Cidades

pacote do bndes

Empreiteira obtém acréscimo de R$ 12,6 milhões em contrato assinado há pouco

Valor inicial pelo recapeamento de 30,8 km da MS-276, definido há menos de um ano, era de R$ 82,99 milhões. Agora, já está em R$ 95,65 milhões

Continue lendo...

Menos de um ano depois de dar início às obras de recapeamento de um trecho de 30,8 quilômetros da MS-276, na região sul do Estado, o Governdo do Estado concedeu o segundo reajuste e garantiu acréscimo de R$ 12,65 milhões à empreiteira paulista Engenharia e Comércio Bandeirantes. 

Em abril do ano passado, quando foi concluída a licitação para recuperação do trecho nos municípios de Dourados, Fátima do Sul e Deodápolis, a empreiteira se ofereceu a fazer o recapeamento por R$ 82.999.999,99. 

Nesta terça-feira, em um segundo reajuste, o Governo do Estado elevou o valor do contrato dos atuais R$ 87.352.553,8 para R$ 95.654.009,59, o que representa acréscimo de 15,2% em um período em que o Índice Nacional de Custo da Construção subiu em torno de 5,6%. 

O contrato reajustado nesta terça-feira é relativo somente  ao lote dois da rodovia. A primeira parte, de 29,7 quilômetros, entre a BR-163 e a ponte sobre o Rio Dourados, em Fátima do Sul, está sob os cuidados da Engepar, que assinou contrato inicial de R$ 63,9 milhões. 

Os quase R$ 160 milhões que estão sendo destinados à recuperação dos R$ 60 quilômetros da MS-276 são procedentes do empréstimo de R$ 2,3 bilhões que o Governo do Estado obteve em setembro de 2024 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em média, o custo por quilômetro é de R$ 2,66 milhões, sem contabilizar prováveis reajustes futuros. 

As obras incluem recapeamento asfáltico, reforço na sinalização e aumento da capacidade de tráfego, sendo implantada uma terceira faixa em um trecho de 4 quilômetros entre Lagoa Bonita e Deodápolis.

Além da MS-276, os recursos do BNDES também estão sendo destinados para recuperar cerca de 85 quilômetros da MS-295, entre as cidadades de Eldorado e Tacuru, no extremo sul do Estado. Neste caso, os investimentos iniciais foram projetados em R$ 155 milhões, o que equivale a cerca de R$ 1,8 milhão por quilômetro. 

Na região central do Estado, o BNDES também está financiado o recapeamento de 111 quilômetros da MS-436, entre Camapuã e Figueirão. A rodovia tem apenas 12 anos de uso e está praticamente sendo refeita, com investimentos iniciais de R$ 233 milhões. 

Travamento

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

Controladoria-Geral da União identificou pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos

17/03/2026 19h00

Foto: Divulgação / INSS

Continue Lendo...

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.

A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada.

Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

O banco só poderá voltar a fazer novos empréstimos consignados quando restituir os valores cobrados indevidamente.

Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados.

Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

O banco chegou a ser condenado judicialmente a indenizar aposentados que afirmaram ter sofrido descontos sem terem contratado empréstimos consignados. Também já firmou acordo com o Ministério Público Federal para cessar fraudes nesses contratos.

Assine o Correio do Estado

Alerta

Surto de chikungunya suspende aulas em 4 escolas de aldeias em Dourados

Ao menos 20 funcionários estão debilitados por arbovirose que vitimou quatro pessoas em três semanas

17/03/2026 18h45

Foto: Cacique Vilmar Machado/ Arquivo Pessoal

Continue Lendo...

O surto de chikungunya paralisou as aulas em quatro escolas nas aldeias indígenas Bororó e Jaguapiru, em Dourados, interior do Estado. Em menos de três semanas, quatro pessoas foram vítimas da arbovirose transmitida pelo Aedes Aegypt, mosquito também transmissor da dengue. 

Em entrevista ao Correio do Estado, o cacique Vilmar Machado assegurou que a paralisação programada inicialmente para esta quarta-feira (18) ocorrerá na Escola Municipal Francisco Meireles, Escola Municipal Indígena Ramão Martins, Escola Municipal Indígena Tengatiu Magangatu e Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, uma vez que ao menos 20 funcionários estão com chikungunya. 

"Não temos condição de trabalhar, de manter a escola em funcionamento. Primeiro pela segurança dos alunos, e segundo porque temos professores, merendeiras, todos doentes", destacou o cacique. 

A paralisação das aulas tem objetivo de chamar atenção da prefeitura de Dourados, uma vez que as aldeias possuem subnotificação de casos, disse. 

"Precisamos chamar atenção da prefeitura para algo maior, temos muitas pessoas que estão doentes e que sequer conseguem ir ao hospital, o número divulgado é muito menor do que o real". 

Questionado sobre a situação sanitária dentro das aldeias, disse que o agravamento da situação também ocorre em simultâneo com o rompimento do Distrito Sanitário Indígena (Dsei) com a empresa de veículos Cunha, responsável por alugar veículos que auxiliavam no atendimento de saúde indígena local. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o rompimento com a empresa ocorreu após diversos descumprimentos contratuais. 

Vilmar Machado destacou que o surto sanitário decorre da falta de qualidade na água das aldeias, uma vez que as caixas d'água ficam expostas. "Cerca de 90% dos casos são por conta da água. As caixas ficam no chão e concentram a maioria dos focos de mosquitos, com isso os moradores ficam em um dilema entre beber água, ou correr risco de tomar e ficar doente", disse.

Números 

De acordo com o levantamento mais recente, são 407 casos notificados somente entre indígenas, sendo 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados. 

A primeira vítima foi uma mulher de 69 anos, morte ocorrida no último dia 26, além de um homem de 73 anos, um bebê de 3 meses e uma mulher de 60 anos, morte confirmada no último dia 12. 

Na área urbana de Dourados, os números também cresceram em 2026. São 912 notificações, das quais 379 foram confirmadas, 383 ainda aguardam resultado e 150 foram descartadas. Até o momento, não há registro de mortes fora das reservas indígenas. 

Impacto 

Apesar da população significativamente menor (cerca de 20 mil pessoas nas aldeias) e aproximadamente 264 mil na área urbana, a incidência proporcional de casos é mais elevada entre a população indígena. Os dados atuais já superam todo o registrado em 2025, quando o município contabilizou 184 casos confirmados e apenas uma morte.

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados mobilizou uma força-tarefa com equipes da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Itaporã, que disponibilizou dois carros para auxiliar os aldeados .

O mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó já vistoriou 4.319 imóveis, realizou tratamento em 2.173 locais e identificou 1.004 focos do mosquito, sendo 90% em caixas d’água, lixo e pneus.

As ações incluem ainda borrifação em imóveis, uso de equipamentos de inseticida e atuação de 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.

Paralelamente, há uma articulação com o Ministério da Saúde, o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Força Nacional do SUS e o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados para enfrentar o avanço das arboviroses.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, afirmou que, apesar do reforço das equipes, o controle da doença depende da colaboração da população. Segundo ele, é fundamental eliminar recipientes com água parada, principal ambiente de proliferação do mosquito transmissor.

Transmissão 

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em casos graves, pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite e meningite, além de deixar sequelas com dores persistentes.

Histórico

Histórico recente da doença no Estado mostra oscilações ao longo dos anos. Após ausência de mortes em 2016 e 2017, foram constatadas três mortes por Chikungunya em 2018. Entre 2019 e 2022, não foram registrados casos fatais, ao passo que entre 2023 e 2024, foram contabilizadas três e uma morte, respectivamente. Em 2025, foram confirmadas seis mortes. 

Assine o Correio do Estado

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).