Cidades

Ordem

Justiça determina desocupação e fixa multa de R$ 1 mi

Justiça determina desocupação e fixa multa de R$ 1 mi

VÂNYA SANTOS

03/06/2013 - 08h00
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A juíza federal Raquel Domingues Morais determinou prazo de 48h para que os indígenas da etnia terena deixem a Fazenda Buriti, que fica em Sidrolândia. A decisão foi tomada no domingo (02) e o prazo para a desocupação pacífica termina amanhã.

Ainda de acordo com a determinação judicial, caso os índios não saíam da fazenda a União terá que arcar com multa diária no valor de R$ 1 milhão. Já a multa para a Fundação Nacional do Índio (Funai) e lideranças indígenas será de R$ 250 mil por dia em caso de descumprimento.

Um dia depois de firmar acordo de trégua de 15 dias nas invasões de terra em Mato Grosso do Sul, os indígenas invadiram ontem à tarde duas fazendas vizinhas a Buriti, onde o índio Oziel Gabriel, 35 anos, foi morto em confronto com a polícia na última quinta-feira (30).

O acordo havia sido firmado durante reunião no sábado, que aconteceu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, entre liderança, o juiz enviado pelo ministro Joaquim Barbosa, Rodrigo Rigamonte e produtores rurais. 

Segurança Pública

Governo investe mais de R$ 170 milhões em segurança

Ao todo foram adquiridas 522 novas viaturas, além de equipamentos como armas e coletes balísticos

30/06/2026 09h30

Governo do Estado investe R$ 176 milhões e reforça segurança

Governo do Estado investe R$ 176 milhões e reforça segurança Foto: Max Arantes

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O Governo do Estado irá realizar nesta terça-feira (30) a entrega de novos materiais para a Polícia Militar, a solenidade acontece no Comando-Geral da Polícia Militar, no Parque dos Poderes. 

Na cerimônia serão entregues 522 novas viaturas, se tornando essa a maior entrega da história da segurança pública do estado, além de 970 coletes balísticos e 624 pistolas, fazendo o investimento chegar à R$ 176.190.029,49. 

Os novos equipamentos não ficarão restritos ao uso apenas na capital e será distribuído entre os 79 municípios que possuem no estado, além de alguns distritos como Anhanduí (Campo Grande), Casa Verde (Nova Andradina), Nova Itamarati (Ponta Porã), Palmeiras e Piraputanga (Aquidauana) entre outras localidades. 

Do montante total, cerca de R$ 174,1 milhões foram destinados para a compra de viaturas, os outros R$ 2 milhões restantes foram utilizados para a aquisição dos coletes e armamento. 

Não foi apenas a Polícia Militar que se beneficiou do investimento, o Corpo de Bombeiros também recebeu novos equipamentos, como por exemplo 98 caminhões e viaturas especializadas para o Corpo de Bombeiros Militar, incluindo veículos de salvamento, bomba-tanque, unidades de resgate, combate a incêndios florestais, UTVs para operações em áreas de difícil acesso e dois micro-ônibus com capacidade para 17 passageiros. 

A Polícia Militar receberá cerca de 219 viaturas e contará com automóveis hats, sedãs, SUVs caracterizados e descaracterizados, podendo servir para todo o tipo de operação. 

Além das viaturas, quatro micro-ônibus, um ônibus e um caminhão que será destinado ao transporte de animais. 

Já a Polícia Civil receberá 131 novos veículos, sendo 9 sedãs e 122 SUVs caracterizados, servindo para ampliar toda a capacidade de atuação e abranger todas as regiões do Estado. 

Ao todo nove esferas da segurança pública irão receber o investimento de novos equipamentos e além da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, a Polícia Científica, a Coordenadoria-Geral de Perícias, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e a Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), também serão contempladas pela a entrega dos novos materiais. 

Infraestrutura

Tapa-buraco só deve ser regularizado depois de agosto

Contratos se encerram no mês que vem e licitação só deve ser publicada no mesmo período; processo todo deve durar, no mínimo, 30 dias

30/06/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira

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A Prefeitura de Campo Grande programou para julho a publicação de processo licitatório para o serviço de tapa-buracos, porém, os contratos ativos se encerram justamente no mês que vem e, como um certame não leva menos de 30 dias para ser concluído, a situação do serviço só deve ser regularizada a partir de agosto, caso não haja nenhum problema na concorrência.

Conforme o portal da Transparência da prefeitura, os contratos em vigor começam a perder a validade a partir de sexta-feira, nas regiões Bandeira, Prosa, Centro e Imbirussu.

Já no caso das regiões Lagoa e Segredo o contrato se encerra no dia 24 de julho, e no Anhanduizinho a extensão do acordo termina no dia 31 de julho.

Rua Caiçara, no Bairro Piratininga, está cheia de crateras e faz parte da região Anhanduizinho - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Entretanto, em quatro dessas localidades o serviço já está paralisado. É o caso dos contratos com a Construtora Rial, que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

De acordo com a prefeitura, quando houve a operação, em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

“A Construtora Rial solicitou a paralisação dos serviços de tapa-buracos após a deflagração da Operação ‘Buraco Sem Fim’. Na mesma ocasião, a Controladoria-Geral do Município (CGM) encaminhou ofício à Sisep recomendando a suspensão dos serviços para fins de auditoria instaurada sobre os contratos, incluindo a suspensão de pagamentos de medições recentes até a conclusão das análises técnicas”, disse a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em nota. 

“A medida tem caráter cautelar e preventivo, com o objetivo de resguardar o interesse público, assegurar a regularidade dos processos administrativos e garantir a adequada verificação dos procedimentos de execução contratual, conforme diretrizes encaminhadas pela CGM à Sisep”, completou a Pasta.

Segundo a investigação, a empresa faria parte de um esquema que teria sido implantado na secretaria para desviar recursos públicos. Com o apoio de servidores, que após a operação foram exonerados, a empresa receberia recursos por buracos que não teriam sido tapados.

A operação levou sete pessoas à prisão: o ex-secretário de obras e na época diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Rudi Fiorese; o dono da Construtora Rial, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa; Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa (pai do proprietário); Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisesp); Edivaldo Aquino Pereira (responsável pela medição do tapa-buraco); Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor); Mehdi Talayeh (engenheiro e ex-servidor da Sisep).

NOVOS CONTRATOS

Conforme a Sisep, o contrato a ser publicado em julho não será de emergência, o que significa que seguirá os ritos normais de uma concorrência.

Isso significa que, em caso de pregão eletrônico, o processo deve durar cerca de 40 dias, isso se nenhuma das empresas interessadas no certame apresentar recurso sobre o edital.

Levando em conta o cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos.

Entretanto, como os contratos se encerram em julho, a Capital deve ficar um período sem o serviço em todas as regiões, como adiantou o Correio do Estado na semana passada, já que a prefeitura afirmou que não vai prorrogar o prazo de nenhum dos acordos vigentes.

Ainda de acordo com a prefeitura, a ideia é que, além dos contratos convencionais, a gestão também utilize a fábrica de asfalto alugada pelo Consórcio Central-MS para complementar o serviço na Capital.

A Sisep, porém, não respondeu se, durante esse período entre o processo licitatório e a assinatura dos novos contratos, o serviço será feito com recursos próprios.

“Está em andamento a reorganização do modelo de execução, com previsão de atuação de duas novas frentes, uma contratada e outra própria da Secretaria. A partir da segunda semana de julho, além da abertura de um novo processo licitatório para solucionar a situação dos contratos, paralelamente, está em fase de estruturação junto ao Consórcio Central o credenciamento de empresas especializadas na recuperação funcional de pavimento”, disse a Sisep em nota.

“A atual gestão da Sisep, em conjunto com o corpo técnico, atua para garantir a regularização dos serviços de tapa-buracos no decorrer do segundo semestre”, completou a Pasta.

* Saiba 

Das sete regiões, a Construtora Rial era responsável por quatro: Anhanduizinho, Imbirussu, Segredo e Bandeira. Esses quatro contratos, somados aos seus aditivos, totalizam R$ 114.608.571,16 pagos à empresa.

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