Cidades

QUEDA DE AERONAVE

Empresário de MS morre no hospital dois dias depois de acidente aéreo

Aeronave caiu no Pantanal Mato-Grossense e piloto também morreu

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Empresário sul-mato-grossense Diógenes Toesca de Aquino, 57 anos, morreu ontem no hospital, dois dias depois de sofrer acidente aéreo no Pantanal Mato-Grossense. Aeronave onde a vítima estava caiu pouco depois de decolar, em uma fazenda em Poconé. Piloto Márcio Mola Martins, morador de Ponta Porã, morreu no dia do acidente.

Acidente aconteceu na última quinta-feira (20). Conforme informações divulgadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), empresário e o piloto estavam em aeronave Cirrus SR20 prefixo PR PRF, que saiu da Fazenda Santa Edwiges, em Rondonopólis (MT) e tinha como destino a fazenda Santa Maria, em Barão de Melgaço.

Por motivos que estão sendo investigados, aeronave caiu no momento da decolagem, segundo testemunhas.

Márcio e Diógenes foram socorridos e levados de avião até o Aeroporto Municipal Regional de Rondonópolis. O piloto morreu antes de dar entrada na unidade hospitalar.

Aquino estava internado no Hospital Regional de Rondonópolis desde o dia do acidente. Ele teve politraumatismo, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde, segundo informações divulgadas pela família.

Diógenes era sócio da empresa Ciarama, de Ponta Porã, e seria o empresário do avião. Corpo foi trasladado para Ponta Porã, onde velório começou às 11h.

INVESTIGAÇÃO

Equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-6) chegou em Mato Grosso na sexta-feira (21) para iniciar as investigações sobre a queda do monomotor. 

Conforme informações divulgadas pelo Cenipa, equipe deve coletar dados e materiais sobre o acidente, além de ouvir testemunhas ao longo dos próximos dias. 

 

 

REGIME DE TRABALHO

Alcolumbre marca votação do fim da escala 6x1 para a próxima semana

Texto está na pauta das sessões de terça-feira e quarta-feira do Senado; base de Lula quer votar dois turnos no mesmo dia

10/10/2026 08h10

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pautou a PEC do fim da escala 6x1

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pautou a PEC do fim da escala 6x1 Arquivo

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6x1 passará na próxima semana pelas duas últimas sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. O texto está na pauta das sessões de terça-feira e quarta-feira do plenário do Senado.

O regimento do Senado prevê que alterações constitucionais sejam discutidas em cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem cabe decidir o que entra ou não na pauta, disse que colocará a PEC em votação na quarta-feira.

Em nota, ele disse que cumpre o compromisso de respeitar o rito regimental da proposta. “Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção.”

Nesta sexta-feira, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, divulgou um vídeo com Alcolumbre no qual o presidente do Senado reafirma que colocará o texto para votação na próxima semana.

Apesar do apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, Cleitinho vem defendendo a aprovação do fim da escala 6x1, em que o trabalhador tem apenas uma folga após seis dias de atividade.

Alcolumbre não descartou que a votação da PEC seja concluída antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25. Regimentalmente, antes da votação da PEC em segundo turno são necessárias três sessões de discussão. Deve haver um intervalo de cinco dias úteis antes dessas sessões, o que jogaria a segunda votação para a última semana deste mês.

A interrupção desse calendário é possível pela chamada quebra de interstício. Se um pedido do tipo for apresentado, o presidente do Senado disse que o coloca em votação.

A base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado começou a recolher assinaturas nos últimos dias para tentar garantir a votação dos dois turnos no mesmo dia.

A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), não quis antecipar quantos líderes partidários já tinham concordado com a aceleração do calendário de votação, mas disse estar convicta de que conseguirá o mínimo necessário.

O governo precisa de assinaturas de 54 senadores ou de líderes que representem esse número de parlamentares em suas bancadas.

A redução da jornada semanal máxima, das atuais 44 horas para 40 horas, é uma bandeira do governo Lula e vem sendo tratada como um ativo eleitoral para o presidente, que terminou o primeiro turno das eleições deste ano atrás do senador Flávio Bolsonaro.

O PL ainda não divulgou publicamente se fechará alguma posição em relação à proposta, mas senadores do partido já indicaram que a oposição não deverá obstruir nem esvaziar as sessões.

As sessões de discussão da PEC precisavam de um quórum baixo, de apenas cinco senadores, mas chegaram a passar de 50. Até agora, Flávio Bolsonaro não esteve em nenhuma delas. Os senadores de seu partido também não discutiram a proposta no plenário.

A PEC do Fim da Escala 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

O texto foi aprovado na Câmara em maio, e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em setembro.

VER PARA CRER

Governo espera que revendas reduzam preço da gasolina em 26 centavos

Redução no preço será possível depois do anúncio do pacote de isenções anunciado nesta sexta-feira (9) pela equipe econômica do Governo Lula

10/10/2026 07h10

Em Campo Grande, preço médio da gasolina está em R$ 6,28, conforme pesquisa da ANP divulgada neste sábado (10)

Em Campo Grande, preço médio da gasolina está em R$ 6,28, conforme pesquisa da ANP divulgada neste sábado (10)

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Após o anúncio de um pacote bilionário de benefícios fiscais ao setor de combustíveis anunciado nesta sexta-feira (9) o governo federal espera uma redução do preço médio da gasolina no Brasil de até R$ 0,26. Atualmente, o preço médio por litro é de R$ 6,54, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em Campo Grande, segundo este mesmo levantamento, o valor médio é de R$ 6,28.

De acordo com a Petrobras, atualmente os valores são divididos da seguinte forma:
    • R$ 1,68 - Distribuição e revenda (25,6%);
    • R$ 0,98 - Etanol Anidro - (15%);
    • R$ 1,57 - Imposto Estatual (24%);
    • R$ 0,24 - Impostos Federais (3,7%).

O governo havia anunciado no último mês uma isenção de R$ 0,63 centavos por litro. Somados, os valores do novo subsídio à gasolina e os subsídios ao diesel e o etanol representam um custo de R$ 5,2 bilhões pelos próximos trinta dias aos cofres públicos, período em que as medidas estarão vigentes. Só a gasolina representa mais da metade desse valor.

Sozinha, a nova desoneração de R$ 0,26 gera um custo adicional de R$ 700 milhões. 

"No caso da gasolina, a gente precisava renovar o decreto. E novamente, a nossa aposta é que nós podemos, se não chegar nos preços pré-guerra, mas garantir um dispositivo adicional, com desoneração integral, pra que a gente mitigue os efeitos da guerra", disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a coletiva que anunciou a desoneração nesta sexta. 

"E temos o objetivo que haja repasse pra bomba, pro consumidor final. Novamente, isso vai depender de um mercado, que é complexo. Agora, a liberdade de preço não se confunde com a liberdade de abuso de preços. Nós vamos ficar vigilantes."

Para seguir o decreto que determina a competitividade de combustíveis renováveis aos fósseis, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 centavos por litro do etanol. A subvenção dada ao combustível também foi ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 centavos por litro.

Uma subvenção destinada especificamente ao diesel importado também foi anunciada, com o valor de R$ 1,40. Essa nova isenção deve custar um adicional de R$ 1,6 bilhão durante o mesmo prazo das novas medidas anunciadas. 

(Informações da Agência Brasil)
 

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