Cidades

EFEITOS DAS QUEIMADAS

Fumaça e fogo no Pantanal fecham aeroporto de Corumbá e BR-262 em Miranda

Região pantaneira a partir de Miranda ficou ilhada a partir das 17h e sem previsão para liberação do trânsito

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Os acessos para Corumbá por meio aéreo e rodoviário foram afetados nesta terça-feira (6) com o aumento da gravidade do fogo no Pantanal. Pela manhã, o voo comercial que pousa no aeroporto internacional não conseguiu oferecer segurança para pouso de aeronave com mais de 30 pessoas por conta da fumaça densa.

Desde o começo da tarde, foi na rodovia que houve problema, em trecho entre Corumbá e Miranda.

A situação começou a se agravar nas primeiras horas deste dia 6 de agosto. A fumaça no céu de Corumbá e Ladário permaneceu densa desde a madrugada e foi intensificando-se ao longo do dia.

O avião da Azul chegou a sobrevoar a cidade por volta das 9h30, mas seguiu para Bonito e todos os passageiros foram desembarcados nesse outro aeroporto, distante mais de 300 km de Corumbá. No período da tarde, a BR-262 foi interditada parcialmente, e depois das 17h, totalmente, devido ao incêndio na comunidade de Salobra.

Os incidentes na rodovia começaram quando o incêndio registrado na região do Pantanal, perto de Miranda, atravessou a BR-262, na margem esquerda (sentido Campo Grande-Corumbá), por volta das 13h30.

Esse fogo ficou na margem e atrapalhou a visão de motoristas e passou a ameaçar casas na comunidade de Salobra, que está no município de Miranda. Por lá, há cerca de 300 casas, que ficam próximas do rio Miranda.

Os Bombeiros passaram a atuar na região de forma prioritária. Além das três guarnições que já estavam na comunidade, outras duas foram deslocadas de Corumbá para dar suporte no combate ao fogo e tentativa de proteger moradores.

A comunidade também foi orientada para evacuar as casas no caso de agravamento do incêndio. Também, passou a ocorrer combate aéreo contra as chamas no período da tarde.

Por conta de toda a mobilização na comunidade e na BR-262, os Bombeiros solicitaram apoio da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Rodoviária Federal. Conforme a PRF, as interdições começaram por volta das 14h30, no km 580, município de Miranda.

“Foram registrados focos de incêndio às margens da rodovia, entre os Km 580 e 587, havendo no local intervenção por meio de pare e siga. Equipe do Corpo de Bombeiros já em atendimento e equipe PRF acompanhando e orientando fluxo devido à baixa visibilidade no local”, informou as autoridades policiais por volta das 16h30.

Como os incêndios agravaram-se no final da tarde, a visibilidade ficou mais baixa e o anoitecer atrapalhou o fluxo de veículos. Perto das 17h, houve a decisão de interdição total da rodovia e uma fila com dezenas de carros acabou se formando entre a cidade de Miranda e a comunidade de Salobra, desde o km 574.

O combate ao incêndio seguiu e a liberação de veículos não tinha prazo para acontecer devido ao risco de segurança para os motoristas.

“Um fogo que está vindo descontrolado desde o Pantanal. Parou tudo na rodovia e só o Corpo de Bombeiros que podia passar. Tem queimada para todo lado, só Deus para nos ajudar. Tem maquinário limpando a beira da rodovia para tentar conter o fogo. Prefeitura (de Miranda) mandou o maquinário. Defesa Civil também veio para cá. O fogo veio aproximando cada vez mais”, contou Jorge Samuel, empresário e morador da região de Salobra, em rede social.

De acordo com o sistema Pantanal em Alerta, são mais de 5,3 mil focos de calor em todo o Pantanal nesta terça. A maioria desses focos estão entre Miranda e Aquidauana, com mais de 2,3 mil focos.

Já foram queimados mais de 8% do Pantanal nestes oito meses de 2024. Em cinco dias de agosto, mais de 397 mil hectares já foram atingidos pelos incêndios.

aviação

Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

13/09/2026 23h00

MARCELO VICTOR

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

saúde

Ranking aponta melhores hospitais da América Latina com Einstein no topo

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking

13/09/2026 21h00

Foto: Reprodução Instagram @hosp_einstein

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O ranking IntelLat 2026 aponta o Hospital Israelita Albert Einstein como melhor hospital da América Latina e outras duas entidades brasileiras entre as cinco primeiras posições: o Hospital Sírio-Libanês está na quarta posição e o Moinhos de Vento na quinta.

Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking, que classifica 105 hospitais na região. Destes, 15 estão entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.

Também compõem a lista o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Nove de Julho, que pertence à Rede Américas, Hospital do Coração (Hcor) e Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Em 2025, havia seis instituições brasileiras entre os 20 primeiros do ranking.

Ranking por especialidades

Os hospitais brasileiros também se destacam no segmento de especialidades. Em pneumologia, cinco hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º), Hospital Moinhos de Vento (8º), Hospital Nove de Julho (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º)

Em oncologia, quatro instituições do País estão entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (2º), Hospital Moinhos de Vento (3º) e Hcor - Hospital do Coração (9º). Ao todo, 14 instituições brasileiras estão entre os 35 hospitais classificados na especialidade.

Em ginecologia e obstetrícia, quatro instituições do País aparecem entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Moinhos de Vento (6º), Casa de Saúde São José (9º) e Hospital Santa Joana Recife (10º). O Brasil tem 12 instituições entre os 35 classificados.

Em cardiologia, três hospitais brasileiros estão entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (7º) e Hospital Moinhos de Vento (10º). São 13 instituições brasileiras entre os 35 classificados.

Em pediatria, também são três brasileiros entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita (1º), Hospital Sírio-Libanês (6º) e Hospital Moinhos de Vento (8º). Ao todo, 14 hospitais brasileiros integram a lista de 35 classificados.

Em neurologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a 1ª posição, seguido pelo Hospital Moinhos de Vento, em 12º, e pelo Hospital Nove de Julho, em 13º. Em ortopedia e traumatologia, o Einstein Hospital Israelita também está em 1º lugar, enquanto o Hospital Sírio-Libanês aparece em 6º e o Hospital Vitória, em 15º. Já em endocrinologia e diabetologia, o Einstein Hospital Israelita ocupa a primeira posição e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) está em 8º.

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