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Governo de MS dará prazo maior para início das obras na Rota da Celulose

Readequação do edital do leilão das rodovias deverá trazer, entre as mudanças, menos investimentos no 2º ano de concessão

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Após o leilão da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul não ter interessados, o governo do Estado trabalha em readequações no edital. Entre as mudanças, segundo o governador Eduardo Riedel (PSDB), está o maior prazo para início de algumas obras que deveriam começar já no segundo ano de concessão.

O pacote de rodovias inclui trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395, que estão localizadas no leste de Mato Grosso do Sul, região com grandes fábricas de celulose. Ao todo, são 870,3 quilômetros de estradas. As rodovias também são caminhos para o estado de São Paulo.

De acordo com o governador, não haverá necessidade de mudanças no valor do pedágio e também na quantidade de investimentos a serem feitos pela empresa vencedora do certame. Essa informação já havia sido antecipada pelo Correio do Estado no dia 4, dois dias depois do leilão ter ficado deserto.

Riedel afirmou ainda que apenas a readequação do cronograma deverá trazer a estabilidade necessária para a concorrência.

“Você tem de equilibrar valor de pedágio com esse fluxo de investimentos, então, nós retiramos de um momento inicial e colocamos mais para a frente, dividimos o segundo ano, que estava muito concentrado, para segundo e terceiro em termo de investimento, principalmente em relação à duplicação [do trecho] Campo Grande-Ribas, que é a maior demanda inicial, pelo maior fluxo”, declarou o governador, durante coletiva nesta sexta-feira.

Nesse cronograma a ser modificado estão, principalmente, o início da construção de seis viadutos sobre passagens de ferrovias.

“Não há de se mexer na estrutura do projeto, não foi diminuído ou aumentado um quilômetro sequer de qualquer ação que a gente venha a fazer. Tem uma discussão nossa em relação ao timing dos viadutos sobre as passagens de ferrovia, que são seis ao custo de R$ 50 milhões, e R$ 300 milhões do Capex inicial, e que, se você jogar para a frente, você ajuda a reequilibrar o projeto e não é necessário fazer no segundo ano, como estava previsto”, explicou Riedel.

Segundo o cronograma apresentado anteriormente pelo Escritório de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul (EPE-MS), estava previsto para o segundo ano de contrato, além das obras dos viadutos, o início da duplicação de 104,94 km na BR-262, dos 129,93 km totais para a rodovia.

Também estava nesse período a construção de 69,41 km de terceiras faixas e de 433,32 km de acostamento na BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

“São ajustes muito pequenos, do ponto de vista do fluxo da operação, para que tenha mais atratividade, sem mexer em preço e pedágio e sem mexer no projeto original, mas deslocando algumas ações”, ressaltou Riedel.

O governador ainda garantiu que o edital voltará para a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em janeiro de 2025, para que em 90 dias, ou seja, em abril, o pacote de rodovias seja leiloado.

“Eu voltei anteontem [quarta-feira] de Brasília e, infelizmente, tive de cancelar o Natal e o Ano-Novo da equipe do EPE, porque em janeiro a gente volta ao mercado para ir a leilão no prazo de 90 dias. Nossa equipe ficará fazendo as adequações e nós publicaremos ainda em janeiro para ir a leilão em abril”, afirmou.

INVESTIMENTO

O contrato de concessão para a Rota da Celulose será de 30 anos, com estimativa de investimento de R$ 8,8 bilhões, diluído até os últimos anos de contrato, já que, pelo cronograma inicial, as requalificações na pista terminarão no 24º ano após a assinatura.

A obra que terá maior prazo para início dos investimentos será a implantação da terceira faixa na MS-040, que poderá demorar 24 anos para ser concluída, conforme já havia antecipado o Correio do Estado em setembro deste ano.

LEILÃO

O dia 2 de dezembro era a data para que interessados no projeto da Rota da Celulose enviassem suas propostas. O leilão, porém, só aconteceria no dia 6, entretanto, a concessão não atraiu o interesse de nenhum investidor.

Conforme apurado pelo Correio do Estado e corroborado pelo governador, um dos motivos para isso foi o grande número de outros lotes que foram a leilão no País neste mês e que despertaram maior interesse dos investidores. 

“O momento da economia não ajudou, e uma situação que pode ser negativa, mas ela é positiva, é que existem muitos projetos na praça, o que é bom também, mas o Brasil não tem tantos grandes players para assumir uma responsabilidade dessa”, disse Riedel.

Saiba

Apesar de as obras de requalificação do asfalto na Rota da Celulose só estarem previstas para começar a partir do 2º ano de contrato, a cobrança de pedágio nas 12 praças ao longo do percurso deverá ter início já no 13º mês após a assinatura do acordo.

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"Apagou, mas eu vi"

Gaeco flagra alvos da Gutemberg que apagaram apps em 2 minutos ao verem a polícia

Metadados do Gaeco revelam ação de Gabriel Taquino e Francisco Anízio para destruir conversas no WhatsApp e Signal em MS; peritos resgataram mais de 25 mil registros e dupla foi denunciada

22/10/2026 06h20

O acusado Francisco Anizio apagou as provas (aplicativos Signal e WhatsApp) quando viu as equipes do Bope/Gaeco chegando em sua casa por meio do sistema de vigilância

O acusado Francisco Anizio apagou as provas (aplicativos Signal e WhatsApp) quando viu as equipes do Bope/Gaeco chegando em sua casa por meio do sistema de vigilância Reprodução

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Dois dos operadores do esquema de corrupção que foi desmontado na Operação Gutenberg do Grupo de Atuação na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) denunciados mais uma vez pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foram denunciados mais uma vez, agora, por obstrução da Justiça.

O advogado e lobista Gabriel Taquino e o dono de empresas investigadas no esquema, Francisco Anízio dos Santos, apagaram aplicativos de mensagem segundos antes do cumprimento dos mandados de busca e apreensão pelos policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que apoiavam as equipes do Gaeco.

Francisco Anízio, ao verificar os policiais pelas câmeras de monitoramento de sua casa, apagou os aplicativos WhatsApp e Signal de seu telefone, um iPhone 17 Pro Max. A comprovação veio depois que as equipes do Gaeco puxaram as informações do telefone apreendido, e sequenciaram os atos.
O mesmo ocorreu com Gabriel Taquino. Ele, porém, apagou apenas o Whats App. 

Metadados

A manobra para ocultar provas foi descoberta pela Câmara Técnica Especializada em Tecnologia e Computação Forense (Cetfor) do Gaeco. Por meio do exame de metadados, logs do sistema operacional e registros de atividade, a perícia conseguiu reconstituir com precisão a sequência cronológica de ações praticadas pelos investigados antes da apreensão dos aparelhos.

A linha do tempo do investigado Francisco Anízio dos Santos revela que a exclusão foi motivada pela constatação direta da chegada das forças policiais. No dia 7 de julho deste ano, às 5h56min48s, Anízio desbloqueou seu iPhone 17 Pro por biometria e, às 5h56min55s, acessou o aplicativo de câmeras de segurança de sua casa. Às 5h57min8s, ele visualizou imagens do sistema que mostravam uma viatura do Bope posicionada em frente ao imóvel. Logo em seguida, Francisco Anízio abriu o WhatsApp às 5h57min34s, apagou o Signal às 5h57min55s e desinstalou o WhatsApp às 5h58min2s, destruindo os contêineres de dados em apenas 1 minuto e 14 segundos após o desbloqueio.

No caso de Gabriel Taquino de Paula, os registros periciais identificaram um apagamento ainda mais rápido. Às 5h56min1s, Taquino efetuou o desbloqueio biométrico de seu iPhone 17 Pro Max. Apenas 14 segundos depois, às 5h56min15s, ele iniciou a remoção do WhatsApp e a consequente destruição das pastas e arquivos de dados associados à plataforma.

Apesar do apagamento efetuado nos celulares, o trabalho pericial resgatou um expressivo volume de vestígios. Foram recuperados mais de 9,3 mil registros de atividade no aparelho de Anízio e 16,4 mil no dispositivo de Taquino. Além disso, o Gaeco obteve o histórico das conversas mantidas por eles nos telefones apreendidos com outros membros da organização –como Ed Carlo Britto Burgatt, Olivia Paroschi Jafar e Eronivaldo Vasconcelos Junior –, comprovando o uso rotineiro dos aplicativos para tratar dos negócios ilícitos.

Para os promotores de Justiça, a coincidência temporal entre a chegada das viaturas e o apagamento instantâneo das plataformas demonstra intenção clara e deliberada de embaraçar as investigações. Diante dos fatos, o MPMS denunciou ambos com base na Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013), que pune quem impede ou dificulta a colheita de elementos de prova.

O acusado Francisco Anizio apagou as provas (aplicativos Signal e WhatsApp) quando viu as equipes do Bope/Gaeco chegando em sua casa por meio do sistema de vigilância

Máfia dos livros e extorsão na saúde 


A Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Gaeco no dia 7 de julho deste ano. Na ação inicial, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em seis municípios do Estado para desarticular um esquema estimado em mais de R$ 27 milhões envolvendo fraudes na compra de livros paradidáticos, corrupção e desvios na saúde pública.

O grupo utilizava falsas alegações de exclusividade para obter contratos por inexigibilidade de licitação, fornecendo livros paradidáticos que na verdade eram produzidos por outras editoras e vendidos abertamente no mercado. O esquema movimentou cerca de R$ 30 milhões – mais de 
R$ 9 milhões foram sacados em espécie por proprietários de fachada, ou “laranjas”, para viabilizar o pagamento de propinas e a lavagem de dinheiro.

As apurações revelaram uma estrutura organizada, liderada por empresários da família Jafar, com a atuação de operadores financeiros, representantes comerciais e agentes públicos. Um dos braços mais graves do esquema envolvia a utilização da central de regulação da Secretaria Estadual de Saúde, onde o servidor Ed Carlo Britto Burgatt chantageava prefeitos, condicionando a liberação de leitos de UTI, exames e cirurgias à compra dos kits de livros. O avanço das investigações e a iminência do cumprimento dos mandados judiciais culminaram na tentativa de destruição de provas e na consequente denúncia por obstrução da Justiça.

Em agosto deste ano, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra todos os envolvidos na Operação Gutemberg. O processo corre na 2ª Vara Criminal.

Os crimes encontrados pelo Gaeco são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, fraude em licitação e em contratos públicos, falsidade ideológica e obstrução à Justiça.
 

 

adenocarcinoma pulmonar

Câncer do papa Leão XIV estava localizado e não exigirá tratamento adicional, diz Vaticano

O pontífice foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão

21/10/2026 23h00

Papa Leão

Papa Leão Foto: Vaticano News

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O câncer do papa Leão XIV estava localizado e não exigirá nenhum tipo de tratamento adicional. A informação foi divulgada na tarde desta quarta, 21, pelo Vaticano.

O pontífice realizou sua primeira audiência geral com fiéis desde que passou por uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão, há oito dias. Ele percorreu a praça em um papamóvel aberto, acenou aos peregrinos e abençoou bebês.

"A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações", afirmou o papa. Ao longo do evento, que durou cerca de 50 minutos, ele também fez uma homilia em italiano.

Em 13 de outubro, Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito. O pontífice foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão. Os médicos responsáveis afirmaram que o procedimento foi concluído com sucesso e sem complicações.

Leão XIV havia prometido, no domingo, 18, retomar gradualmente suas atividades à frente da Igreja Católica, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo. Ele foi eleito em maio de 2025 e é um dos papas mais jovens das últimas décadas.

O pontífice tem uma viagem prevista ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre 6 e 17 de novembro. O roteiro, que inclui uma série de compromissos internacionais, ainda não tem confirmação de que será mantido conforme o planejado.

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