Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Fogo na Pousada Caiman encerra atividades hoteleiras por dois meses

Considerado um "oásis de 53 mil hectares de natureza preservada no coração do Pantanal", fazenda teve pelo menos 80% da área queimada

Continue lendo...

No município de Miranda, no Mato Grosso do Sul, a propriedade da Pousada Caiman - considerada um "oásis de 53 mil hectares de natureza preservada no coração do Pantanal" - foi atingida no último fim de semana pelas chamas que afligem o bioma e, por conta disso, irá encerrar suas atividades por cerca de dois meses. 

Segundo comunicado emitido pela Estância, pelo menos 80% da área da propriedade foi queimada se somado o último episódio com o incêndio que atingiu a fazenda ainda no mês passado. 

Em nota, eles apontam que levam em seu ideal a conservação da fauna e flora como prioridade, informando para os clientes e turistas - que chegam ao Pantanal sul-mato-grossense vindos de todas as partes do mundo - que a reabertura deve acontecer no dia 29 de setembro. 

"Pelos próximos dois meses, portanto, vamos fechar nossa operação hoteleira e, assim, focar nossos esforços na recuperação desta biodiversidade tão fundamental ao planeta", expõe o empreendimento em comunicado. 

Se dizendo "otimistas apesar da tragédia", o grupo se vê motivado para "fazer o que for preciso para transformar a situação", já que lidar com os ônus dos incêndios florestais não é novidade para o Pantanal em si, nem mesmo para a Estância Caiman. 

"A pausa, para nós, é uma oportunidade de melhorar, relembrar o sonho que nos trouxe até aqui e reafirmar nosso compromisso com a conservação. Foi assim no incêndio de 2019, na pandemia e em outras ocasiões", afirmam. 

Ainda, eles apontam que um grupo de especialistas, com biólogos e cientistas, foi montado para implementar as ações de recuperação, que esse momento também servirá para melhoria da estrutura local. 

Caiman Pantanal

Sendo um ciclo com três principais pontos, que buscam gerar menos impacto enquanto aumentam a produtividade, a Caiman Pantanal une a pecuária, o ecoturismo e a geração de conhecimento pelos projetos de conservação, em aproximadamente 53 mil hectares de área no meio do bioma. 

Na pecuária é desenvolvido o gado de corte, enquanto o ecoturismo de quase três décadas oferta acomodações exclusivas no Pantanal; e diversos projetos são apoiados com foco de proteção do bioma, sendo: 

  • Onçafari
  • Instituto Arara Azul
  • Projeto Papagaio-Verdadeiro
  • Projeto Tapirapé

Também, mais de um décimo do território da Caiman é ocupado pela Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) batizada de Dona Aracy, que é inacessível a visitantes por seus habitats protegidos. 

Em conclusão, o grupo, que está aberto a doações, diz que a ajuda pode ser feita para as frentes que agem, junto de iniciativas, para reabilitação da fauna pantaneira nesse momento de adversidade trazida pelo fogo. 

"Se você quiser colaborar com a Caiman e, consequentemente, com tudo o que acontece em prol do nosso bioma, continue visitando o Pantanal. Para nós, a mensagem é clara: a gente só preserva aquilo que conhece e o bioma precisa de cada vez mais pessoas contando ao mundo sobre seu potencial"


Assine o Correio do Estado

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

Ação Policial

Homem procurado por homicídio morre durante operação do Garras em MS

Segundo a polícia, houve troca de tiros durante o cumprimento de mandados de prisão em Nova Alvorada do Sul; Iander Cássio Teodora Ortega foi socorrido, mas morreu no hospital.

21/09/2026 16h48

Policiais do Garras durante operação em Nova Alvorada do Sul, onde homem de 37 anos morreu após confronto durante cumprimento de mandados de prisão.

Policiais do Garras durante operação em Nova Alvorada do Sul, onde homem de 37 anos morreu após confronto durante cumprimento de mandados de prisão. Foto: Alvorada Informa.

Continue Lendo...

Uma operação para cumprir mandados de prisão terminou com a morte de um homem de 37 anos na Vila Zuzu, em Nova Alvorada do Sul, na região sul de Mato Grosso do Sul. Iander Cássio Teodora Ortega era procurado pela Justiça e foi baleado durante uma ação de policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras).

As informações preliminares, conforme a versão apresentada pela polícia, apontam que houve troca de tiros durante a abordagem. Iander foi atingido e chegou a ser levado ao Hospital Municipal Francisco Ortega, onde recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quantos disparos foram efetuados nem as circunstâncias que antecederam o confronto. A dinâmica completa da ocorrência ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Iander era considerado foragido e possuía dois mandados de prisão preventiva em aberto. Conforme registros do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, as duas ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única de Itiquira, município de Mato Grosso.

O mandado mais antigo havia sido expedido em setembro de 2023 e estava relacionado a uma investigação por homicídio qualificado.

Cerca de um ano depois, em setembro de 2024, uma nova ordem de prisão preventiva foi determinada contra Iander, desta vez em investigação envolvendo suspeitas de organização criminosa e homicídio qualificado.

Segunda morte em poucos dias

A ocorrência envolvendo o Garras é a segunda morte registrada durante confronto com forças de segurança em Nova Alvorada do Sul em um intervalo de poucos dias.

Na sexta-feira (18), Paulo Roberto Sá Ferreira, de 41 anos, morreu após, segundo a polícia, trocar tiros com um policial militar em frente ao Fórum do município.

De acordo com a Polícia Civil, Paulo era apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de desempenhar a função de cobrador armado em pontos ligados ao tráfico de drogas.

As investigações também indicavam que ele seria responsável pelo gerenciamento de locais utilizados para a comercialização de entorpecentes na região.

Com a morte de Iander, Nova Alvorada do Sul contabiliza, portanto, dois episódios com mortes em confrontos envolvendo forças de segurança em poucos dias, enquanto as circunstâncias de cada ocorrência são apuradas separadamente pelas autoridades.

MS chega a 140 mortes em intervenções policiais

Com a morte de Iander, Mato Grosso do Sul chega a 140 mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado em 2026. O caso amplia uma marca que já havia colocado este ano como o mais letal da série histórica recente envolvendo confrontos com as forças de segurança.

Na sexta-feira (18), Paulo Roberto Sá Ferreira, de 41 anos, havia sido contabilizado como a 139ª vítima desse tipo de ocorrência no Estado. Com o novo caso registrado em Nova Alvorada do Sul, a contagem chega a 140 mortes.

O número de 2026 já supera o registrado em todo o ano de 2023, quando Mato Grosso do Sul contabilizou 131 mortes decorrentes de intervenções policiais. O antigo recorde foi ultrapassado ainda em setembro. Em 2025, foram registradas 73 mortes desse tipo no Estado.

Os dados são contabilizados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) na categoria denominada oficialmente “morte por intervenção legal de agente do Estado”.

O painel estadual de estatísticas é atualizado periodicamente e, por isso, pode apresentar diferença temporal em relação aos casos mais recentes.

Somente em agosto deste ano foram registradas 30 mortes decorrentes de intervenções policiais, o maior número mensal desde o início da série histórica, em 2016.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).