Cidades

TERENOS

Esquema de corrupção foi "irrigado" por verba da educação

Prefeito comandava o esquema de corrupção em Terenos, a pouco mais de 20 quilômetros de Campo Grande; prefeito da cidade está preso

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O que deveria ser investimento em qualidade de ensino, melhoria da infraestrutura escolar e benefício direto aos alunos de Terenos se transformou em fonte de corrupção, que proporcionou, segundo entendimento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o enriquecimento ilícito do prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB). 

A decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Jairo Roberto de Quadros, indica que três escolas municipais de Terenos – Rosa Idalina Braga Barboza, Isabel de Campos Widal Rodrigues e Jamic – foram alvos centrais de um esquema de corrupção chefiado pelo prefeito tucano. 
Obras superfaturadas, licitações de fachada e contratos milionários garantiram que parte do dinheiro da educação voltasse em forma de propina, paga em espécie, em transferências bancárias e até em planilhas secretas de controle.

Os contratos para reforma das escolas, dos quais houve o desvio, totalizam R$ 4,8 milhões. Há indícios de que o prefeito do PSDB, que está preso, tenha recebido pelo menos R$ 326 mil em propina, paga pelas empreiteiras contratadas para realizar as obras. 

Os valores totais dos contratos investigados passa dos R$ 15 milhões. Neles, há outros contratos fora da área da educação, como obras em calçadas, em que nem sequer licitação no modo concorrência há, tornando os desvios de dinheiro e pagamento de propina mais fáceis para o grupo. 

A investigação também indica que o esquema era planejado desde antes de as licitações ocorrerem. Engenheiros, prefeito, secretários e dono de empreiteira sabiam de todo o esquema, incluindo valores, antes mesmo da licitação, indica a decisão proferida pelo desembargador. 

Os pagamentos de propina para o prefeito foram flagrados em conversas de WhatsApp de servidores do município e pessoas envolvidas em investigações anteriores. 

Em uma das conversas, com Genilton da Silva Moreira, proprietário da empresa de nome fantasia Base Construtora e Logística, Henrique pergunta: “Consegue alguma coisa pra (sic) amanhã cedo ajudar eu?”. Genilton então responde: “Opa, levo amanha... Cedo... Se der hoje te aviso”. 

“Cerca de 1 hora após, Genilton realiza saque em espécie no valor de R$ 6.000,00, o que estaria comprovado mediante análise dos dados bancários do investigado”, diz o juiz em sua decisão. 

Primeira escola

A primeira escola a surgir no esquema foi a Rosa Idalina Braga Barboza, objeto da Tomada de Preços nº 002/2021. A obra, orçada em R$ 1,12 milhão, tinha como objetivo reformar uma das principais unidades escolares do município.

Por trás da aparência legal, havia fraude. Antes mesmo da publicação do edital, o empresário Sandro José Bortoloto, dono da Angico Construtora, elaborou projetos e planilhas em conjunto com o secretário de Obras, Isaac Cardoso Bisneto, e o chefe de gabinete, Tiago Lopes de Oliveira. 

O MPMS indica que a licitação foi apenas um teatro: empresas ligadas ao grupo, como a Bonanza (de Cleberson Chavoni) e a Tecnika (de Rinaldo Cordoba de Oliveira), participaram como figurantes.

Os pagamentos revelam como o dinheiro retornava ao prefeito. Em março de 2022, após a prefeitura liberar 
R$ 82,8 mil, Sandro sacou R$ 30 mil e entregou a Budke. Quatro meses depois, em julho, outro pagamento de R$ 231,5 mil resultou em mais R$ 30 mil de propina. Só a Rosa Idalina rendeu ao prefeito R$ 60 mil em propinas confirmadas.

Segunda escola

A Escola Isabel Widal também foi usada no esquema. Em janeiro de 2022, a prefeitura abriu a Carta Convite nº 001/2022, com valor global de R$ 315,8 mil. O contrato foi vencido pela Base Construtora, de Genilton da Silva Moreira, mas a concorrência era novamente simulada. A Construtora Kurose, de Fernando Seiji Alves Kurose, e a Tercam Construções, formalmente no nome da esposa do policial militar Fábio André Hoffmeister Ramires, entraram apenas para dar aparência de legalidade.

Quando a Base recebeu pagamentos de R$ 215,1 mil e R$ 96,3 mil, Genilton sacou valores menores, entregando propina em espécie ao prefeito. Foram pelo menos R$ 11 mil repassados a Budke e outros R$ 6 mil ao secretário Isaac. Embora a obra fosse de menor porte em relação à Rosa Idalina, a lógica era a mesma: dinheiro da educação desviado por meio de contratos manipulados.

Terceira escola

Escola Jamic: o maior contrato, a maior propina. O caso mais grave envolve a Escola Jamic, alvo da Tomada de Preços nº 006/2022. O contrato inicial era de R$ 2,78 milhões, mas com aditamentos chegou a R$ 3,36 milhões. O objeto era duplo: reforma da escola existente e construção de um novo bloco escolar.

Aqui, a participação do prefeito, segundo decisão do desembargador, foi ainda mais explícita. Conversas de WhatsApp mostram Sandro Bortoloto informando Henrique sobre cada detalhe, desde visitas técnicas com a secretária de Educação até as etapas do processo licitatório. 

O prefeito, em uma das mensagens, chegou a orientar que Sandro “entrasse pelos fundos da prefeitura” para reuniões sobre a Jamic. Em outro momento, Henrique enviou ao empresário a lista completa das empresas que haviam retirado o edital, violando a isonomia do processo e garantindo vantagem à Angico Construtora.

A propina foi volumosa e meticulosamente registrada. Uma planilha, elaborada pelo enteado de Sandro, Kelvin Zarur Moreira de Oliveira, apontou repasses de R$ 255 mil ao prefeito, equivalentes a cerca de 7,5% do valor da obra. Parte desse montante foi entregue por meio de Orlei Figueiredo Lopes, identificado como “testa de ferro” de Budke.

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lei

Mulheres passam a ter prioridade para sentar ao lado de janelas nos ônibus de Campo Grande

Lei foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes e vale para todos os veículos do transporte coletivo da Capital

25/05/2026 18h46

Assentos nas janelas passam a ser prioritários para mulheres em Campo Grande

Assentos nas janelas passam a ser prioritários para mulheres em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Arquivo / Correio do Estado

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou lei que torna prioritários os assentos localizados ao lado das janelas nos veículos do transporte coletivo urbano de Campo Grande para a utilização por mulheres.

A lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município desta segunda-feira (25).

Conforme a publicação, a prioridade dos assentos nas janelas para mulheres tem caráter preferencial, não exclusivo, ou seja, os assentos poderão ser utilizados por outros passageiros na ausência de mulheres no
momento do embarque ou durante o trajeto.

A medida aplica-se a todos os veículos que integram o sistema de transporte coletivo urbano do Município.

Ainda conforme a publicação, a lei será regulamentada pelo Poder Executivo municipal no que couber.

A nova lei já entra em vigor a partir de hoje.

Política pública preventiva

A proposta foi aprovada na Câmara Municipal de Campo Grande no dia 5 de maio.

onforme o autor, vereador Maicon Nogueira (PP), o objetivo é ampliar a segurança, o conforto e a dignidade das passageiras no dia a dia, especialmente em horários de maior fluxo, quando há superlotação nos ônibus.

Na ocasião da aprovação na Câmara, o parlamentar afirmou que se trata de uma política pública preventiva diante de situações recorrentes de constrangimento, assédio e importunação sexual enfrentadas por mulheres no transporte coletivo.

“É uma medida simples, de baixo custo, mas com impacto direto na vida de milhares de mulheres que utilizam o transporte público diariamente. Estamos falando de mais segurança e respeito”, destacou.

O projeto está fundamentado em princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e a promoção do bem de todos, além de dialogar com legislações como a Lei Maria da Penha e a tipificação do crime de importunação sexual.

Além disso, segundo consta na justificativa, se alinha a políticas já consolidadas, como a prioridade de assentos para idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Inusitado?

Legendários em Campo Grande: evento exige kit com vaselina, talco e pomada dos participantes

De acordo com o site oficial, cerca de 1,5 mil homens já participaram do evento imersivo na Capital

25/05/2026 18h31

Foto: Divulgação

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O movimento Legendários realiza entre os dias 28 e 31 de maio, em Campo Grande, uma nova edição da experiência imersiva voltada ao "desenvolvimento humano, espiritualidade e desafios físicos", e para participar, os inscritos precisam cumprir uma extensa lista de exigências, que inclui itens pouco comuns em eventos tradicionais, como vaselina, talco, pomada para assaduras, cobertores térmicos aluminizados, perneiras contra picadas de cobra e até 100 gramas de cal.

Entre os itens obrigatórios para participação estão barraca resistente à chuva, lona plástica de no mínimo 4x4 metros, lanterna de cabeça, bíblia em embalagem impermeável, capa de chuva ou jaqueta impermeável, além de dois cobertores térmicos de emergência aluminizados. Sem esses materiais, segundo a organização, o participante não poderá participar da imersão. De acordo com o site oficial, cerca de 1,5 mil homens já participaram do evento imersivo na Capital. As inscrições chegam a custar R$ 1,8 mil. 

A lista também chama atenção pelas recomendações voltadas ao desgaste físico. Os inscritos devem levar band-aid, repelente, protetor solar, papel higiênico ou lenço umedecido, itens indicados para prevenir ferimentos durante caminhadas prolongadas e exposição ao ambiente externo.

O regulamento determina que cada participante carregue mochila individual de aproximadamente 45 litros, com peso médio total de 14 quilos, barraca, roupas, água e demais equipamentos. Também é exigido o transporte de dois litros de água para a primeira noite.

Na parte de vestuário, o evento proíbe calça jeans e orienta o uso de roupas esportivas, camisetas de manga curta e longa, jaquetas para frio e aproximadamente três pares de meias apropriadas para caminhada. Tênis ou botas de montanha. 

Exames médicos

Participantes com até 40 anos devem apresentar eletrocardiograma com laudo e atestado médico autorizando atividade física. Já pessoas acima de 40 anos precisam entregar teste ergométrico de esforço com laudo, além do atestado médico. O prazo informado para entrega dos documentos é 16 de janeiro de 2026.

O movimento também orienta a suspensão, 15 dias antes do evento, do uso de medicamentos. Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda, Victoza, Rybelsus, além de substâncias à base de semaglutida e tirzepatida estão proibidos. Cabe destacar que em geral, o local de encontro dos participantes não é divulgado previamente para o público.

Saiba* 

A lista com todos os itens obrigatórios pode ser consultada aqui!

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