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Internet 5G chega às últimas 28 cidades de MS

As operadoras devem solicitar à Anatel, a partir da próxima segunda-feira (5), o licenciamento para a ativação da faixa de internet

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Conforme divulgado pelo Ministério das Comunicações, cerca de 28 municípios de Mato Grosso do Sul poderão receber o sinal da internet 5G e, com isso, o Estado passará a ter cobertura de 100% do serviço.

Cabe às operadoras que adquiriram os lotes na faixa 3,5 GHz, a partir da próxima segunda-feira (5), solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o licenciamento de ativação das estações da internet 5G. 

Instalação gradual


Com relação ao pedido de liberação que as empresas de telefonia precisam solicitar à Aneel, mesmo tendo adquirido a permissão, isso não implica que a instalação das redes será feita de imediato nas regiões contempladas. 

A implementação do serviço ficará por conta da organização de cada prestadora de serviço. 

“A implantação do 5G está avançando a passos largos e estamos nos esforçando ao máximo para conseguir antecipar os prazos previstos no leilão. O sinal já está disponível em todas as capitais e a nossa missão é levá-lo até as pequenas cidades, para que toda a população brasileira para usufruir dos benefícios desse serviço” , disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Segundo o Ministério das Comunicações no país serão atendidos 4.808 municípios, com a faixa de 3,5 GHz disponível para utilização por estações do 5G standalone, ocupados por aproximadamente 197 milhões de brasileiros. 

Por meio da  Agência Nacional de Telecomunicações, é possível verificar os municípios em que o serviço 5G está liberado, sendo que no Estado, 51 municípios estão com a tecnologia ativa. 

Em amarelo status dos municípios que aguardam liberação para uso da faixa 3,5 GHz pelo 5G 

O Estado, segundo a Estação Rádio Base e de Estações Móveis da Telefonia Móvel (ou Serviço Móvel Pessoal (SMP) conta com quatro operadoras com serviço nos 79 municípios com 1.360 estações.

Veja a lista dos municípios

  • Alcinópolis
  • Amambai
  • Anaurilândia
  • Aparecida do Taboado
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Camapuã
  • Cassilândia
  • Coronel Sapucaia
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Eldorado
  • Figueirão
  • Iguatemi
  • Japorã
  • Maracaju
  • Mundo Novo
  • Paranhos
  • Pedro Gomes
  • Rio Negro
  • Santa Rita do Pardo
  • São Gabriel do Oeste
  • Sete Quedas
  • Sidrolândia
  • Tacuru
  • Taquarussu

Campo Grande, uma das capitais selecionadas para receber a tecnologia “5G puro”, a funcionalidade entrou em vigência em setembro de 2022.

Interferência

Como antenas convencionais utilizam o mesmo sinal da faixa de 3,5 GHz, para evitar a falha na recepção do sinal, a Entidade Administradora de Faixa (EAF) iniciou a mudança de recepção do sinal de televisão aberta. 

Os usuários que recebem transmissão com uso de antena parabólica precisam adaptar o equipamento para que o sinal do 5G não interfira na transmissão televisiva. 

Munícipes que forem inscritos no  Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), devem pedir o kit gratuito para realizar a adaptação necessária do equipamento. 

Em caso de dúvidas o usuário pode telefonar gratuitamente por meio do número 0800-729-2404 ou por meio do site (www.sigaantenado.com.br).
 

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estiagem histórica

Campo Grande destoa e MS fecha outro mês com poucas chuvas

Dos 46 municípios monitorados pelo Cemtec, em 23 deles as chuvas de março ficaram abaixo da média histórica para o período

04/04/2025 11h30

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de março

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Com até 336 milímetros, Campo Grande fechou março como o mais chuvoso dos últimos 15 meses.  No restante do Estado, porém, a maior parte dos municípios nos quais o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima faz a coleta de dados, foi mais um mês de chuvas abaixo da médio, agravando o fenômeno da estiagem, que começou em outubro de 2023. 

Dos 36 municípios onde ocorreu a coleta de dados em março, em 23 a chuva ficou abaixo da média história, em 12 as precipitações superaram a média e em um deles ficaram exatamente na médica, conforme os dados do Cemtec. 

O menor volume foi registrado na cidade de Bataguassu, na divisa com o Estado de São Paulo, com apenas 18 milímetros. E outros municípios da região leste e nordeste enfrentaram condições parecidas. 

Outra região com chuva muito abaixo da média, o que já ocorre há 19 meses, foi a sudoeste, em cidades como Bonito e Maracaju, com apenas 60 e 64 milímetros, respectivamente.

E, por conta desta longa estiagem, o nível do Rio Miranda, um dos principais do Pantanal e o mais piscoso do Estado, teve seu mais baixo nível para um mês de março da história. 

Transbordamento do Lago do Amor e destruição de parte da barragem foi uma das consequências das chuvas de 17 e 18 de marçoOs 336 milímetros de Campo Grande foram registrados na Região da UFMS. Nas demais regiões o volume foi inferior a isso

Desde outubro de 2023, quando começou o período de estiagem, somente em abril de 2024 choveu acima da média na maior parte dos municípios monitorados pelo Cemtec. Nos demais 18 meses a chuva ficou a abaixo do previsto. 

Em Campo Grande, apesar do alto volume na base de medição da Universidade Federal, com 336 milímetros (125% acima da média) as chuvas foram bastante irregulares. No medidor instalado na Embrapa, na saída para Corumbá, o acumulado foi de 191 milímetros, o que representa 28% acima da média, que é de 150 milímetros. 

Desde janeiro de 2023, quando foram registrados 347 milímetros, que Campo Grande não registrava tanta chuva em um único mês como em março deste ano. E por conta das fortes chuvas no começo de 2023, o Lago do Amor transbordou e parte da barragem ruiu. Agora, apesar da instalação de um novo vertedouro, dano parecido foi registrado no local. 

E nesta região da cidade choveu acima da média no três primeiros meses do ano. No acumulado do trimestre foram 895 milímetros, ante 314 no mesmo período do ano passado. 

Mas, se forem considerados os dados do medidor da Embrapa, que serve de parâmetro para definir a média histórica na Capital,  o primeiro trimestre fechou com menos da metade da chuva se comparado com a região sul. 

Na parte oeste da Capital foram apenas 357 milímetros dos três primeiros meses de 2025. Em igual período do ano passado, o acumulado na região da Embrapa foi de 216 milímetros. Ou seja, embora irregular, em todas as regiões de Campo Grande choveu mais no começo do ano na comparação com 2024. 

PREVISÃO

E, conforme o Cemtec, a previsão é de que estas chuvas irregulares continuem pelos próximos três meses em todo o Estado. Além disso, destacam os meteorologistas do instituto, “os índices de precipitação acumulada para o trimestre abril, maio e junho indicam que as chuvas ficarão abaixo da média histórica no estado do Mato Grosso do Sul”. 

Ivinhema

Sem licitação, "Mais louco do Brasil" reajusta contrato de coleta de lixo em 199%

Reajuste é para coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana do município

04/04/2025 11h15

Juliano Ferro

Juliano Ferro Foto: divulgação

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Sem passar por qualquer licitação, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro Barros Donato (PSDB), autointitulado como “Mais louco do Brasil”, reajustou em 199%, o contrato de serviço de coleta de lixo do município distante 290 km de Campo Grande. 

O reajuste exponencial firmado junto à Coopercicla, cooperativa de catadores de materiais recicláveis foi oficializado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (4). Em 2024, o contrato de um ano entre as partes foi de 1.596.085,00, aproximadamente R$ 133 mil mensais, em contrapartida, o repasse que firma a renovação deste ano é de R$  4.775.758,20, pouco mais de R$ 397 mil/mês. 

“O objeto do presente contrato é a contratação de uma empresa especializada para gerenciamento integrado dos resíduos sólidos domésticos de Ivinhema-MS, educação ambiental porta a porta, coleta seletiva dos resíduos orgânicos e inorgânicos na área urbana, Distrito de Amandina, Glebas, Vila dos Pescadores, transporte dos resíduos segregados, processamento para logística reversa dos reutilizáveis e destino até a estação transbordo dos resíduos inservíveis (rejeitos)”, diz o documento assinado pelo prefeito. 

Com vigência de 12 meses, o contrato é válido até o dia 1º de abril de 2026 e pode ser prorrogado por mais 1 ano.  Cabe destacar que a empresa também prestou serviços ao município de Amambai. Por lá, os serviços chegaram ao custo de R$ 4.698.684,60.

À época, conforme o diário oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), a empresa, contratada em 2022, contou com um reajuste contratual em abril do último ano, vínculo então vigente, que se encerrou no último dia 29. 

O Correio do Estado entrou em contato com o prefeito municipal de Ivinhema a fim de obter mais explicações sobre o reajuste contratual  junto a cooperativa, sobretudo para compreender a falta de licitação em todo o processo, entretanto, não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto. 

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