Cidades

Enem 2024

Mesmo sem redação, candidatas avaliam segundo dia do Enem como o 'mais difícil'

Neste domingo (10), estudantes respondem 90 questões de múltipla escolha, sendo 45 de química, física e biologia, e 45 de matemática

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Acontece neste domingo (10) o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024. Os portões foram abertos às 11h, com fechamento ao meio-dia e início de aplicação às 12h30 e duração máxima de cinco horas.

Preparados para enfrentar mais um dia de Enem, muitos estudantes chegaram no horário de abertura dos portões para evitar possíveis atrasos e se dirigir à sala de provas com tranquilidade.

Em entrevista ao Correio do Estado, candidatas que realizam a prova no polo Estácio Campo Grande avaliaram o primeiro dia de Enem como tranquilo, e disseram temer mais o segundo dia.

Julia Abreu, que comemora 18 anos neste domingo, faz o terceirão no Colégio Harmonia, e pretende cursar medicina. Mesmo não tendo a redação - que é motivo de apreensão por parte da maioria dos estudantes -, ela considera o segundo dia de provas mais difícil do que o primeiro.

"Eu não estava preparada para o tema [da redação], mas foi tranquilo de escrever. O segundo dia é pior, a preparação é diferente, porque eu tenho mais dificuldade", afirmou.

Além das aulas preparatórias da escola, Júlia contou com os amigos para estudar.

"A gente fazia muito isso de estudar junto para se ajudar, porque está todo mundo no mesmo barco, todo mundo pensando a mesma coisa (...) eu fiz bastante exercício e estudei mais o que eu não sabia, e o que eu sabia eu revisei", explicou Júlia.

Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Kaillany Feijó, de 20 anos, natural de Rio Branco, no Acre, e residente de Mato Grosso do Sul há quase cinco anos, também sonha com a vaga no curso de medicina, e avaliou o segundo dia de provas como seu "calcanhar de Aquiles".

"O primeiro é sempre um dia mais tranquilo para mim, porque é mais interpretativo. A redação também foi super tranquila. O que 'me pega' é o segundo dia mesmo, que é natureza e matemática, que é o meu calcanhar de Aquiles", revelou.

E para se preparar, não teve segredo: muitas questões e simulados. 

"Faço cursinho há três anos, e é uma rotina bem cansativa. Me dediquei muito, fiz muitos simulados, muitas questões, redações. O que me pega mesmo é o nervosismo", concluiu.

Amigas estudam na mesma sala, e foram juntas realizar a prova

As amigas Maria Luiza e Pâmela Anauany, ambas de 17 anos, são estudantes do terceirão da escola estadual Paulo Francisco Cândido de Rezende, de Anhanduí, e foram juntas realizar a prova.

Maria Luiza, que quer cursar psicologia, disse ter gostado do tema "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil" para a redação do primeiro dia da prova, e afirmou que esse era um assunto que ela já estava esperando que fosse abordado.

"O primeiro dia foi tranquilo, eu acho. Não estava difícil. O tema da redação também estava bem 'de boa', a gente já estava imaginando um tema relacionado a isso ou a meio ambiente. Foi um tema bem bacana, bem fácil", comentou.

Quanto à preparação, a estudante afirmou ter dedicado dois turnos para estudar por conta, além dos aulões já oferecidos pela escola.

"Sendo de escola pública, achei minha preparação boa até. A gente teve aulão, mas estudei bastante sozinha em casa, então foi bom. Ia à escola à tarde, então estudava de manhã e de noite para a prova", disse Maria Luiza, que quer cursar psicologia.

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Educação

Estudantes de MS transformam impostos e dinheiro público em peças de teatro

Dez espetáculos de escolas estaduais chegam à final de festival nesta quinta-feira, em Campo Grande, após seleção entre 37 trabalhos inscritos

02/11/2026 17h32

Reprodução/GovMS

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De onde vem o dinheiro que mantém escolas, hospitais e outros serviços públicos? A pergunta será levada ao palco por estudantes da rede estadual de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (5), em Campo Grande. Dez peças selecionadas entre 37 trabalhos inscritos disputam a final do primeiro Festival de Teatro das Escolas Estaduais MS In Cena, que aborda educação fiscal, cidadania e responsabilidade com os recursos públicos.

As apresentações começam às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada é gratuita.

O festival é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura da Secretaria de Estado de Educação (SED), em parceria com a Receita Federal em Campo Grande. Os próprios estudantes participaram da criação dos textos, da interpretação e dos ensaios, com orientação dos professores.

A seleção reúne produções de cinco municípios. Dourados concentra quatro dos dez espetáculos finalistas, seguido por Campo Grande, com três peças. Nova Andradina, Anastácio e Rio Verde de Mato Grosso também têm representantes.

Entre os trabalhos selecionados estão Divino Arquivo, Entre Ruínas e Desertos, Cidade dos Mortos e Retalhos, de escolas de Dourados; O Auto de Leonel, A Incrível Volta por Cima de Sarrapenha Tucandrada e Três Voos, Um Destino, de Campo Grande; além de O Menino que Virou Estrela, de Nova Andradina; O Tesouro do Sítio, de Anastácio; e O Casamento de Catarina, de Rio Verde de Mato Grosso.

Os roteiros e vídeos das produções foram avaliados por uma comissão no dia 9 de outubro. A competição prevê premiação para melhor espetáculo, com primeiro, segundo e terceiro lugares, além de melhor texto e melhor direção. Todos os grupos finalistas receberão troféus de participação.

Serviço

O Festival MS In Cena será realizado nesta quinta-feira (5), às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, região central de Campo Grande. A entrada é gratuita.

Transmissão Interrompida

Tentativa de furto de cabos deixa rádio de MS fora do ar

Desde sábado, emissora de Três Lagoas está com as transmissões interrompidas após uma tentativa de furto danificar a fiação elétrica; serviço ainda não foi restabelecido.

02/11/2026 17h22

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos.

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos. Foto: Foto: Google Street View

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Uma tentativa de furto de cabos elétricos interrompeu as transmissões da Rádio Caçula, em Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul. A emissora saiu do ar no sábado (31), após a ação criminosa comprometer o sistema responsável pela transmissão do sinal. Até o momento, o serviço não foi restabelecido.

Segundo informações divulgadas pela própria rádio no domingo (1º), os danos atingiram as ligações elétricas que garantem o funcionamento dos equipamentos. Com isso, a programação precisou ser interrompida, deixando os ouvintes sem acesso à transmissão habitual.

Considerada uma das emissoras mais tradicionais e populares de Três Lagoas, a Rádio Caçula se destaca pela cobertura jornalística, especialmente de ocorrências policiais.

Entre suas atrações mais conhecidas está o programa Ronda Policial, que acompanha crimes, acidentes e operações policiais na cidade e na região.

A emissora informou que aguarda o restabelecimento do fornecimento de energia pela concessionária responsável para retomar as atividades. Até a divulgação do comunicado, não havia previsão para a normalização do serviço.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de furtos de fiação elétrica registrados em Três Lagoas, onde criminosos têm provocado prejuízos a equipamentos públicos, redes de iluminação e estruturas utilizadas na prestação de serviços essenciais.

Emissora cobra providências das autoridades

A direção da Rádio Caçula manifestou indignação com a tentativa de furto e alertou para os prejuízos provocados por esse tipo de crime, que ultrapassam os danos materiais e podem comprometer serviços utilizados diariamente pela população.

Além de cobrar medidas das autoridades de segurança pública, a emissora defendeu o reforço da fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam materiais de origem suspeita.

"Se furtam, é porque tem quem compra", destacou a rádio, ao chamar a atenção para a necessidade de combater a receptação de cabos e outros materiais furtados.

A preocupação está relacionada à possibilidade de que a comercialização irregular desses produtos estimule novas ocorrências, mantendo um ciclo de furtos e prejuízos para empresas, órgãos públicos e moradores.

A emissora agradeceu a compreensão dos ouvintes e informou que a programação será retomada assim que as ligações elétricas do sistema transmissor forem restabelecidas.

Três Lagoas registrou 61 furtos em estruturas de esgoto

O caso da Rádio Caçula não é isolado. Três Lagoas enfrenta uma sequência de furtos de cabos elétricos que prejudicam serviços públicos e provocam prejuízos à população.

Segundo a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), 61 furtos de fiação elétrica foram registrados em nove estações elevatórias de esgoto do município em apenas 60 dias. As ocorrências comprometem o bombeamento de resíduos e podem causar extravasamento de esgoto e problemas ambientais.

Os furtos também atingiram espaços públicos, como a Avenida Rosário Congro, o Parque Linear, a Lagoa Maior e o Balneário Municipal. Em alguns casos, a fiação subterrânea foi retirada após danos ao asfalto.

Além dos prejuízos financeiros, essas ações comprometem serviços essenciais. No caso da Rádio Caçula, as transmissões permanecem interrompidas enquanto a emissora aguarda a recuperação das ligações elétricas danificadas.

 

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