Cidades

Jovens Embaixadores

Estudante de MS é selecionada para programa Jovens Embaixadores nos EUA

A representante sul-mato-grossense embarca nesta sexta-feira (19) com destino a Washington, D.C., onde terá oportunidade de participar de diversas atividades acadêmicas e culturais

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A estudante Clara Delgado e Cunha, de 16 anos, natural de Ponta Porã, foi selecionada para representar Mato Grosso do Sul no programa Jovens Embaixadores. Em sua 22ª edição o programa contempla alunos da rede pública do país.

Estudante do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), sempre estudou em escola pública, desde criança manifestou interesse na língua inglesa e com perfil autodidata começou a aprender por meio de vídeos. No cursinho de inglês, onde estuda desde os 13 anos, ficou sabendo pela professora a respeito do programa e como se inscrever. 

Muito antes de sonhar representar o Estado, o projeto da sul-mato-grossense veio a partir de uma visita ao consultório da tia, que é fonoaudióloga com especialização em crianças autistas. Em uma conversa sobre o aprendizado dos pacientes com autismo, observou que o trabalho envolve repetição. Já que a criança possui dificuldade em desenvolver a fala ou até mesmo de se expressar. 

“Então, quando fui criar o projeto busquei uma forma que ajudasse com a língua inglesa. Tendo em vista que muitos estudos comprovam que as crianças com autismo tem a maior facilidade de aprender, de se expressar em outras línguas do que na língua nativa”, disse Clara e continuou:


“Pode-se afirmar que ensinar uma segunda língua para uma criança com autismo ajuda ela a se desenvolver. Tanto no aspecto cognitivo e social”.


Por ter interesse na área de atuação e o sonho de cursar Medicina com enfoque na área de Neurologia, desenvolveu um projeto voltado para crianças autistas com o recorte específico para a língua inglesa.


“As pessoas com autismo pensam de forma visual e não através da linguagem. Então, ao desenvolver uma das primeiras partes do projeto tentei procurar formas que envolvessem totalmente a língua inglesa em todo processo, com palavras simples, por exemplo: alguns sentimentos, cores, frutas, comida. Porque geralmente os substantivos são palavras mais fáceis de aprender. Como pensam de forma visual, eles conseguem relacionar cada palavra com uma imagem”, explicou Clara.


O material ficou em formato de cartilhas, com as palavras em inglês, e imagens que estabeleçam a relação. O trabalho feito envolve a visualização da imagem com a verbalização para que a criança tente associar e repetir.


Jornada

Os estudantes seguem acompanhados pelo cônsul-geral dos EUA em São Paulo, David Hodge


Além de estudar no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, trabalha no outro período como jovem aprendiz. A expectativa com relação ao programa é descrita por Clara como uma grande oportunidade.

“Eu não tinha conhecimento do programa e a professora ter mostrado para a gente me deixou muito feliz. Ao mesmo tempo, pensei que seria algo muito difícil, algo muito distante, mas fui passando as etapas e fiquei muito feliz quando me chamaram para entrevista, foi uma honra, é uma honra”, disse Clara.


Cronograma

O programa teve início no dia 16 de janeiro, em São Paulo, onde todos os candidatos passam por orientação da pré-partida, sendo que nesta sexta embarcam rumo ao Washington, D.C., onde participam das seguintes atividades:

 

  • Oficinas sobre liderança e empreendedorismo;
  • Projetos de impacto social;
  • Reuniões com representantes do governo;
  • Visitas a escolas da região e farão apresentações sobre o Brasil e seus Estados;


Após a experiência na Capital dos Estados Unidos, os estudantes seguem para os chamados estados-anfitriões. Clara ficará hospedada na casa de uma família voluntária em Kalamazoo no Michigan. Essa experiência é uma oportunidade ao estudante de vivenciar a cultura do dia a dia de uma família norte-americana. 

A viagem aos EUA tem a duração de duas semanas, de 20 de janeiro a 4 de fevereiro. Todo custo é bancado pelo governo norte-americano, com apoio de parceiros dos setores públicos e privados. 


Entenda


O objetivo é oferecer a oportunidade para alunos entre 15 a 18 anos, da rede pública de ensino do país, a oportunidade de intercâmbio para os Estados Unidos, onde terão experiências culturais e acadêmicas que irão acrescer em seus currículos. 


Estão aptos a participar do programa Jovens Aprendizes, alunos que possuem excelente rendimento escolar, tenham fluência e inglês e demonstrem interesse com empreendedorismo e impacto social. São estudantes selecionados de várias partes do país. No caso de Clara, a disputa do processo de seleção incluiu outros 7 mil estudantes de diversas partes do país. 


Para a embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley, a experiência proporciona aos jovens oportunidades de desenvolvimento e crescimento. “Ao imergirem na cultura norte-americana e se conectarem com jovens, durante esse programa de intercâmbio, eles certamente se tornarão cidadãos globais mais capacitados a fazer contribuições positivas para resolver desafios mais urgentes”, disse a embaixadora.


Sobre o programa


O programa Jovens Embaixadores foi criado pela Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil em 2003 e conta com a apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), as Secretarias de Educação Estaduais e a Rede de Centros Binacionais Brasil-Estados Unidos. Além disso, o programa recebe apoio institucional da MSD, SMTour. Atualmente, o programa é implementado em todo o continente norte-americano e possui um programa reverso para jovens dos EUA representarem o seu país na América Latina. Desde o início, 798 jovens brasileiros já participaram do programa. 

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INTERIOR

Com aldeias no 'epicentro' da chikungunya, indígenas reclamam falta de ambulâncias em MS

Enquanto reserva em Dourados acumula todas as mortes pela arbovirose neste ano, povos originários afirmam que falta ambulâncias até para atendimentos de hemodiálise

24/03/2026 13h01

Regularização deveria acontecer até a última sexta-feira (20), o que gerou concentração dos indígenas junto à sede do Distrito Sanitário ontem (23)

Regularização deveria acontecer até a última sexta-feira (20), o que gerou concentração dos indígenas junto à sede do Distrito Sanitário ontem (23) Reprodução/Redes Sociais

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Com quase 85 mil indígenas em território sul-mato-grossense, o chamado Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) está sendo fechado em manifestação por parte dos povos originários, uma vez que apenas a reserva de Dourados já soma, por exemplo, todas as mortes por Chikungunya do ano até então e a população reclama da falta de ambulâncias até mesmo para atendimentos de hemodiálise. 

Ao Correio do Estado, o coordenador Conselho Terena, Cacique Célio Fialho, explicou que a ausência da atual frota que atende todo o Mato Grosso do Sul foi sentida logo no primeiro momento de paralisação dos serviços. 

"Aconteceu dia 11 a paralisação dessa frota, as viaturas são essenciais, pois elas levam os pacientes que fazem hemodiálise, aqueles que teriam que ir aos exames, além de levar a equipe multidisciplinar nas aldeias", explica o cacique.

Já no último dia 13, em nota oficial, a Cunha Locação Serviços e Transportes veio a público afirmar que o que chamaram de "lamentáveis fatos" não se tratam de atitude irresponsável da empresa, que é responsável pelo serviço há quase uma década. 

Pela nota, a empresa afirma que o interrompimento se dá devido aos "reiterados e contínuos atrasos de pagamento por parte do Dsei-MS". 

"O que já vem ocorrendo há aproximadamente dois anos, com atraso médio de aproximadamente noventa dias. Mesmo em virtude disso, a empresa de forma responsável vem pagando seus funcionários em dia, assim como deposita o FGTS e concede e paga as férias regularmente", complementa. 

Conforme a empresa, ao longo de dois anos de atrasos reiterados de pagamento pelo Dsei-MS, a empresa seguiu com a prestação dos serviços de locação de 64 veículos (ainda que sem receber), que ainda precisam das devidas manutenções já que transitam por trajetos que consistem em sua maioria por vias não pavimentadas. 

Paralisação

Em nota oficial, a empresa Cunha Veículos veio a público esclarecer os recentes entraves na prestação de serviços junto ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS). 

Com quase uma década de atuação na área, a prestadora reforça que sua trajetória sempre foi pautada pelo diálogo direto com as lideranças e pelo respeito absoluto às tradições das comunidades.

Diferente do que sugerem as críticas recentes, a empresa afirma que os problemas operacionais não são fruto de má gestão, mas sim de uma asfixia financeira causada pelo próprio órgão federal. Segundo o comunicado, o DSEI-MS acumula atrasos sistemáticos nos pagamentos há cerca de dois anos, com uma demora média de 90 dias para quitar as faturas.

Como consequência da dívida pendente, até meados deste mês de março a empresa revelou que o pagamento referente a janeiro de 2026 ainda não havia sido efetuado. 

Há cerca de uma semana uma intensa rodada de negociações ajudou a estabelecer um prazo, para que houvesse a normalização imediata do serviço. Nesta ocasião, a Cunha comprometeu-se a realizar o desbloqueio total das viaturas. 

Entretanto, essa regularização deveria acontecer até a última sexta-feira (20), o que fez com que os indígenas se concentrassem junto à sede do Distrito Sanitário - localizado na rua Alexandre Fleming, 2007, na Vila Bandeirante em Campo Grande - ontem (23). O encontro envolveu o coordenador do Conselho do Povo Terena, Cacique Célio, e representantes da empresa Cunha que é prestadora de serviços da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). 

Cenário atual

Sem uma solução imediata, essa situação da falta de ambulâncias acontece em meio a um cenário crítico com relação à Chikungunya, com Mato Grosso do Sul já registrando o 2° pior resultado da década em mortes por essa arbovirose.

Até o último balanço divulgado ontem (23) pela equipe de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES) Mato Grosso do Sul, já são quase 650 casos confirmados de Chikungunya neste ano em MS, sendo 1.426 notificações da doença, somados a outros 576 exames em análise.

Mato Grosso do Sul já soma quatro mortes por Chikungunya neste ano, todas confirmadas na área de Reserva Indígena em Dourados, o que motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Com sintomas que costumam ser avassaladores, a semelhança da Chikungunya entre os casos de dengue, por exemplo, aparece no fato do tempo que levam até o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

 

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CRIME

Homem suspeito de violentar ao menos 10 vítimas é preso

Além do crime de estupro e violência doméstica, homem também é investigado por suspeita de zoofilia

24/03/2026 12h47

Divulgação

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Durante a manhã desta terça-feira, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Naviraí (DEAM), junto ao Sistema de Informação Geográfica de Dourados (SIG), prendeu um homem identificado como E.S.F, de 54 anos, suspeito de violentar sexualmente diversas vítimas, todas com algum vínculo parental.

Inicialmente, o suspeito estava sendo investigado por crime de estupro e violência doméstica, e com o decorrer da apuração, a investigação identificou dez vítimas do mesmo crime. Segundo as informações, a violência iniciou quando as vítimas tinham entre os cinco e dez anos.

A maioria dos casos perduraram por longo período. Em um dos casos, a violência aconteceu dos 5 aos 16 anos de uma das vítimas. Todas possuem algum grau de parentesco com o agressor.

Nos relatos, elas denunciaram toques íntimos e confirmaram os estupros. O criminoso ainda fazia ameaças constantes, além de agressões físicas durante todo o período que o crime aconteceu, na tentativa de intimidar e silenciar as vítimas.

Não apenas com crime de estupro na ficha criminal, o suspeito ainda é investigado por maus-tratos a animais, com indícios que indicam o crime de zoofilia envolvendo cães e suínos.

Diante da gravidade dos crimes, foi dado prisão preventiva, com cumprimento de mandado de prisão na última segunda-feira (23) na cidade de Dourados.

A investigação segue em andamento para identificação de possíveis novas vítimas.

Para denunciar ligue 180

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