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Manifestantes impedem brasileiros de sair de Puerto Natales, no Chile

Manifestantes impedem brasileiros de sair de Puerto Natales, no Chile

FOLHA ONLINE

15/01/2011 - 17h44
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Cerca de 600 turistas, entre eles mais de cem brasileiros, estão impossibilitados de deixar a cidade de Puerto Natales, no Chile, devido aos protestos contra o aumento do preço do gás natural no país. Todos os acessos foram bloqueados, impedindo o retorno das pessoas aos seus países.

Lisa Ficker e seu marido Daniel Chvaicer estão "presos há cinco dias na cidade" e relatam que os manifestantes bloquearam as estradas e estariam "usando [os turistas detidos] para conseguir negociar" com o governo chileno.

Ficker conta que, apesar de saberem que está havendo negociações em Puerto Arenas, até a tarde deste sábado, eles não tinham recebido previsão de quando poderiam voltar aos seus países.

"O que há são informações desencontradas, não temos nenhum representante do Consulado brasileiro aqui em Puerto Natales para nos ajudar, mas sabemos que há de outros países."

Contudo, por volta das 15h (16h no horário de Brasília) deste sábado, o governo chileno avisou aos turistas que alguns ônibus os transportariam, aos poucos, para seguirem para El Calafate (Argentina) e Puerto Arenas (Chile), e, assim, embarcarem para seus países. No entanto, os turistas têm informações não confirmadas de que parte do espaço aéreo chileno também está fechado.

Durante o período, a Cruz Vermelha preparou instalações para centenas de turistas, que se dividiram entre pousadas da região e uma escola equipada com colchões e alimentação. Apenas ambulâncias e alguns caminhões com comida têm entrada livre.

Os turistas que viajaram ao país de carro, caso de Ficker e seu marido, tentam uma escolta para acompanhá-los até a Argentina, caso contrário, terão de deixar o carro lá e embarcarem de avião.

ENTENDA O CASO

Desde que a Enap (Empresa Nacional de Petróleo), a estatal chilena, anunciou que o gás natural em Magalhães subiria 16,8%, a comunidade da região se mobilizou para refutar fortemente o aumento, o que implicará em elevação do custo de vida para os habitantes.

Os manifestantes estão brigados com o presidente Sebastián Piñera. Piñera havia assegurado em visita à região que o setor residencial de Magalhães seguiria recebendo o benefício de contar com subsídio do governo sobre o preço do gás.

"O setor residencial de Magalhães tem um tratamento especial nos preços do gás natural, e esse preço não será alterado. Por essa razão, quero dizer que não há nada a temer", disse Piñera pouco antes do estouro da crise.

NOTA DE REPÚDIO

TJMS publica nota de repúdio por ataques racistas em evento judiciário online

Dois magistrados foram alvos de racismo no chat durante transmissão dos eventos ocorridos na última semana

23/03/2026 11h20

Divulgação/TJMS

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Após casos de racismo durante dois eventos virtuais promovidos pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Ejud-PR), em parceira com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o órgão público do Estado Sul-Mato-Grossense publicou uma nota de repúdio.

O crime online aconteceu no chat dos eventos “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”, que abordam principalmente à prevenção da violência de gênero e à promoção da igualdade por meio da educação.

Na ocasião, o evento estava disponível para terceiros que utilizaram o espaço de conversa online e comentários do evento para proferir ataques racistas ao conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Franscisco Esteves, e a juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Franciele Pereira do Nascimento.

Confira a nota na íntegra:

"O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vem a público manifestar veemente repúdio aos ataques racistas proferidos contra o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Fábio Francisco Esteves, e a juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal, Franciele Pereira do Nascimento, durante a transmissão virtual dos eventos “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”, promovidos pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Ejud-PR), no dia 18 de março, por terceiros que participam do chat então disponibilizado.

É inaceitável que, no exercício de suas funções institucionais e em espaço destinado ao debate de questões de direito, políticas públicas e à promoção de direitos fundamentais, agentes públicos sejam alvo de manifestações criminosas que atentam contra a dignidade da pessoa humana, em quaisquer de suas formas ou meios utilizados.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reafirma que o racismo, além de configurar crime imprescritível e inafiançável, representa grave afronta aos valores democráticos e aos fundamentos da Constituição Federal, especialmente ao princípio da promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor ou quaisquer outras formas de discriminação.

A Corte sul-mato-grossense expressa solidariedade aos magistrados atingidos, cujas trajetórias são marcadas pelo compromisso com a Justiça e com a causa pública.

O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná já adotaram as medidas necessárias à apuração dos fatos, com o bloqueio das manifestações ofensivas, o registro e a preservação das provas digitais, bem como a adoção de diligências para identificação e responsabilização dos autores.

Mais do que repudiar episódios dessa natureza, o Tribunal sul-mato-grossense reforça seu compromisso ativo e permanente com o enfrentamento ao racismo, por meio de ações institucionais, políticas de inclusão e do fortalecimento de práticas que promovam a equidade racial no âmbito do Poder Judiciário e da sociedade.

O Poder Judiciário permanecerá firme e vigilante no enfrentamento ao racismo, assegurando a aplicação rigorosa da lei e a defesa intransigente da igualdade e da dignidade da pessoa humana."
 


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PERIGO

Granadas são encontradas com passageiro em ônibus em MS

Suspeito foi preso em Ribas do Rio Pardo após abordagem; artefatos foram neutralizados pelo BOPE

23/03/2026 10h32

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos Reprodução / ribasordinario

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Uma abordagem de rotina da Polícia Militar resultou na apreensão de artefatos explosivos e na prisão de um homem, na manhã desta segunda-feira (23), em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 90 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a corporação, equipes do Batalhão de Choque fiscalizavam um ônibus intermunicipal quando localizaram, na mochila de um dos passageiros, diversas granadas defensivas. O material chamou atenção pela alta periculosidade e potencial de letalidade.

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos, mencionando diferentes estados brasileiros, o que levantou suspeitas sobre o transporte ilegal.

Diante da situação, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi acionado. A equipe especializada realizou os procedimentos necessários para neutralizar os explosivos e garantir a segurança no local.

O homem foi preso e encaminhado às autoridades competentes. A ocorrência será investigada para apurar a procedência das granadas e possível ligação com atividades criminosas.

A Polícia Militar informou que ações como essa fazem parte de operações permanentes realizadas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, com foco no combate ao crime e na prevenção de riscos à população.

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