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PANDEMIA

Internações por Covid-19 desaceleram em Mato Grosso do Sul nos hospitais públicos e privados

MS já contabilizou quase 600 casos confirmados da doença em leitos; no último boletim epidemiológico foram 526 internações
09/09/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


Mato Grosso do Sul iniciou uma desaceleração das internações por Covid-19 tanto na rede pública quanto na privada. 

Depois de quase chegar a 600 casos confirmados internados em todo o Estado, dados do novo boletim epidemiológico registraram 521 sul-mato-grossenses ocupando leitos, além de 5 pessoas de outros estados.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Geraldo Resende, os números ainda não podem ser classificados como uma redução, mas sim uma desaceleração do que vinha ocorrendo nos últimos dias.

“Chegamos ao plato de casos, de óbitos e também de internações. Sinaliza a desaceleração, e nós também já deixamos de construir novos leitos há 15 dias, estamos apenas mantendo o número que chegamos e substituindo os que foram locados para diminuir os custos”, declarou Resende.

O pico de internações em Mato Grosso do Sul, de acordo com os dados do boletim, foi no dia 3 de setembro, quando 679 pessoas positivadas para a doença estavam internadas, das quais 10 eram de outros estados.

Os números mostram que as internações evoluíram acompanhando o número de casos. 

Em julho, quando a pandemia tomou forma, principalmente em Campo Grande, as internações saltaram de 199 para 490 no fim do mês.

“Deixamos de abrir novos leitos porque já não tinha necessidade e também por que esbarramos em um obstáculo difícil de ser transposto, que é a falta de recursos humanos. Todos os profissionais capacitados para atuarem em unidades de terapia intensiva [UTIs] estão empregados e atuando no máximo, não temos mais”, explicou o secretário.

Como houve a estabilização da doença, apesar de serem números ainda altos, não há a necessidade de abertura de novas vagas

Por isso, a secretaria iniciou a troca de equipamentos que eram alugados.

“Estamos substituindo com equipamentos que compramos e que recebemos do Ministério da Saúde. Já fizemos a troca no Hospital Regional e devemos fazer também em algumas cidades do interior, além do Hospital Universitário, que tinha alguns equipamentos que os municípios cederam e deveremos devolver e substituir”, disse Resende.