoras, Ministério Público, municípios, Governo do Estado e concessionárias.

A proposta inclui discutir como evitar que árvores e fiação se tornem fatores adicionais de risco durante tempestades e como melhorar a cooperação entre os responsáveis pelos serviços urbanos. A iniciativa também prevê abordar experiências de manejo e poda preventiva.

 

Planejamento Conjunto

A relação entre árvores, rede elétrica e infraestrutura urbana está entre os temas previstos para o encontro. A poda preventiva e o manejo adequado podem ajudar a reduzir riscos, mas a queda de árvores durante temporais também exige avaliação técnica, manutenção contínua e planejamento urbano.

Em outubro, a Prefeitura informou que equipes atuavam na remoção de árvores e galhos, desobstrução de vias e limpeza de estruturas de drenagem após a chuva intensa. A resposta emergencial é importante para restabelecer a circulação, mas não substitui o acompanhamento permanente de áreas suscetíveis a alagamentos nem a avaliação das condições da infraestrutura. 

O seminário também deverá discutir a segurança e a organização dos postes compartilhados por empresas de energia e telecomunicações. Nesse caso, a ocupação irregular e a falta de ordenamento da fiação representam desafios para a gestão urbana, especialmente quando a manutenção precisa ser realizada em áreas com grande concentração de cabos.

Marcado para 27 de novembro, o encontro poderá reunir diferentes setores para discutir soluções. Para a população, entretanto, o resultado mais importante será a transformação das propostas em ações verificáveis, com responsabilidades definidas e acompanhamento dos avanços.

 

Rastro de Destruição

Vendaval de 10 minutos causa estragos e faz cidade de MS decretar emergência

Tempestade destelhou casas, derrubou árvores, interrompeu serviços essenciais e bloqueou acesso a cemitério em pleno Dia de Finados

02/11/2026 15h21

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.  Foto: Reprodução Cenário MS.

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Uma forte tempestade que durou aproximadamente dez minutos provocou destruição e levou a Prefeitura de Santa Rita do Pardo, no leste de Mato Grosso do Sul, a decretar situação de emergência nesta segunda-feira (2).

O vendaval atingiu as áreas urbana e rural do município na madrugada de hoje, por volta das 4h, causando destelhamento de casas, queda de árvores, danos à rede elétrica e interrupção dos serviços de energia e telefonia. Apesar da curta duração, a tempestade deixou um rastro de prejuízos.

Conforme o Decreto Municipal nº 154/2026, publicado nesta segunda-feira, residências foram destelhadas, estruturas públicas ficaram danificadas e árvores de grande porte caíram sobre vias da cidade.

Um dos pontos mais afetados foi o acesso ao Cemitério Municipal, onde cerca de oito eucaliptos foram derrubados pela força dos ventos, bloqueando a passagem justamente no feriado de Finados, data em que familiares tradicionalmente visitam os túmulos de entes queridos.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Árvore arrancada pela força dos ventos evidencia os estragos provocados pela tempestade. Foto: Reprodução Cenário MS.

A tempestade também destruiu a estrutura de um abrigo de ponto de ônibus e provocou o rompimento e a queda de fiação elétrica na Avenida Júlio César Paulino Maia e na Rua Laurentino.

Os danos comprometeram o fornecimento de energia elétrica e os serviços de telefonia no município. Havia previsão de chuvas intensas, descargas elétricas e instabilidades capazes de provocar ventos de até 80 km/h na região.

Após a passagem do temporal, 475 unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em Santa Rita do Pardo, o equivalente a 14,31% das 3.319 unidades existentes no município.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Vidros quebrados e pedaços de alvenaria ficaram espalhados em frente a estabelecimento comercial após o vendaval em Santa Rita do Pardo. Foto: Reprodução Cenário MS.

Na zona rural, o vendaval também provocou estragos em propriedades, destruindo varandas, abrigos de animais e outras estruturas. Segundo a administração municipal, a tempestade causou prejuízos financeiros e danos a instalações e equipamentos públicos.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Telhas e materiais de construção ficaram espalhados após a passagem do vendaval. Foto: Reprodução Cenário MS.

Prefeitura decreta emergência por 180 dias

Diante dos estragos, o prefeito Lúcio Roberto Calixto Costa (PSDB) assinou o Decreto nº 154/2026, que reconhece oficialmente a situação de emergência nas áreas urbanas e rurais comprovadamente atingidas pela tempestade.

A medida tem validade de 180 dias e permite a mobilização de todos os órgãos municipais para atuar nas ações de resposta ao desastre, sob coordenação da Defesa Civil.

 

Entre as prioridades estabelecidas estão a retirada de árvores e entulhos, a liberação das vias públicas, o atendimento às famílias afetadas e o restabelecimento dos serviços essenciais interrompidos durante o temporal.

O documento classifica o fenômeno como tempestade local convectiva do tipo vendaval, enquadrada como desastre de nível I, considerado de pequena intensidade pela legislação federal.

Essa classificação significa que, apesar dos danos registrados, o município considera possível restabelecer a normalidade com recursos mobilizados em âmbito local, mediante a adoção de medidas administrativas excepcionais.

Decreto permite contratações emergenciais

Com o reconhecimento da emergência, a Prefeitura também fica autorizada a realizar contratações sem licitação para aquisição de materiais, prestação de serviços e execução de obras diretamente relacionadas à recuperação dos danos provocados pelo vendaval, respeitadas as condições previstas na legislação.

O decreto estabelece que essas contratações deverão ser devidamente justificadas e que as obras e os serviços contratados com fundamento na emergência deverão ser concluídos no prazo máximo de um ano, contado a partir da ocorrência do desastre.

A administração municipal também poderá abrir créditos extraordinários para custear despesas urgentes e imprevisíveis decorrentes da tempestade, além de convocar voluntários e promover campanhas de arrecadação para auxiliar a população afetada.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil deverá registrar oficialmente o desastre no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), plataforma utilizada pelo Governo Federal para acompanhar ocorrências dessa natureza.

Até a publicação do decreto, não foram informados o número de famílias atingidas, a quantidade total de imóveis danificados nem uma estimativa financeira dos prejuízos causados pelo vendaval.

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