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Falta de esperança acirra "loucura" nas ruas

Falta de esperança acirra "loucura" nas ruas

Redação

20/01/2010 - 04h48
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O desastre só fez piorar uma loucura que já existia. O olhar para o nada e a fala à toa eram vistos desde antes da tragédia do último dia 12, diz o haitiano Fevry Israel. Nas ruas de Porto Príncipe, alguns continuam vagando, agora com horror nos olhos e na voz. Mas o desespero sempre esteve lá. “Vejo agora imagens de pessoas falando sozinhas pelas ruas, mas já víamos isso antes do terremoto, pois os haitianos sempre tiveram muitas coisas do que reclamar”, diz Israel, 35, que atualmente mora em Porto Alegre (RS). “O Haiti é cheio de ‘loucos’ que, sob a opressão da miséria, acabam pensando que Deus não os ama como ama as pessoas mais privilegiadas”. Israel veio ao Brasil há três anos e meio para estudar educação física. Tem sete irmãos, seis deles na capital do Haiti – todos estão vivos. Pela TV, reconhece as ruínas de locais por onde passava frequentemente. “Alguns prédios eram orgulho nosso e agora estão destruídos. Às vezes choro bastante”, diz o estudante. “Não sabemos quando poderemos reverter essa situação.” A “situação” ainda sem expectativa de ser revertida vai Em novo balanço, governo haitiano afirma que 75 mil pessoas morreram com tremor; equipes scontinuam buscando sobreviventes sob escombros Falta de esperança acirra “loucura” nas ruas além da cidade desfigurada. Diz respeito à imagem que o haitiano tem de si mesmo. A história de miséria, somada a anos de ajuda estrangeira, deu a muitos a sensação de inferioridade, analisa Israel. “Parece que nunca tivemos habilidade para gerar energia positiva para outros povos; recebemos apenas. Sempre estivemos em situação de pedir socorro, sem integrar conselhos de nações”. Por conta disso, caso não haja empenho para que o haitiano seja inserido como ator do processo de reconstrução, as próximas gerações perpetuarão o histórico de sensação de incapacidade e baixa autoestima. “Espero que não vejam os haitianos simplesmente como um povo que está com fome. “Estamos com fome de comida, mas também de estrutura moral, mental, psicológica. Estamos com fome de justiça”.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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