Na manhã do último domingo (28), um homem de 32 anos foi preso após assediar por mensagens menina de 9 anos. Mãe da criança percebeu que filha estava sendo vítima do crime e denunciou a polícia da cidade.
Identificado pelas iniciais J.M.M.A, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com auxílio da Delegacia de Rio Verde de Mato Grosso, prendeu o homem na casa em que morava na cidade a 203 quilômetros de Campo Grande.
Ao descobrir as mensagens, a mãe foi até a delegacia e relatou que o assediador constantemente enviava a sua filha mensagens com cunho sexual, por meio de aplicativos de comunicação instalado no aparelho.
A polícia então realizou a apreensão do celular da menina para investigação e o submeteu a análise técnica, com autorização da mãe da vítima. Após isso, foi possível concluir a veracidade da denúncia, além de ser constatado o envio e recebimento de fotos com nudez, e tentativas de marcar “encontro” pessoalmente entre a vítima e o suspeito.
Com isso, a polícia conseguiu mandado de busca e apreensão na casa do homem para investigar outros possíveis aparelhos, mídias digitais e dispositivos que podem ter sido usados na prática criminosa.
Quando localizado, o suspeito foi preso e encaminhado a Delegacia da cidade. Também foi apreendido na residência outro celular utilizado por ele – encaminhado para análise pericial, para dar continuidade às investigações e identificar se há outras vítimas.
Ao ser concluída as investigações, o criminoso poderá responder por crime do artigo 217-A do código penal, por estupro de vulnerável e também aliciamento, assédio, instigamento ou constrangimento da criança, por qualquer meio de comunicação, com intuito de prática libidinosa, segundo o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA,.
Por ter fotos de nudez envolvida no crime, o homem ainda está sujeito a responder por adquirir, possuir ou armazenar fotografia, vídeo ou registro que contenha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente, de acordo com o artigo 241-B do ECA.
Sob sigilo, o caso segue sendo investigado pelos agentes. A Polícia Civil reforça que crimes do tipo são tratados como prioridade absoluta e a orientação é que as denúncias ocorram imediatamente às autoridades competentes.


