Cidades

Sidrolândia

Índios ameaçam invadir novas fazendas e há risco de conflitos, diz proprietário

Índios ameaçam invadir novas fazendas e há risco de conflitos, diz proprietário

Laís Camargo

13/05/2011 - 18h13
Continue lendo...

Após reunião que durou mais de três horas na Câmara Municipal de Sidrolândia, o clima é de insegurança e iminência de conflito entre indígenas e proprietários rurais. Das nove aldeias envolvidas nas questões de reintegração de posse, apenas um representante compareceu para discutir as questões com representante do Ministério Público Estadual (MPE), o presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, e representante da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

São mais de mil índios acampados na fazenda 3R. Após a reunião o representante do MPE e o advogado da fazenda foram até o local para confirmar denúncias de roubo de madeira e matança de 47 animais, além de tentar conversar com os indígenas terena da aldeia Buriti. “Na reunião percebi que entre os índios existes rixas por interesses diversos, um grupo quis abrir negociação, outro está interessado em interditar a estrada para exteriorização pública e o terceiro grupo parece mais violento, estão invadindo a 3R e querem invadir outras quatro fazendas”, analisa Roberto Bacha, proprietário da área invadida.

A situação parece mexer com a classe produtora, que tem se unido em busca de soluções para uma situação que já dura 11 anos. Fazendeiros de Maracaju, Antônio João e outras cidades do Estado estiveram presentes na reunião. No momento não há policiais na área invadida e os indígenas estão em posse de armas de fogo. “Nessa situação a posse da terra, a escritura, parece ser ignorada. Nós não temos nada contra os índios, mas se há uma dívida social, ela não é exclusiva dos fazendeiros, é de toda sociedade”, afirma Bacha.
 

OPORTUNIDADE

Concurso para tabelião tem mais de 700 inscritos em MS

Prova será realizada neste domingo (01), nos períodos matutino e vespertino

27/02/2026 09h00

A avaliação será aplicada em dois turnos distintos, conforme a modalidade de ingresso escolhida pelo candidato

A avaliação será aplicada em dois turnos distintos, conforme a modalidade de ingresso escolhida pelo candidato Divulgação

Continue Lendo...

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) realiza neste domingo (1º) a prova objetiva do concurso público para outorga e delegação de Serviços Notariais e Registrais no Estado. Considerado um dos certames mais aguardados da área extrajudicial, o processo seletivo reúne mais de 700 candidatos interessados em assumir serventias notariais e registrais em Mato Grosso do Sul.

A avaliação será aplicada em dois turnos distintos, conforme a modalidade de ingresso escolhida pelo candidato. Os inscritos na modalidade de remoção farão a prova no período da manhã, das 7h às 12h. Já os candidatos que concorrem por provimento realizarão o exame à tarde, das 15h às 20h, ambos no horário local.

De acordo com o edital, os portões serão fechados 30 minutos antes do início da aplicação em cada turno. Após esse horário, não será permitida a entrada de candidatos, em nenhuma hipótese.

A prova objetiva será composta por questões de múltipla escolha e terá caráter eliminatório, sendo uma das etapas iniciais do concurso, que ainda prevê outras fases, conforme as regras estabelecidas no edital.

A organização do certame é de responsabilidade da Corregedoria-Geral de Justiça, com apoio operacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição responsável pela aplicação das provas.

Os locais de realização do exame foram divulgados no último dia 23 de fevereiro, exclusivamente no site oficial da FGV. O TJMS reforça que cabe ao candidato verificar previamente o endereço da prova, comparecer no horário estipulado e cumprir todas as normas previstas no edital.

Os participantes devem acompanhar eventuais comunicados e atualizações por meio do portal da banca organizadora.

Confira o edital completo abaixo: 

Assine o Correio do Estado

OPERAÇÃO

Operador de esquema em Sidrolândia volta para a cadeia

Frescura, como é conhecido Ueverton da Silva Macedo, era um dos empresários que atuava com empresas de fachada para vencer licitações fraudulentas

27/02/2026 08h00

Ueverton estaria lavando dinheiro com ajuda de rede

Ueverton estaria lavando dinheiro com ajuda de rede Reprodução redes sociais

Continue Lendo...

Pela quarta vez, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou uma operação que mira o grupo que atuvava no esquema de corrupção instalado na prefeitura de Sidrolândia, segundo apontam os promotores responsáveis pela investigação.

Desta vez, voltou para a cadeia o empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como Frescura, um dos operadores do esquema.

Ueverton tinha sido solto há cinco meses, no fim de setembro do ano passado, após sua prisão em abril de 2024, durante a terceira fase da Operação Tromper.

Segundo a investigação do MPMS, Frescura é apontado como controlador de empresas de fachada que venciam licitações em Sidrolândia, no esquema comandado pelo ex-vereador de Campo Grande Claudinho Serra (PSDB).

Frescura também foi apontado durante depoimento do ex-servidor municipal de Sidrolândia, Tiago Basso da Silva, em delação premiada, como membro ou ligado a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Desta vez, porém, Ueverton foi preso porque, conforme investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), foram identificados indícios de que ele estaria “utilizando uma rede estruturada de apoio composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas, com a finalidade de movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial”.

“Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar”, diz nota do MPMS.

Além de Ueverton, também foram presas outras quatro pessoas: a esposa dele, Juliana Paula da Silva; o empresário Gedielson Cabral Nobre, apontado como sócio da Prestadora de Serviços Nobre; o empresário de Sidrolândia Evertom Luiz de Souza Luscero; e a engenheira Flaviana Barbosa de Souza.

A estrutura formada por essas empresas beneficiaria o investigado e sua família, inclusive no período em que ele esteve preso.

Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além dos cinco mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário, após representação do MPMS.

“A operação, que também teve o apoio do Gaeco [Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado] decorre do aprofundamento das investigações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper e tem como objetivo apurar a prática do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores”, detalha o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

PCC

Reportagem do Correio do Estado de junho de 2024 mostrou que durante delação premiada, Tiago Basso afirmou que durante o tempo que passou preso ao lado de Frescura, notou que muitos detentos o conheciam e até que deviam favores para ele. A unidade em que eles estavam era prioritariamente para faccionados do PCC.

“Todo mundo tinha um vínculo de amizade ou de favor que devia pra ele ir lá. E o presídio que a gente ficou era uma unidade faccionada do PCC, o PCC comanda ali, aquela unidade. Então dava para ver que ele tinha muito contato com aquelas pessoas ali e aquilo me deixou atônito na época e falei para o meu advogado que não queria mais conversar, não queria mais nada, que queria só ficar no meu canto”, afirmou em delação premiada.

O ex-assessor contou ainda que ao relatar o desejo de fazer uma delação premiada ao colega de cela, quando percebeu que não seria solto logo, chegou a ser ameaçado por Ueverton.

“No domingo, ele me chamou para conversar. Aí a gente foi caminhando pela quadra, só nós dois conversando, ele falou: ‘ó, vou ser bem honesto com você, se você tomar a decisão de fazer uma delação premiada, você pode ter certeza que antes da minha mãe chorar, a mãe que vai chorar vai ser a sua’”, recordou a ameaça feita.

TROMPER

A primeira fase da Operação Tromper ocorreu em maio de 2023, quando o Gaeco descobriu que um grupo criminoso participava de esquema de corrupção e fraudes em licitações em Sidrolândia.

Um ano depois, em abril de 2024, a terceira fase da operação cumpriu oito mandados de prisão – sendo um dos alvos o então vereador Claudinho Serra, que é genro de Vanda Camilo, na época prefeita de Sidrolândia.

Foi nesta mesma fase que Uevertom voltou para a prisão, já que ele também tinha sido preso em julho de 2023, na segunda fase da operação.

*Saiba

Segundo o MPMS, o esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia faturava R$ 100 mil por mês, mais gastos pessoais dos envolvidos, que eram quitados com notas frias pagas pelo Executivo municipal. O dinheiro vinha de contratos fechados com o município.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).