Cidades

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Justiça condena à perda de R$ 3,8 milhões ex-fiscal de Rendas delatado por doleiro da Lava Jato

Ananias foi um dos alvos da Operação Zinabre, deflagrada em 2015

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O ex-agente fiscal de Rendas do Estado de São Paulo Ananias José do Nascimento, acusado de enriquecimento ilícito, foi condenado à perda de bens e valores calculados em R$ 3,8 milhões acrescidos ao seu patrimônio ilegalmente - mais juros de mora de 1% ao mês e correção a contar da distribuição da ação. No âmbito de um processo de natureza civil por suposto ato de improbidade administrativa, a Justiça paulista ainda impôs a Ananias a suspensão dos direitos políticos por 14 anos e pagamento de multa no mesmo valor apurado como recebido a descoberto. O Estadão busca contato com a defesa.

Ananias foi um dos alvos da Operação Zinabre, deflagrada em 2015 por uma força-tarefa do Ministério Público estadual e da Polícia Civil de São Paulo, contra uma quadrilha que teria sido formada por ao menos sete fiscais de Rendas do Estado. Ele foi preso, na ocasião, em uma fazenda de sua propriedade em Mato Grosso do Sul, nos arredores de Campo Grande.

A Zinabre foi aberta a partir da delação do doleiro Alberto Youssef, peça-chave da Operação Lava Jato que, em 2014, implodiu um sólido esquema de corrupção, propinas e cartel de empreiteiras que se instalou em diretorias estratégicas da Petrobrás.

Youssef revelou que os fiscais paulistas cobraram R$ 15 milhões em propinas para afrouxar a fiscalização do ICMS. Eles também teriam "fabricado" multas falsas com as quais pressionavam empresários a pagarem propinas para se livrarem da cobrança. O esquema vigorou entre 2006 e 2012 na Fazenda estadual, denunciou o doleiro.

Em meio à investigação, Ananias se aposentou, mas a Corregedoria da Fiscalização Tributária, braço da Secretaria de Estado da Fazenda, abriu processo administrativo disciplinar que culminou na cassação da aposentadoria, em 2019 - os investigadores concluíram que ele ostentava "patrimônio incompatível com o exercício do cargo público". Segundo os investigadores, o ex-fiscal de Rendas confessou ter recebido propinas.

No âmbito criminal, Ananias virou réu por concussão e formação de quadrilha, em ação ainda sem trânsito em julgado, ou seja, não é definitiva.

Perícia judicial que amparou a decisão administrativa indicou o fluxo financeiro a descoberto do fiscal. Em 2010, suas contas registraram saldo de valores recebidos a mais - "confessadamente recebidos", segundo a sentença -, no importe de R$ 392.310,23; para 2011, R$ 1.121.091,40; em 2012, R$ 658.382,82; em 2013, R$ 741.543,26; e, para 2014, R$ 889.670,77. "Não é necessário esforço intelectual para se afirmar que as condutas do réu violaram princípios da legalidade e da moralidade, pois a evolução patrimonial por conta de recebimento de valores sem origem pública ou particular lícitas colocaram em descrédito a administração estadual", diz a sentença.

A Justiça condenou Ananias a devolver o valor equivalente a patrimônio a descoberto e ao ressarcimento do dano ao erário público, "acrescido de juros de mora desde o evento danoso e correção monetária".

Nos autos, sua defesa apresentou manifestação escrita, arguindo preliminares, e, no mérito, "suas irresponsabilidades".

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Educação

MEC lança plataformas gratuitas de livros e cursos de idiomas

A data de início dos aplicativos ainda não foi divulgada

01/04/2026 17h30

Presidente e Ministro da Educação anunciaram os aplicativos nas redes sociais

Presidente e Ministro da Educação anunciaram os aplicativos nas redes sociais Reprodução Redes Sociais

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta terça-feira (1) duas plataformas gratuitas digitais voltadas à educação: o MEC Livros e o MEC Idiomas. 

As plataformas, em formato de aplicativo, são destinadas à leitura de literaturas e ao estudo de idiomas. 

Os lançamentos vieram após o sucesso do aplicativo MEC Enem, plataforma lançada no ano passado, para auxiliar os estudantes na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio e teve recorde em número de acessos, segundo o Governo Federal. 

Entre os recursos disponíveis, a ferramenta inclui uma inteligência artificial, tecnologia que simula capacidades humanas em sistemas digitais, responsável por corrigir redações com base nos critérios exigidos no exame. 

O anúncio do lançamento dos dois novos aplicativos foi feito nas redes sociais do MEC e do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem a data oficial de liberação dos aplicativos. 

Os usuários poderão acessar os aplicativos por meio dos dados da conta gov.br através de computadores ou dispositivos portáteis, como celulares e tablets. 

Para o ministro da educação, Camilo Santana, o objetivo é “estimular a leitura no Brasil e ninguém paga nada”

Biblioteca digital

O MEC Livros terá um acervo de aproximadamente oito mil livros digitais, com obras de domínio público e obras contemporâneas, distribuídos em sessões como Poesia, Romance, Suspense, Quadrinhos, Cordel, Literatura Infantil, Ficção Científica, entre outros.

Segundo o ministro da educação, a plataforma irá funcionar como uma biblioteca virtual, no sistema de empréstimo. O usuário poderá ter acesso ao livro durante 14 dias, com possibilidade de renovação por mais 14 dias. 

Dentro da plataforma, será possível grifar trechos e fazer anotações nos livros. 

Curso de línguas

O MEC Idioma, inicialmente, irá focar na oferta dos cursos de Inglês e Espanhol, com conteúdos que vão desde o básico até o avançado. 

O Governo já sinalizou que a plataforma deve ser expandida futuramente, com a inclusão de mais idiomas. 

“O que o Governo está fazendo é usando a tecnologia para criar oportunidades de aprender coisas que não eram possíveis até algum tempo atrás. Você pode ler o livro que quiser, aprender espanhol, inglês. O MEC está escancarando uma porta muito grande para que você tenha acesso às coisas que precisa ter. É só entrar no ‘gov.br’ e pronto, você vai ser um poliglota, um grande intelectual, e ainda vai ter o prazer de ajudar o País a crescer”, afirmou o presidente Lula em recado nas redes sociais. 

 

Novo partido

Ex-secretária estadual deixa PP e filia-se ao PSDB

Ex-secretária foi uma das integrantes do governo estadual que se filiaram ao PP durante evento realizado em outubro do ano passado

01/04/2026 17h15

Capturar

Capturar Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Ex-titular da Secretaria Estadual de Cidadania (SEC), Viviane Luiza da Silva oficializou sua saída do Progressistas (PP) e filiou-se ao PSDB nesta quarta-feira (1°).

À frente da pasta desde a sua criação em janeiro de 2024, Viviane Luiza disputar uma entre as oito cadeiras da Câmara dos Deputados destinadas para Mato Grosso do Sul. 

Antes de ocupar cargo de protagonismo dentro do alto escalão de Riedel, Viviane atuava como secretária-adjunta Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc) e já junto do ninho tucano, destacou por meio de suas redes sociais que espera uma disputa democrática nas Eleições 2026.

""O PSDB tem na sua história a democracia. É isso que me fortalece e me tranquiliza, e mais do que isso, nós temos um time de mulheres (PSDB Mulheres). Tudo isso me tranquiliza e traz a um lugar em que eu sei que a gente tem a leveza para que a disputa seja democrática como deve ser. Venho de uma origem simples, onde a educação é o caminho", destacou. 

A mudança de partido acontece poucos meses após Viviane ter ingressado no PP. A ex-secretária foi uma das integrantes do governo estadual que se filiaram à sigla durante evento realizado em outubro do ano passado, em Campo Grande. No seu lugar, José Francisco Sarmento Nogueira, então secretário-adjunto, assume a titularidade. 

A reportagem entrou em contato com Viviane Luiza mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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