Cidades

Ajuda federal

Governo Lula destina mais de R$ 1 milhão para enfrentamento da Chikungunya em Dourados

Os recursos são voltados à ações de assistência humanitária, voltados ao enfrentamento da doença em regiões onde foi decretada situação de emergência

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), liberou R$ 1,3 milhão para ações voltadas à assistência humanitária no município de Dourados devido ao aumento de casos de Chikungunya na região. 

 A portaria com a liberação do valor foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial da União. Na última terça-feira (31), o Ministério já havia reconhecido a situação de emergência na cidade. Assim, a União poderia enviar recursos ao município de forma imediata, sem a necessidade de um plano de ação prévio. 

Como parte das ações, uma equipe de técnicos da Sedec foi enviada à região para ampliar o apoio às defesas civis, municipal e estadual. 

Diferente do que se pensa, a Defesa Civil não atua somente em eventos extremos como enchentes, chuvas intensas e secas. Em situações que envolvem risco à saúde pública, como surtos de doenças e situações que envolvem risco à saúde pública, o Governo Federal pode agir para apoiar os estados e municípios. 

Em uma semana, foram confirmados mais 172 casos da doença na cidade e 553 casos prováveis. Com o avanço dos casos, a Secretaria Estadual de Saúde (SES/MS) vai destinar 46.530 doses da vacina contra a chikungunya para Dourados e Itaporã, cidades com grande crescimento de casos. 

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

Além do montante liberado especificamente ao município de Dourados, uma articulação dos deputados federais Camila Jara e Vander Loubet (PT/MS) destinou mais R$ 2,1 milhões vindos de verbas federais para conter a epidemia em Mato Grosso do Sul. 

A ajuda federal também prevê o envio e reforço do Exército Brasileiro para contribuir fisicamente nas ações. Ainda foi garantido o envio de equipes para a distribuição de cestas básicas e limpeza das caixas d'água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, diretamente impactadas pela doença. 

"Articulamos em Brasília o reforço do Governo Federal para conter o aumento dos casos. Neste momento, o que precisamos é da união entre o município e o estado para ampliar a força tarefa e ajudar a população. Estamos falando de vidas que estão sendo perdidas, essa união é fundamental e urgente", afirmou a deputada Camila Jara. 

No Estado

Mato Grosso do Sul já registrou 3.665 casos prováveis de chikungunya, sendo 1.764 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026, segundo o Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. 

Esses números colocam o Estado na liderança em incidência nacional da doença, com 125,3 casos a cada 100 mil habitantes. 

Ao todo, já foram registrados sete óbitos pela doença, sendo cinco em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim. Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Destas ocorrências, seis foram em março e apenas uma em fevereiro. 

Na série histórica (2015 - 2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17), porém ainda há nove meses pela frente. 

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 540 
  • Fátima do Sul - 502
  • Jardim - 234
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 59
  • Aquidauana - 44

Em todo o Brasil, são 22.165 casos prováveis de Chikungunya, 15 óbitos confirmados e 13 em investigação. 
 

Epidemia

MS deve destinar 46,5 mil doses de vacina contra Chikungunya para cidades com surto da doença

O plano de ação para controle na doença integra, inicialmente, a região Sul, nos municípios de Dourados e Itaporã

02/04/2026 14h00

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doença

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doença FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Como parte de estratégias para conter o avanço da Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve destinar 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que concentram os maiores surtos no Estado. 

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Só em Dourados, são 540 casos e cinco mortes.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que a distribuição das doses faz parte de um conjunto de estratégias para controle da doença. 

"Estamos atuando com responsabilidade diante de um cenário epidemiológico sensível. A vacina passa a integrar o conjunto de estratégias do Estado para ampliar a proteção da população", afirmou.

Segundo Maymone, a condução da estratégia segue critérios técnicos e alinhamento com o Ministério da Saúde. Dourados foi incluído como município elegível na estratégia piloto nacional de vacinação contra a chikungunya, com planejamento em andamento para definição das etapas de implementação.

 "A operacionalização da vacinação está sendo organizada de forma integrada, considerando a realidade epidemiológica do território e as diretrizes nacionais", completou.

A distribuição das doses deve seguir critérios técnicos e o avanço da doença em cada região do Estado. 

"Dourados concentra o maior volume de doses devido ao cenário epidemiológico, e toda a estratégia está sendo estruturada para garantir uma implementação segura e eficiente", afirmou a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger.

Entre as estratégias, também estão a preparação das equipes de saúde e organização da rede de saúde municipal para a aplicação das doses. 

Vacinação contra chikungunya avança na região Sul do Estado para conter surto da doençaMapa dos casos confirmados da doença em alguns municípios de MS / Fonte: SES

Reforço 

Com o aumento dos casos em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade de atendimentos nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD).

Assim, o Hospital está equipado com 100 leitos, sendo 20 de UTI e 10 leitos adultos e 5 cinco pediátricos para pacientes com a doença. 

Mesmo sendo uma medida temporária, ela visa garantir uma organização maior da assistência médica frente ao aumento dos casos. 

Além disso, o Estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região através de reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores. 

"O cenário exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e imunização. Estamos trabalhando de forma articulada para reduzir casos e garantir resposta oportuna à população", explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho. 

Ações também foram ampliadas em territórios indígenas, com o envio de equipamentos, aplicação de fumacê, borrifação, e atuação de equipes na identificação de criadouros e orientação à população. 

O apoio busca controlar a disseminação e reprodução do mosquito Aedes aegypti, causador da Chikungunya, dengue e zika. 

A orientação da secretaria é de eliminar água parada e buscar atendimento nas unidades de saúde ao surgimentos dos primeiros sintomas, como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele. 


 

MINISTÉRIO PÚBLICO

Prefeitura deve apresentar plano para reduzir filas na saúde em até 180 dias

Com pacientes esperando até 8 anos por exames, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul cobra plano de ação para enfrentar as filas

02/04/2026 13h33

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Com casos extremos de pacientes esperando desde 2018 por exames de ressonância magnética, entre outras situações, a Prefeitura de Campo Grande tem 180 dias para apresentar uma solução.

A fila de espera, que se transformou em um dos maiores gargalos da saúde pública do município, reúne extensas demandas por exames diagnósticos essenciais, como tomografia computadorizada, ressonância magnética (com e sem sedação), eletroneuromiografia e radiografia simples.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) divulgou dados que apontam que, em fevereiro de 2024, mais de 25 mil pessoas aguardavam a realização desses exames.

Em situações extremas, a espera ocorre desde 2018 por ressonância com sedação, evidenciando a gravidade do problema.

Embora o município conte com programas como o “Mais Saúde, Menos Fila”, que recebeu aporte de R$ 45 milhões do governo estadual, além da previsão de R$ 15,9 milhões em recursos federais, os investimentos ainda não foram suficientes para reduzir a demanda reprimida.

Ainda segundo a 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, iniciativas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), como a contratação de aproximadamente 3,5 mil exames de ressonância magnética, não foram suficientes diante do volume de pacientes na fila.

O maior problema está nos exames de coluna. Nos últimos seis meses, apenas 52 exames de coluna torácica e 134 de coluna lombossacra foram realizados, o que evidencia a insuficiência da oferta frente à demanda.

Diante da situação, o MPMS instaurou procedimento administrativo para acompanhar ação civil pública em curso, reunindo informações técnicas, dados oficiais e medidas adotadas pelo Estado e pelo município.

O órgão cobra a apresentação de um plano concreto de ação em até 180 dias, com metas e cronograma, conforme parâmetros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera excessiva a espera superior a 100 dias.

Além dos números, o MPMS reúne relatos de pacientes que enfrentam dores persistentes, dificuldades de agendamento e falta de medicamentos, reforçando o impacto social e humano da demora. O órgão ressalta que o acesso rápido a exames diagnósticos é decisivo para iniciar tratamentos, definir condutas clínicas e reduzir riscos, e que a espera prolongada compromete a dignidade e o direito fundamental à saúde.

O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam convertidos em resultados concretos e que a população da Capital tenha acesso a exames em prazo compatível com a urgência de seus quadros clínicos, transformando a fila em atendimento efetivo, com transparência, racionalidade e proteção à vida.
 

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