Cidades

MEIO AMBIENTE

Governo do Estado se antecipa e firma pacto contra queimadas no Pantanal

Projeto está em fase de construção, segundo o governador Eduardo Riedel, e o lançamento será feito em março

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O governo de Mato Grosso do Sul finaliza a elaboração de um programa, chamado de Pacto pelo Pantanal, que tem por objetivo melhorar a situação do bioma e de seus moradores no Estado. Além de ações de infraestrutura e educação para os ribeirinhos, o projeto também visa à manutenção da preservação e à atuação contra incêndios florestais.

Em 2024, o bioma novamente se tornou assunto, por conta dos incêndios que tomaram conta do Pantanal ao longo do ano e que começaram muito antes da época de seca, com registros já em janeiro e fevereiro e intensificação dos focos em junho.

Segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Lasa/UFRJ), de janeiro a dezembro de 2024, foram consumidos pelo fogo 2.620.175 hectares no Pantanal. Esse é o maior número depois dos incêndios de 2020, que segue como o recorde de destruição no local.

O fogo, além do grande impacto que traz para a flora e a fauna do bioma, também impactou os cofres dos governos federal e estadual, que chegaram a investir, somados, quase R$ 1 bilhão somente no ano passado, para combater as chamas, segundo fontes do Correio do Estado.

Nessa esteira, o governo do Estado pretende apresentar um projeto, que deve ser discutido com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), para aliar preservação ambiental, desenvolvimento econômico, combate ao fogo, educação, atendimento a ribeirinhos e também o emprego de recursos internacionais.

“O Pacto pelo Pantanal é um projeto que vai ser debatido nessa Casa, amadurecido com o parlamento de Mato Grosso do Sul, e tem um foco na preservação, principalmente, na valorização e na monetização dessa preservação. É algo inédito no País, envolve também as populações tradicionais, envolve todo um sistema, é um arcabouço de proteção contra as queimadas”, declarou ontem o governador Eduardo Riedel (PSDB).

“Tem algumas ações a serem desenvolvidas até março, que é o nosso prazo final para o lançamento. [O projeto] envolve recursos internacionais para o Pantanal e vamos ter esse debate com a Casa, porque isso deve ser a regulamentação da Lei do Pantanal, que já tem avançado, e a gente tem pensado o Pantanal como um todo, na educação, no saneamento e na infraestrutura”, completou Riedel.

INFORMAÇÕES

Conforme informações apuradas com fontes do Correio do Estado, o Pacto pelo Pantanal está sendo construído também com apoio de produtores e ambientalistas, além do governo do Estado.

A medida, como ressaltou o governador, faz parte da Lei nº 6.160, de 2023, conhecida como Lei do Pantanal, que em dezembro do ano passado fez um ano desde sua sanção e neste mês completa um ano em vigor.

Ainda segundo fontes do Correio do Estado, a ação também estaria relacionada ao projeto do carbono neutro e à comercialização de créditos de carbono, já que o mercado impõe que seja realizada uma série de ações de proteção ao meio ambiente e de infraestrutura na região.

Outro ponto que também faz parte dessa obrigação para que a área esteja apta a vender créditos de carbono são ações ligadas ao combate a incêndios, um dos focos do Pacto pelo Pantanal, como informou o governador.

FUNDO PANTANAL

Outra parte importante do projeto é relativa à criação do Fundo Clima Pantanal, ferramenta que pretende captar recursos de fora para financiar a preservação do Pantanal, por meio do Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

A ferramenta funcionará da mesma forma que o Fundo Amazônia, que é conhecido internacionalmente. 
Segundo Artur Henrique Leite Falcette, secretário-executivo de Meio Ambiente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o fundo deve ser lançado hoje, e os programas de pagamento devem ser apresentados ainda nesta semana.

O fundo conta com R$ 50 milhões em caixa, recurso injetado pelo governo do Estado, porém, o Correio do Estado já trouxe a informação de que o governo do Estado tem conversas com investidores.

*Colaborou Rodolfo César

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obra autorizada

Pantanal ganhará um novo cartão postal em Mato Grosso do Sul

Projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal e prazo para conclusão da Orla Fluvial é de um ano

11/03/2026 18h00

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá Foto: Reprodução

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O Pantanal sul-mato-grossense ganhará um novo cartão postal, em Corumbá. A Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU-MS) oficializou a autorização para as obras do Projeto de Revitalização e Urbanização da Orla Fluvial no município.

O projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal, por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

A portaria que autoriza a obra de projeto de revitalização e urbanização da Orla Fluvial do Rio Paraguai foi assinada pelo superintendente Tiago Botelho no dia 30 de janeiro deste ano.

  A medida estabelece prazo de 12 meses para a execução das obras, que serão realizadas pelo município em uma área considerada um dos cenários mais emblemáticos do Pantanal sul-mato-grossense.

De acordo com a SPU, a revitalização busca unir a preservação histórica do Porto Geral com a modernização necessária para atrair visitantes e oferecer melhores espaços de lazer à população.

“Queremos transformar a orla de Corumbá em um grande cartão-postal turístico. A SPU tem trabalhado de forma muito próxima ao prefeito Gabriel e sua equipe para viabilizar investimentos que fortaleçam o município”, afirmou Botelho.

O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, destacou a importância da parceria institucional para tirar o projeto do papel.

“Essa autorização permite dar andamento à revitalização da nossa orla, um espaço simbólico da cidade e com grande potencial turístico”, comentou.

A autorização não exime o Município de obter as demais licenças pertinentes às obras que serão executadas na área, inclusive em relação aos órgãos ambientais, garantindo que as intervenções ocorram em harmonia com o ecossistema pantaneiro.

A portaria também não implica na constituição de direito ou domínio, ou a qualquer tipo de indenização

“Agora avançamos para as próximas etapas, incluindo a licitação da obra. A revitalização da orla é um sonho antigo da população e estamos trabalhando com planejamento e parcerias para torná-lo realidade”, concluiu o prefeito.

Com a conclusão das obras, a expectativa é fortalecer a identidade cultural de Corumbá e impulsionar a geração de emprego e renda por meio do turismo fluvial.

 

CAMPO GRANDE

Instituto de Previdência recupera mais de R$ 1 milhão investidos no Banco Master

Segundo o diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, além do valor aplicado, também serão restituídos o rendimento de R$ 227 mil

11/03/2026 17h50

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master Gerson Oliveira

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O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) assegurou a devolução do valor de R$ 1,2 milhão aplicados em Letras Financeiras no Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central. O valor, que inicialmente teria prazo de três anos para retorno, será restituído aos cofres com correção monetária.

Após a intervenção ser anunciada, a equipe técnica do IMPCG, através de um estudo que apontou insegurança jurídica, apresentou uma ação de compensação de créditos com pedido de urgência para assegurar o retorno do investimento feito no Banco Master.

“Esse é o dinheiro dos servidores de Campo Grande, e o IMPCG sempre busca atuar com prudência. Assim que fomos informados sobre a liquidação da instituição, a equipe se mobilizou para garantir que esse valor retornasse a quem é de direito”, afirma a prefeita Adriane Lopes.

O diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, garantiu que o montante já está protegido pela justiça. “O valor aplicado, de R$ 1,2 milhão, já está totalmente assegurado, assim como o rendimento obtido no período, que soma mais de R$ 227 mil”, comenta.

O sequestro judicial foi feito através do valor que seria repassado pela Prefeitura de Campo Grande em decorrência dos empréstimos feitos pelos servidores do município à instituição.

“Mensalmente são repassados ao banco R$ 1,431 mi que foram retidos em folha em decorrência de consignados e, a decisão favorável ao município sequestrou parte desse valor, que não chegou a ser depositado na instituição e sim em uma conta jurídica”, conclui Marcos Tabosa.

Segundo ele, o IMPCG mantém uma política de investimentos baseada em critérios conservadores, com acompanhamento de um comitê especializado que analisa as aplicações e prioriza instituições com maior grau de segurança.

O Município aguarda a conclusão dos trâmites legais para a liberação definitiva dos recursos, resguardando que o investimento seja integralmente restituído ao instituto previdenciário.

Campo Grande

Em dezembro de 2025, a Prefeitura de Campo Grande e o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) ingressaram na Justiça com uma ação de compensação de créditos contra o Banco Master S.A.

O objetivo era reter valores de consignados por meio do programa Credcesta, que seriam repassados ao banco e compensá-los com créditos que a autarquia previdenciária possui junto à instituição financeira.

Segundo a petição protocolada na Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande, o IMPCG aplicou em abril de 2024 o valor de R$ 1,2 milhão em uma Letra Financeira emitida pelo Banco Master, com vencimento previsto para 2029.

Em meados de dezembro, o juiz da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande, Marcelo Andrade Campos Silva, autorizou a Prefeitura e o instituto a reter os descontos na folha de servidores ativos e inativos que seriam repassados ao Banco Master.

O magistrado ainda mandou o banco se abster de cobrar, negativar ou adotar medidas constritivas contra os servidores.

A medida visava compensar a dívida do Banco Master com o IMPCG, que em 2023 investiu R$ 1,2 milhão e tem um crédito de pelo menos R$ 1,4 milhão com a instituição financeira.

Em 2025, mais de 270 pessoas, a maioria composta de servidores do município de Campo Grande, entraram com processo na Justiça contra o Banco Master, alegando dívidas impagáveis e a condição denominada “superendividamento”, resultado dos juros abusivos cobrados pela instituição.

Esta era uma armadilha que levava o servidor a pensar que estava entrando em um crédito consignado, mas, na verdade, estava sacando dinheiro do cartão de crédito, pagando apenas o valor mínimo descontado em seu salário e vendo essa dívida explodir pelo uso do crédito rotativo do Banco Master.

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