Cidades

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Fazendeiros são multados em R$ 725 milhões por danos ambientais ao Pantanal

Ainda em junho do ano passado, uma operação do Ibama identificou a continuidade das práticas de infrações ambientais, como utilização de motosserras e incêndios para derrubada de grandes árvores

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A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para cobrar R$ 725 milhões de três infratores que causaram danos ambientais a uma área de 6.419,72 hectares na cidade de Corumbá (Mato Grosso do Sul) que impedem a regeneração do bioma Pantanal.

A ação foi ajuizada na última sexta-feira (24), e ressalta que para cada ano de infração, a AGU cobra R$212 milhões. Todo o processo é realizado no âmbito do AGU Enfrenta - Grupo de Enfrentamento Estratégico aos Ilícitos e Crimes Ambientais, instituído em 2024, e resultado da articulação com a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Esse valor soma o período já registrado de infração, um total de R$ 725 milhões. A AGU pede também que os réus elaborem um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) em cada fazenda.

Essa atuação vem de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, a qual resultou na operação "Prometeu", iniciada em setembro de 2024, com objetivo de combater crimes de incêndio na floresta, desmatamento e exploração ilegal de terras da União; e de autos de infração lavradas pelo IBAMA.

De acordo com a Advocacia Geral da União, o inquérito da PF concluiu que após diversas queimadas registradas entre os meses de junho e setembro de 2020 em uma terra que se encontra em fase de procedimento arrecadatório pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os réus instalaram duas fazendas no local destinadas à pecuária, com aproximadamente 3 mil hectares cada, além de construir estradas, currais e edificações para ocupação humana.

Ainda em junho do ano passado, uma operação do Ibama identificou a continuidade das práticas de infrações ambientais. Algumas das provas estão reunidas em fotos e laudos que mostram a utilização de motosserras e incêndios para derrubada de grandes árvores.

É importante reforçar que independente dos réus virem a ser condenados, a reparação pelo dano ambiental não será afastada.

Queimadas

O pantanal teve 2,6 milhões de hectares queimados em 2024, cerca de 17% da área total do bioma, que é estimada em aproximadamente 15 milhões de hectares. Os dados são do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O número é quase três vezes maior do que o registrado em 2023 (cerca de 0,9 milhões de hectares).

Na série histórica do centro de pesquisa, que começa em 2012, o ano de 2024 foi o segundo em tamanho de área atingida por incêndios. Ele só perde para 2020, quando uma tragédia recorde foi registrada, sob a gestão Bolsonaro (PL).

Em 2020, mais de 3,6 milhões de hectares do bioma tiveram queimadas -cerca de 24% da área total do pantanal brasileiro, segundo os dados do Lasa.

Um estudo publicado em 2023 liderado por pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) chegou ao número de cerca de 4,5 milhões de hectares queimados em 2020 (aproximadamente 30% da área total do bioma).

Na série de registros do Lasa, o ano de 2014 aparece como o que teve a menor área afetada pelo fogo: 209,9 mil hectares (cerca de 1,4% do total do bioma).

De acordo com dados da plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas, rede colaborativa coordenada pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), a área atingida por queimadas no Brasil todo chegou a cerca de 30,9 milhões de hectares em 2024 -um crescimento de 79% em relação ao ano anterior. O número é o maior da série histórica do projeto, iniciada em 2019.

**Com colaboração da Redação**

  

TRAGÉDIA

Riedel lamenta morte de PM e promete prender criminosos envolvidos

Em sua publicação, governador disse que, em respeito à memória de Marcelo Pimenta, enfrentará o crime organizado "com firmeza e determinação"

01/07/2026 10h15

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul Marcelo Victor/Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (1), o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), prestou suas condolências à família do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto por criminosos, em Corumbá, na noite desta terça-feira (30).

Em sua publicação, Riedel disse que, em respeito à memória de Marcelo, enfrentará o crime organizado "com firmeza e determinação". O governador também lembrou que o militar era pai de uma menina de apenas sete anos.

Por fim, Eduardo Riedel disse que todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo assassinato do policial. "Essa é uma resposta que devemos à família de Marcelo, à Polícia Militar e à sociedade".

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

Um dos suspeitos envolvidos na morte do policial militar morreu durante confronto, em Corumbá.  Uma megaoperação das forças de segurança foi deflagrada e iniciaram buscas em Corumbá, Ladário e na faixa de fronteira com a Bolívia.

A operação teve participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal, por meio da FICCO, Departamento de Operações de Fronteira, Batalhão de Choque, BOPE, Tático Ostensivo Rodoviário, Grupamento Aéreo da PMMS e apoio da Polícia Boliviana.

Marcelo Pimenta era policial do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá. Ele integrava uma equipe do Grupamento Especial Tático de Motos, o Getam, e tentava abordar um Fiat Argo branco ocupado por homens armados e encapuzados, quando foi atingido por tiros de fuzil.

 

TJMS

Ana Carolina Ali Garcia recebe toga da magistratura em sessão solene

A cerimônia marcou a apresentação da nova desembargadora do Tribunal de Justiça

01/07/2026 10h00

Ana Carolina Ali Garcia recebeu a toga da magistratura na sessão solene que marcou sua apresentação no cargo de desembargadora do TJMS

Ana Carolina Ali Garcia recebeu a toga da magistratura na sessão solene que marcou sua apresentação no cargo de desembargadora do TJMS Reprodução / TJMS

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Na tarde da última terça-feira (30), a nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, recebeu a toga da magistratura, durante sessão solene, que marcou sua apresentação ao tribunal. 

A cerimônia contou com a presença de familiares, autoridades do poder público e alguns desembargadores como João Maria Lós, decano da Corte, responsável por conduzir Ana Carolina, juntamente com o Des. Cezar Luiz Miozzo, seu integrante mais recente. 

O presidente do TJMS, Des. Dorival Renato Pavan, também estava presente e a agraciou com a Faixa da Ordem do Mérito Judiciário, no Grau Grã-Cruz, antes de ocupar o 37º assento no Tribunal Pleno.

A oficialização da nomeação da nova desembargadora aconteceu por meio do Governador do Estado, Eduardo Riedel, e teve sua confirmação no dia 18 de junho, juntamente com a publicação do Diário Oficial. 

Ainda durante a sessão solene, Ana Carolina recebeu diversas homenagens dos magistrados presentes e até mesmo de Eduardo Riedel, que marcou presença e ressaltou a trajetória de Ana até chegar ao cargo de desembargadora. 

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