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Megaestudo sobre celular descarta risco de câncer

Megaestudo sobre celular descarta risco de câncer

FOLHA.COM

21/10/2011 - 12h45
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O maior estudo já feito até hoje sobre o uso de celulares e o risco de câncer no cérebro, publicado na quinta-feira, descartou a relação entre o aparelho e a doença. Mas a controvérsia a respeito da possível ameaça que o celular representa para a saúde está longe de terminar.

Os pesquisadores usaram um grupo de dinamarqueses que já é acompanhado desde os anos 1980. Os cientistas tinham em mãos os registros de assinatura de telefone móvel e os de tumores de 360 mil dinamarqueses.

Mais de 10 mil casos de tumor no cérebro foram encontrados entre 1990 e 2007, mas a diferença entre a incidência da doença entre usuários e não usuários de celular foi estatisticamente insignificante, segundo os autores da pesquisa, liderada por Patrizia Frei, do Instituto de Epidemiologia de Câncer da Dinamarca, e publicada no "British Medical Journal".

No entanto, em alguns casos, foi observado sim um risco maior. Homens que usaram o celular com mais frequência ficaram mais sujeitos a gliomas (um tipo de câncer) no lobo temporal do cérebro.

O problema, dizem os pesquisadores, é que há um número pequeno demais dessas ocorrências para que elas se tornem significativas.

Além disso, em relação a outros tipos de tumor cerebral, o risco era menor para usuários de celular. Em maio, a Organização Mundial da Saúde anunciou que as ondas do celular estavam entre os elementos possivelmente cancerígenos, ao lado do café e de pesticidas.

Contra-ataque

"Esse estudo foi feito para tirar a conclusão de que não há risco. Ele tem falhas graves de método", disse à Folha a epidemiologista americana Devra Davis, presidente da fundação Environmental Health Trust, que lida com riscos ambientais de doenças.

Davis, autora do livro "Disconnect" (sem edição no Brasil), sobre as relações entre uso de celular e problemas de saúde, preparou, em conjunto com outros especialistas, um documento em que refuta as conclusões da pesquisa dinamarquesa.

Um dos maiores furos do estudo, diz a pesquisadora, é a exclusão dos assinantes corporativos, os executivos, que foram os maiores usuários de celular nos anos 1990.

Outro problema grave, segundo ela, é a forma como a população foi separada em usuária ou não de celular. Foi considerado como usuário quem iniciou sua assinatura até 1995.

Ainda que os celulares tenham sido introduzidos na Dinamarca cedo, a partir de 1982, não dá para descartar que muitos tenham feito sua primeira assinatura depois dos anos 1990. Quem tem celular pré-pago também não entrou na conta.

Assim, o que o estudo está comparando são dois grupos de cidadãos que poderiam estar igualmente expostos às ondas do celular, em vez de um conjunto de usuários versus outro de não usuários.

Para Davis, só trabalhos com amostras compostas por milhões de pessoas e de longo prazo (mais de 20 anos) vão encontrar resultados plausíveis. "Se você fizer um estudo com gente que fuma há dez anos, também não vai achar risco maior de câncer. 

Oportunidades

Funsat oferece mais de 1.400 vagas de emprego pré feriado

São mais de mil vagas que não necessitam de experiência e cinco reservada para Pessoas com Deficiência (PCD)

30/04/2026 09h10

Funsat oferece 1.403 vagas de empregos nesta quinta-feira (30)

Funsat oferece 1.403 vagas de empregos nesta quinta-feira (30) Divulgação / FUNSAT

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Às vésperas do feriado do dia do trabalhador, a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu esta quinta-feira (30) 1.403 oportunidades de emprego para quem busca o primeiro trabalho ou está a procura de voltar para o mercado. Ao todo são 118 funções disponíveis. 

Entre as funções disponíveis o principal destaque vai para operador de caixa, que tem 357 vagas para serem preenchidas. 

Também há outros serviços à disposição como, auxiliar de limpeza (219), auxiliar de padeiro (71), atendente de lojas e mercados (62), auxiliar de linha de produção (58), repositor de mercadorias (53) e ajudante de carga e descarga (48). 

Ainda há oportunidades nas áreas administrativas como em comércios, indústrias e construção civil. 

Para quem busca o primeiro emprego e não possui experiência no mercado de trabalho, a Funsat oferta 1.101 vagas dispostas em diferentes setores como operador de caixa (355), auxiliar de limpeza (181), auxiliar de padeiro (71), atendente de lojas e mercados (62), repositor de mercadorias (53) e auxiliar de linha de produção (44), além de diversas outras funções operacionais e de atendimento.

Para Pessoas com Deficiência (PCD) estão sendo oferecidas cinco vagas, sendo duas para auxiliar de limpeza, para a função de empacotador também tem duas vagas abertas, enquanto para ajudante de carga e descarga uma. Ainda tem a disposição uma vaga temporária de cozinheiro geral. 

Aos candidatos interessados devem se apresentar na sede da Funsat para realizar ou atualizar o cadastro. O atendimento ocorre na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, das 7h às 16h. Já no Polo Moreninhas o funcionamento segue até as 13h.

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TRAGÉDIA

Menino de 7 anos morre atropelado por ônibus ao descer de transporte escolar em MS

Criança tentava atravessar a MS-280, quando foi atingida por outro coletivo; caso é investigado

30/04/2026 09h00

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó Divulgação

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Uma criança indígena de 7 anos morreu no fim da tarde desta quarta-feira (29), após ser atropelada por um ônibus na Aldeia Te’yikue, localizada no município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o portal Caarapó News, o menino, identificado como Wendri Cavalheiro, havia acabado de descer de um ônibus escolar por volta das 17h e, ao tentar atravessar a rodovia MS-280, foi atingido por outro coletivo que seguia logo atrás, no mesmo sentido da via.

Com o impacto, a vítima ficou presa sob uma das rodas do veículo e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. A ocorrência mobilizou também a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia Científica, que iniciaram os levantamentos para apurar as circunstâncias do acidente.

As autoridades devem investigar a dinâmica da colisão e se houve falha ou responsabilidade por parte dos envolvidos.

A morte da criança gerou forte comoção entre moradores da comunidade indígena. O caso segue em apuração.

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