Cidades

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Estado leva 620 presos para nova colônia

Estado leva 620 presos para nova colônia

Redação

31/05/2010 - 08h35
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Silvia Tada

Os 620 internos da Colônia Penal Agrícola (CPA) de Campo Grande foram transferidos, na manhã de ontem, para o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, situado na saída para Sidrolândia. A operação mobilizou policiais militares das companhias Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), de Guarda e Escolta e de Trânsito, além do 1º, 9º e 10º batalhões da Capital. Quatro ônibus foram usados na transferência.
Os procedimentos começaram por volta das 9h, na CPA. Todos os internos passaram por revista e seus pertences foram guardados em sacos plásticos pretos. Depois, os presos foram embarcados nos ônibus. Os comboios foram formados por dois ônibus e quatro viaturas policiais que, pelo macroanel, seguiram para a região da Gameleira, próxima do lixão de Campo Grande.

Rotina
De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, que esteve na CPA acompanhando os trabalhos dos policiais e agentes penitenciários, os presos que têm emprego fixo continuarão trabalhando normalmente. “Algumas empresas disponibilizam ônibus para os internos. Isso vai continuar acontecendo. Os que não têm trabalho, fazem as atividades no presídio, como cuidar da plantação ou atuar nas linhas de produção, como itens para construção, que serão iniciadas”.
O novo presídio semiaberto foi inaugurado, oficialmente, no dia 10 de maio. O local tem capacidade para mil homens (40 celas individuais e 80 com capacidade para 12 pessoas). A área a ser utilizada pela Sejusp é de cerca de 50 hectares, onde serão distribuídas plantações de cana-de-açúcar, mandioca, banana e, nos próximos dias, horta.
De acordo com a direção do novo presídio, os internos ficarão separados por idade e periculosidade e os réus primários não se juntarão aos reincidentes.

Ciência

Projeto desenvolvido na UFMS aumenta eficiência do tratamento contra o câncer

Os pesquisadores do projeto descobriram como transportar os medicamentos de forma mais eficiente até as células cancerígenas, aumentando a eficiência do tratamento sem aumentar a quantidade de fármacos

04/03/2026 16h00

Time de pesquisadores da UFMS responsáveis pelo projeto

Time de pesquisadores da UFMS responsáveis pelo projeto Divulgação

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) mostrou resultados positivos no aumento da eficiência da quimioterapia, procedimento usado no tratamento do câncer. 

Os pesquisadores desenvolveram uma nova forma de "transportar" os medicamentos usados no tratamento, desde o momento que entram no organismo, circulam pelo corpo e chegam diretamente às células doentes. 

Em testes experimentais, o novo processo alcançou até 99,6% de inibição do crescimento tumoral e uma redução superior a 90% no peso dos tumores. Em outras palavras, o câncer cresceu menos e permaneceu menor. 

O projeto conta com o apoio do Governo do Estado e utiliza recursos da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), contemplado pela Chamada Especial Fundect - Atração para Recém-doutores para Mato Grosso do Sul. 

Além disso, também recebeu recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), voltado ao fortalecimento da pesquisa científica aplicada na saúde pública em parceria com o Ministério da Saúde. 

Como funciona

O estudo trabalha com estruturas extremamente pequenas chamadas de nanopartículas, milhares de vezes menor que um fio de cabelo. Essas partículas são produzidas a partir de um mineral chamado sílica e funcionam como "veículos" dos medicamentos. 

Assim, elas transportam o quimioterápico através do corpo diretamente até as células doentes. Dessa forma, é possível manter o efeito do tratamento com uma quantidade menor do fármaco, reduzindo a agressividade da quimioterapia. 

"O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias", afirma o professor da UFMS, Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa.

Além de serem boas transportadoras, as nanopartículas também demonstraram forte capacidade de impedir a multiplicação das células tumorais.

A partir dos testes realizados em laboratório, os resultados também indicaram alta seletividade, isto é, a tecnologia foi muito mais eficaz contra as células cancerígenas do que contra células saudáveis. Isso aponta para a possibilidade da redução dos efeitos colaterais comuns da quimioterapia tradicional. 

A pesquisa também utilizou o ácido fólico, conhecido como a vitamina B9, como estratégia de direcionamento, já que muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores dessa substância, o que facilita que o medicamento seja conduzido até o tumor. 

Segundo o professor Martines, a vitamina funciona como um "endereço" para o medicamento. 

"O ácido fólico é usado como direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas super-expressam receptores de folato na sua superfície", explica. 

A Fundect explica que o projeto apresenta potencial de transferência tecnológica para o setor produtivo e para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de parcerias para o desenvolvimento produtivo ou da criação de empresas de base tecnológica. 

"Ao apoiar projetos como este, a Fundect fortalece a pesquisa científica em Mato Grosso do Sul, estimula a formação de pesquisadores qualificados atraindo mais doutores para nosso Estado e contribui para o desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação futura no Sistema Único de Saúde", afirma Cristiano Carvalho, diretor-presidente da Fundect.

A expectativa dos pesquisadores é que, com a continuidade dos estudos, a tecnologia contribua para ampliar o acesso a tratamentos mais eficientes e com menor impacto ao organismo. 
 

justiça

Bradesco é condenado a restituir vítima de golpe do "Falso Gerente"

Justiça aponta falha no sigilo de dados da vítima, moradora de Campo Grande

04/03/2026 15h32

Foto: Reprodução/Bradesco/Agência Brasil

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A 5ª Vara Cível de Osasco determinou que o Banco Bradesco S.A. anule contratos de empréstimo e restitua os valores subtraídos de uma mulher de Campo Grande que foi vítima de golpe.

A decisão, proferida pela juíza Maria Helena Steffen Toniolo Bueno, reconheceu que os criminosos possuíam informações sigilosas que deveriam estar sob guarda exclusiva do banco, mas negou indenização por danos morais devido à "imprudência" da vítima ao colaborar com os golpistas por 21 minutos.

O crime ocorreu no dia 1º de novembro de 2024. Segundo o relato da defesa, a mulher recebeu uma ligação de um suposto gerente do Bradesco informando sobre tentativas de compras fraudulentas em seu nome. 

O que deu credibilidade ao golpe foi o fato de os criminosos conhecerem detalhes profundos da vida bancária da cliente, incluindo o nome real de seu gerente e dados de endereço.

Induzida ao erro, a vítima permaneceu 21 minutos ao telefone seguindo instruções. Nesse intervalo, os golpistas realizaram dois empréstimos, um de R$ 8.114,71 e outro de R$ 400,00, e transferiram os valores imediatamente via PIX para contas de terceiros.

A magistrada aplicou a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que as instituições financeiras respondem objetivamente por fraudes cometidas por terceiros no âmbito de operações bancárias. A sentença destacou a probabilidade de vazamento interno.

"Há fundados motivos para se concluir que os agentes criminosos agiram de dentro da instituição financeira requerida, convencendo a parte autora a seguir orientações de segurança para supostamente bloquear operações suspeitas", afirmou a juíza Maria Helena Bueno.

A decisão reforçou que o Bradesco falhou ao não acionar sistemas de alerta, já que as transações (empréstimos seguidos de PIX rápidos) destoavam completamente do perfil habitual de consumo da cliente.

Apesar da vitória na anulação das dívidas, a Justiça negou o pedido de R$ 15 mil por danos morais. O entendimento foi de que a vítima "concorreu decisivamente" para o prejuízo ao fornecer dados e realizar procedimentos sob comando de estranhos. Por ter ficado 21 minutos na linha, a magistrada entendeu que houve tempo para desconfiar da abordagem, o que caracteriza desídia por parte da consumidora.

A defesa da vítima, patrocinada pelo advogado Willyam Ramos, do escritório Matos Ramos, pleiteava a restituição em dobro e a indenização moral e conseguiu garantir ao menos a recomposição do saldo original. Em nota, a defesa sustentou que a culpa é exclusiva do banco, pois o acesso dos criminosos ao sistema é o que viabiliza o convencimento da vítima.

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