Cidades

REFORÇO NA SEGURANÇA

Fórum terá equipamentos de raio-x semelhante ao usado em aeroportos

Novas regras para entrar no prédio começam nesta segunda-feira

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A partir da próxima segunda-feira (8), a segurança será reforçada no Fórum de Campo Grande e todas as pessoas que ingressarem no prédio precisão passar por equipamento de detecção de metais.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, na primeira semana de funcionamento, os equipamentos, que concluem o novo sistema de segurança implantando no prédio, estarão em fase de testes. A implantação do sistema de segurança conta ainda com uma equipe de vigilantes.

Conforme as novas regras de ingresso, todas as pessoas que adentrarem no Fórum terão que depositar seus pertences em esteiras de raio-x, enquanto o cidadão passa por um pórtico de detecção de metais, assim como acontece em aeroportos.

“Todos serão submetidos ao mesmo tratamento e prevalecerá o princípio da igualdade”, disse o juiz diretor do Foro, Flávio Saad Peron.

Somente nos equipamentos de raio-x e seus acessórios foram investidos R$ 330.200,00. A obra como um todo incluiu a construção de três novas celas no subsolo e a criação de um novo acesso ao prédio para uso exclusivo de presos em flagrante, trazidos por autoridades policiais para as audiências de custódia, cujas salas também foram criadas nesta reforma.

SEGURANÇA

O reforço na segurança atende a resolução do Conseçjo Nacional de Justiça, que recomendou aos Tribunais de Justiça que tomassem as medidas, instalassem câmeras de vigilância e fizessem o controle de acesso aos prédios com varas criminais, entre outros.

A medida considera que a criminalidade sofreu profunda modificação nos últimos tempos, sendo cada vez mais comuns os crimes de base organizativa. Além disso, com frequência são registrados incidentes, ameaças e atentados a juízes.

TRAGÉDIA

Menino de 7 anos morre atropelado por ônibus ao descer de transporte escolar em MS

Criança tentava atravessar a MS-280, quando foi atingida por outro coletivo; caso é investigado

30/04/2026 09h00

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó Divulgação

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Uma criança indígena de 7 anos morreu no fim da tarde desta quarta-feira (29), após ser atropelada por um ônibus na Aldeia Te’yikue, localizada no município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o portal Caarapó News, o menino, identificado como Wendri Cavalheiro, havia acabado de descer de um ônibus escolar por volta das 17h e, ao tentar atravessar a rodovia MS-280, foi atingido por outro coletivo que seguia logo atrás, no mesmo sentido da via.

Com o impacto, a vítima ficou presa sob uma das rodas do veículo e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. A ocorrência mobilizou também a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia Científica, que iniciaram os levantamentos para apurar as circunstâncias do acidente.

As autoridades devem investigar a dinâmica da colisão e se houve falha ou responsabilidade por parte dos envolvidos.

A morte da criança gerou forte comoção entre moradores da comunidade indígena. O caso segue em apuração.

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IMPACTO AMBIENTAL

Inquérito civil investiga financiamento bilionário do BNDES à mineradora do Rio Paraguai

Ministério Público Federal entende que houve insuficiência dos estudos para avaliar o impacto ambiental e os riscos de degradação ao Pantanal

30/04/2026 08h45

Novo porto vai escoar produção de minério

Novo porto vai escoar produção de minério Rodolfo César

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para avaliar a conformidade socioambiental e climática do financiamento de R$ 3,7 bilhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à LHG Logística, mineradora que atua no Rio Paraguai, no município de Corumbá.

O recurso foi destinado à construção de 400 balsas e 15 empurradores para transporte de minérios nos rios Paraguai e Paraná. O MPF abriu o processo devido à insuficiência dos estudos que avaliam o impacto ambiental e os riscos de degradação do Bioma Pantanal, além da violação de direitos de comunidades tradicionais.

De acordo com o documento, manifestações técnicas apontam insuficiências no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental, notadamente por desconsiderarem a fase operacional da hidrovia e os impactos cumulativos e sinérgicos decorrentes de dragagens em múltiplos pontos do Rio Paraguai.

O procurador da república Marco Antônio Delfino considera também que o incremento significativo da frota hidroviária pode acarretar impactos ambientais relevantes e potencialmente irreversíveis ao Pantanal, com reflexos sobre o regime hidrológico (pulso de inundação), a biodiversidade e os modos de vida de comunidades tradicionais.

Com isso, entendeu que é necessário aprofundar as investigações para verificar a conformidade do financiamento concedido pelo BNDES com seus parâmetros de avaliação de riscos climáticos, ambientais e sociais (ESG), diante das fragilidades técnicas apontadas.

O inquérito civil foi vinculado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável pelos casos que envolvem meio ambiente e patrimônio cultural.

Financiamento

Em setembro de 2024, com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 3,7 bilhões à mineradora LHG Logística Ltda, destinado à construção de 400 balsas e 15 empurradores para o transporte hidroviário de minérios de ferro e manganês pelos rios Paraná e Paraguai.

O investimento representa um incremento de 16% da frota nacional de transporte de carga para navegação interior (em rios, lagoas e canais). O financiamento também viabiliza a construção destas embarcações no Brasil.

O projeto visa a ampliação do escoamento na logística de minérios que são extraídos em Corumbá e carregados nas barcaças, atravessando 2.500 km pela hidrovia, cruzando o Paraguai, até chegar ao terminal marítimo de Nova Palmira, no Uruguai, onde são carregados em navios de longo curso.

Além do aumento da capacidade de escoamento da extração de minério em, no mínimo, 5,9 milhões de toneladas por ano, o projeto, ao adotar o modelo hidroviário como base para sua logística de exportação, apresenta potencial de emissão de gases do efeito estufa significativamente menor frente a outras opções logísticas para o escoamento, contribuindo para a descarbonização da matriz logística brasileira.

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