Cidades

Dirty Pix

Juíza afasta 3 vereadores e 3 ex-vereadores envolvidos em escândalo

Os três ex-vereadores ocupavam cargos de secretário ou assessoria na prefeitura de Sidrolândia e foram afastados por 180 dias por suspeita de propina

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Um dia depois de revelar supostos desvios milionários no setor de saúde de Sidrolândia, a  Operação Dirty Pix  teve novos desdobramentos e nesta quinta-feira (8) veio a público a informação de que a  Justiça determinou o afastamento cautelar de seis agentes políticos, entre eles três vereadores em exercício e três ex-parlamentares que atualmente ocupam cargos na administração municipal. O afastamento vale por seis meses.

A decisão foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande, no âmbito das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os investigados são suspeitos de envolvimento em um esquema de recebimento de vantagens indevidas relacionado a contratos e convênios destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

A determinação judicial afastou três integrantes da Câmara: Adavilton Brandão (MDB); Cledinaldo Cotócio (PSDB) e Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como Gabriel Autocar (PSD). Com o afastamento, os parlamentares ficam temporariamente impedidos de exercer suas funções legislativas.

O presidente da Câmara, Otacir Pereira Figueredo, conhecido como Gringo, deverá providenciar a convocação dos respectivos suplentes para ocupar as cadeiras durante o período estabelecido pela Justiça. 
A previsão é de que sejam convocados Maria Tereza Fiúza Ferreira, a Maria Fiúza (MDB), Itamar de Souza Silva (PSDB) e Claésio Lechner de Albuquerque (PSD).

A juíza também pune três ex-vereadores que atualmente integram a estrutura administrativa da Prefeitura de Sidrolândia. Enelvo Iradi Felini Júnior, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente; Cleyton Martins Teixeira, secretário municipal de Agricultura e Abastecimento e Ademir Gabardo, assessor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Além de determinar o afastamento dos cargos públicos, a Justiça proibiu os investigados de exercer atividades de gestão, administração ou chefia durante o período fixado.

De acordo com informações divulgadas pelo site Região News, o Ministério Público identificou uma série de movimentações financeiras após analisar dados obtidos mediante quebra de sigilos bancários.

Entre os valores apontados na investigação estão R$ 25 mil destinados a Cledinaldo Cotócio e R$ 120 mil relacionados a Gabriel Autocar. Os investigadores também identificaram um repasse de R$ 20 mil para Adriana Zarati Franco Brandão, esposa do vereador Adavilton Brandão.

No caso de Cleyton Martins, foram identificadas transferências de R$ 20 mil e R$ 5 mil. Já Ademir Gabardo aparece relacionado a movimentações nos mesmos valores.

O levantamento aponta ainda que Cristina Fiúza, Enelvo Felini Júnior e Ademir Gabardo teriam recebido R$ 20 mil cada, por intermédio de Júlia Carla Nascimento.

Ela é filha de Júlio César Alves da Silva, identificado nas investigações como representante comercial de empresas envolvidas nas contratações investigadas.

Segundo os dados apresentados, Júlio César recebeu R$ 482,5 mil das empresas, quantia registrada como comissão comercial. Desse montante, R$ 100 mil teriam sido posteriormente transferidos à filha, que aparece como intermediária de parte dos pagamentos investigados.

O Ministério Público apura se essas movimentações financeiras foram utilizadas para viabilizar pagamentos indevidos a agentes políticos.

R$ 18 milhões

Os afastamentos ocorreram no mesmo dia em que o MPMS deflagrou a segunda fase da Operação Dirty Pix, na quarta-feira (7). A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão.

Nesta nova etapa, as investigações foram ampliadas e passaram a abranger convênios que somam mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.
Entre as finalidades dos recursos estão a aquisição de equipamentos hospitalares, materiais médicos, uma UTI móvel e a execução de obras de reforma na unidade.

A primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, concentrou-se na apuração de possíveis irregularidades envolvendo aproximadamente R$ 5,4 milhões destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave.

Conforme as investigações, parte dos recursos teria sido desviada e utilizada para pagamentos indevidos, inclusive por meio de transferências bancárias via Pix.

As medidas determinadas pela Justiça possuem natureza cautelar e não representam condenação dos investigados. Mas, o afastamento temporário busca resguardar o andamento das investigações e impedir possíveis interferências na apuração dos fatos.

(Informações do site Sidronews)

Operação Kathárisma

Polícia Federal prende faccionados do PCC em 8 municípios de MS

Os mandados foram cumpridos em Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande

08/10/2026 08h45

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul Divulgação: Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Kathárisma, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava principalmente na região norte de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande.

Em Campo Grande, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais, sendo dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), a Máxima de Campo Grande.

A apuração investiga a atuação dos envolvidos para integrar a facção criminosa. As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo. 

O nome da operação, Kathárisma, tem origem grega que significa “purificação” e faz referência à ação de desarticulação da estrutura criminosa investigada.

renegociação

Prazo para aderir ao Refis de Campo Grande acaba nesta sexta-feira (9)

No caso de dívidas originadas até o final de 2018, o desconto de juros e multas chega a 90% se o contribuinte quitar a dívida

08/10/2026 08h38

Adesão ao programa de renegociação de débitos pode ser feita totalmente de forma digital, mas também pode ser feita no CAC

Adesão ao programa de renegociação de débitos pode ser feita totalmente de forma digital, mas também pode ser feita no CAC

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O prazo para adesão ao programa Regulariza CG, tradicionalmente conhecido como Refis, termina nesta sexta-feira (09). A iniciativa municipal oferta descontos de até 90% nos acréscimos legais para a quitação de débitos com a Prefeitura de Campo Grande. 

O acordo fiscal busca ampliar as possibilidades de regularização dos contribuintes, através de uma negociação que afasta riscos de cobranças administrativas, protestos de dívida e execuções fiscais judiciais. O sistema engloba pendências tributárias e não tributárias geradas até o dia 31 de dezembro de 2025. 

Os pagamentos à vista oferecem os maiores benefícios, com descontos de 90% nos juros e multas de dívidas originadas até o fim de 2018. O desconto passa para 70% nos débitos referentes aos anos de 2019 e 2020. Os exercícios de 2021 a 2025 obtêm 50% de redução. 

Os contribuintes com débitos atualmente parcelados conseguem abater 30% dos juros remanescentes em caso de quitação integral em cota única. O sistema veda novos fracionamentos para dívidas de acordos anteriores, restando apenas o pagamento à vista para esses casos. 

As opções de parcelamento continuam ativas até o último dia. A divisão em até seis vezes concede 40% de abatimento nos juros. Quem optar por pagar em até 12 meses estabelece 30% de dedução. A escolha pelo limite máximo de 16 parcelas resulta em 25% de desconto.  

A adesão funciona de forma totalmente digital pelo endereço eletrônico parcelamento.campogrande.ms.gov.br. O morador também encontra atendimento presencial na Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) ou utilizar os canais digitais de atendimento da Prefeitura, incluindo o WhatsApp (67) 4042-1320.

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