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Falta de drenagem deixou quatro bairros alagados durante chuva na Capital

Chuvas intensas ocasionaram estragos; as regiões mais afetadas de Campo Grande foram sudoeste e oeste

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Mato Grosso do Sul registrou ontem chuvas intensas, que causaram alagamento em diversos bairros de Campo Grande. 

Especialista explica que danos como alagamentos são ocasionados em razão da falta de drenagem nas ruas dos bairros das regiões sudoeste e oeste da Capital, parte mais atingida da cidade.

De acordo com o subsecretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Mehdi Talayeh, os bairros mais afetados durante a chuva foram Aero Rancho, Portal Caiobá e São Conrado. 

“As fortes chuvas e a falta de drenagem nesses locais que ocasionam os alagamentos, pois a água corre superficialmente nas vias que não possuem drenagem”.

O subsecretário explica que também recebeu registros de ocorrências no Nova Campo Grande, no Riviera Park e no Jardim Tijuca, todos com problemas de alagamento. 

Talayeh ainda afirma que a Sisep está fazendo todo o serviço de limpeza nas ruas e nos dispositivos de drenagem nos locais alagados.  

“Estamos fazendo drenagem no Nova Campo Grande. Após concluída, vai amenizar um pouco os problemas naquela região. Na ponte do Panambi Verá também rodou uma contenção na lateral da cabeceira”.

Os locais com maiores danos causados pela chuva ficam localizados próximos à região do aeroporto, local com maior volume de chuva registrado. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, apenas no aeroporto choveu 102,8 milímetros.  

No local, a reportagem do Correio do Estado também flagrou alagamento no Bairro Santo Antônio, onde várias ruas tiveram enchentes.

O meteorologista detalha que na região do Carandá Bos a chuva teve acúmulo de 26,4 milímetros, no Anhanduizinho chegou a 95,2 milímetros e no Jardim Panamá o volume total foi de 45,8 milímetros. O esperado para todo o mês nas quatro regiões é 212,6 milímetros.

OUTRAS CIDADES

Em Corumbá, o estrago foi maior, com a água invadindo casas e deixando famílias desalojadas. A chuva chegou a 123,2 milímetros na região do aeroporto e a mais de 158,6 milímetros na região da Prainha. A forte chuva causou alagamentos em vários bairros e na área central da cidade.

Desde a madrugada, equipes do Corpo de Bombeiros se desdobram para atender as ocorrências. Até o início da manhã, foram mais de cinquenta chamados de moradores que tiveram as casas inundadas pela enxurrada. Animais, idosos e crianças estão entre os resgatados. 

Os bairros mais afetados foram Cristo Redentor, Popular Velha, Aeroporto, Maria Leite e Cravo Vermelho. Ladário, cidade vizinha, também registrou chuva forte na madrugada, mas a água baixou rapidamente e não houve necessidade de atendimentos.

De acordo com Abrahão, as chuvas intensas ocorreram em Corumbá, com 187,6 milímetros, Aquidauana, 24,8 milímetros, Maracaju, 94,3 milímetros, e Ponta Porã, 70,2 milímetros. O especialista explica que em outros municípios também houve chuva, no entanto, com pouco volume acumulado.

ALERTA DE CHUVA

Durante todo o dia de hoje ainda há possibilidade de temporais na Capital e no interior de Mato Grosso do Sul, conforme alerta vigente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

O Instituto emitiu aviso de chuvas intensas para 64 municípios, que fazem parte das regiões sul, sudeste, centro-norte e leste do Estado, além da área do Pantanal.

De acordo com o Inmet, a chuva pode variar entre 30 milímetros e 60 milímetros por hora ou entre 50 milímetros e 100 milímetros por dia. A velocidade dos ventos será intensa, oscilando entre 60 quilômetros por hora e 100 quilômetros por hora. 

O alerta foi publicado na terça-feira e ficará vigente até hoje.

Durante o período de aviso, os riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos são altos. O Inmet instrui que a população deve ficar atenta e evitar utilizar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A recomendação também é não se abrigar embaixo de árvores em caso de rajadas de vento, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. 

Para obter informações, entre em contato com Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros.

PREVISÃO

Até o sábado, as pancadas de chuva intensas devem ocorrer em todo o Estado, com maiores volumes esperados para os municípios da região sul de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o Climatempo, o ar quente e úmido que predomina sobre o Brasil estimula a formação de nuvens carregadas, que provocam pancadas de chuva fortes. 

O avanço de frente fria pelo litoral do Sul do País também estimula o aumento da instabilidade sobre o Estado.

Para hoje, a previsão para Campo Grande é de céu nublado a parcialmente nublado, com aumento da nebulosidade ao longo do dia, chuvas entre 50 milímetros e 100 milímetros e vendaval. Temperaturas oscilam entre 22°C e 33°C, mas o tempo fica bastante abafado. 

Mesmo com as chuvas, a umidade relativa do ar pode ficar baixa em alguns períodos, variando de 30% a 80% ao longo do dia.

SANEAMENTO BÁSICO

Mato Grosso do Sul deve atingir universalização de esgoto até dezembro

Desde 2021, cobertura de esgoto pulou de 46% para 75% nos 68 municípios do Estado atendidos pela Aegea

02/03/2026 08h00

Divulgação/Àguas Guariroba

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Sob o comando da Aegea Saneamento, o sistema de esgotamento sanitário de Mato Grosso do Sul caminha para atingir sua universalização ainda este ano, com expectativa da conquista acontecer em dezembro.
Em maio de 2021, a Aegea Saneamento assumiu a operação do esgotamento sanitário de 68 cidades do Estado, a partir da vitória em um leilão de parceria público-privada (PPP), por meio da concessionária Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Empresa de Saneamento do Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Na época, a média de cobertura sanitária somente nestes municípios da concessão era de apenas 46%, estatística que saltou para 75% em janeiro deste ano, depois de quase cinco anos de operação da empresa. 

Neste período, foram implantadas uma média de 687,9 quilômetros de novas redes de esgoto, beneficiando cerca de 145 mil pessoas somente com esta atuação, fruto de investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 500 milhões.

“Do ponto de vista social, nós estamos reduzindo a exposição da população a doenças de veiculação hídrica, ampliando condições de saúde e bem-estar. Além disso, a expansão do esgotamento sanitário fortalece a segurança ambiental dos territórios, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas, e a proteção de ecossistemas”, diz o diretor-presidente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim.

A estimativa para este ano é ainda melhor, com expectativa de atingir 86% a partir da PPP nas 68 cidades.

Considerando todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, há cinco anos a cobertura de esgoto estava em 60,19% e a expectativa é de superar os 90% em até 10 meses. Para o futuro, é esperado que o índice só aumente ano após ano e atinja 98% em 2031.

“Com a porcentagem de cobertura atual, mais a execução das obras de 2026, a expectativa é que no fim de dezembro o Estado esteja com o sistema de esgotamento sanitário universalizado”, pontua a empresa.

Duas das cidades que mais sentiram a diferença com a PPP foram Inocência e Figueirão, que apresentavam somente 13,69% e 11,59% de cobertura em 2021 e pularam para 99% e 96,48% no mês passado, respectivamente.

Contudo, há uma cidade que conseguiu conquistar a universalização partindo do zero: Novo Horizonte do Sul. O município de quase 5 mil habitantes não tinha cobertura sanitária em 2021, mas atualmente já conta com índice de 94,16%.

“Como operadora de um serviço público essencial à vida, entendemos que servir as pessoas é o nosso propósito. Essa transformação foi possível, principalmente, por planejamento técnico e logístico, aliado à execução contínua e ao compromisso das equipes com metas, prazos e padrões de qualidade”, destaca Buim.

CAMPO GRANDE

Desde 2010, a Aegea Saneamento administra a empresa Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto de Campo Grande. Desde então, foram investidos cerca de R$ 2,5 bilhões, que resultaram no avanço significativo no setor.

No início, a Capital tinha apenas 19,8% de cobertura sanitária e hoje já tem 94% da população coberta com coleta e tratamento de esgoto, além de 99% com acesso à água de qualidade.

Atualmente, Campo Grande possui uma rede de água tratada de mais de 4 mil km, duas estações de tratamento de água e mais de 150 poços profundos que compõem o sistema de abastecimento.

O esgoto é transportado para duas estações de tratamento de esgoto (ETE) por meio de uma rede com mais de 3 mil quilômetros, estações elevatórias de esgoto, sendo 100% do esgoto coletado tratado.

Uma das estações está localizada no Bairro Los Angeles, inaugurada em 2008 e tem a capacidade de tratar 1.080 litros por segundo. Quatro anos depois, foi entregue a ETE Imbirussu, com 2 mil metros quadrados de área construída e capacidade de tratar 120 litros por segundo.

Estação de tratamento de esgoto da região Imbirussu, uma das duas que Campo Grande tem - Foto: Divulgação/Àguas Guariroba

Contudo, em breve, uma nova estação de tratamento de esgoto está prestes a ser inaugurada em Campo Grande, localizada na região norte da Capital e chamada de Botas.

Em fase final das obras, deverá tratar mais de 600 milhões de litros de esgoto por ano quando concluída e vai beneficiar mais de 12 mil moradores dos Bairros Nova Lima, Jardim Colúmbia, Vida Nova e Jardim Anache.

Até o fim do ano, a expectativa de cobertura da Águas Guariroba na Capital atinja os 96%, se consolidando como uma das capitais brasileiras mais próximas da universalização total (100%) de esgoto, que é reflexo de Campo Grande ser a Capital que mais investe em saneamento por habitante, conforme o Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil (ITB) 2025.

De 2019 a 2023, a média de investimento das capitais do Brasil em saneamento foi de R$ 130,05 por habitante. Campo Grande investiu um volume 50% maior, R$ 195,31 por habitante, um total de R$ 877 milhões.

“Nosso propósito é prestar um serviço sanitário em conformidade com requisitos legais e as melhores práticas de mercado, com eficiência econômica, respeito ao meio ambiente e as pessoas, contribuindo para qualidade de vida e saúde da população onde atuamos”, conclui o diretor-presidente.

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Impacto

Aquecimento já altera até a forma de definir El Niño

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos

01/03/2026 21h00

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A Agência de Atmosfera e Oceanos dos EUA, a NOAA, anunciou uma nova forma de determinar a ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña. A alteração foi necessária porque o aquecimento global tem provocado mudanças climáticas significativas e muito rápidas nos últimos anos, fazendo com que o método anterior deixasse de funcionar.

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos baseados na diferença das temperaturas aferidas em três regiões do Pacífico Tropical com a temperatura média considerada normal. Mas as temperaturas vêm aumentando tanto e tão rapidamente que a agência começou a atualizar o seu conceito de "normal" a cada cinco anos.

Mesmo assim, não estava funcionando. Por isso, a agência resolveu criar um novo índice El Niño/La Niña.

Para o novo índice, a temperatura média é comparada à de todas as regiões tropicais do Pacífico. A diferença de medição chega a meio grau, o que é bastante significativo.

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