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Morre Dona Canô, aos 105 anos, mãe de Caetano e Maria Bethânia

Morre Dona Canô, aos 105 anos, mãe de Caetano e Maria Bethânia

G1

25/12/2012 - 09h53
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Claudionor Viana Teles Veloso, mais conhecida como Dona Canô, morreu aos 105 anos, nesta terça-feira (25), em sua casa, localizada na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, afirmou o filho Rodrigo Veloso ao G1 às 9h20min (10h20min no horário de Brasília).

A idosa esteve internada por seis dias, recebendo alta do Hospital São Rafael, em Salvador, na sexta-feira (21). Ela tinha sofrido um ataque isquêmico cerebral, que gera redução do fluxo de sangue nas artérias do cérebro, segundo informou o boletim médico.

De acordo com informações de Edson Nascimento, amigo da família, Dona Canô pediu um vestido novo e branco para deixar o hospital. Foi com ele que ela foi vestida para a casa, acompanhada da filha Mabel. Maria Bethânia acompanhou a transferência da mãe em outro carro.

A matriarca teve oito filhos, entre eles os cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia. Em outubro de 2011, Dona Canô perdeu a filha adotiva Eunice Veloso, aos 83 anos, que morreu com insuficiência respiratória. O filho famoso, o compositor Caetano, completou 70 anos em agosto deste ano. Em dezembro, a matriarca da família assistiu ao show da nova turnê da filha Maria Bethânia, no Teatro Castro Alves.

No dia 16 de setembro de 2012, Dona Canô completou 105 anos e, como tradicionalmente faz, reuniu amigos e a família em missa e comemoração em casa, na cidade de Santo Amaro.

Estiveram na festa os filhos Caetano Veloso e Maria Bethânia e a amiga Regina Casé. Quem celebrou a missa foi o padre Reginaldo Manzotti.

Saúde
Segundo a família, Dona Canô nunca apresentou problemas graves de saúde. Em 5 de novembro deste ano, ela foi internada no Hospital São Rafael, após apresentar sintomas de gripe com febre. Ela permaneceu internada até o dia 9, quando recebeu alta.

Já em 2011, Dona Canô foi hospitalizada no dia 7 de julho com dores abdominais e falta de ar. Em julho de 2007, a idosa ficou sete dias internada no Hospital São Rafael por causa de problemas respiratórios. Na ocasião, ela foi encaminhada de helicóptero do município de Santo Amaro até Salvador. No dia 2 de agosto ela voltou a ser hospitalizada por dores na coluna.

Upa Coronel Antonino

Ataque em UPA deixa enfermeiro com dedo quebrado em Campo Grande

Durante o atendimento da paciente, os profissionais solicitaram que o acompanhante fosse à recepção para fazer a ficha. Contrariado, ele teria agredido quatro técnicos e um enfermeiro

02/03/2026 10h06

Crédito: Bruno Henrique / Correio do Estado / Arquivo

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Durante o primeiro atendimento de uma paciente, na UPA Coronel Antonino, ao solicitar que o acompanhante fosse à recepção preencher a ficha, ele acabou agredindo os enfermeiros, e um deles teve o dedo quebrado.

O presidente do Sindicato de Enfermagem de Campo Grande (SINTE-PMCG) informou à reportagem do Correio do Estado que, durante o episódio, ocorrido na noite de domingo (1º), quatro técnicos e uma enfermeira foram agredidos pelo acompanhante, que se recusou a deixar a sala.

“Eles entraram, a equipe foi iniciando os primeiros atendimentos e também é protocolo pedir que o acompanhante vá até a recepção com os documentos da paciente para fazer a ficha, porque é nela que é relatado todo o atendimento. Segundo a equipe, ele se recusou a sair e houve essa agressão”, disse Angelo.

Ainda conforme o presidente do sindicato, a estrutura de acesso na unidade é propícia para que o paciente entre na ala vermelha, que é a entrada de emergência, uma vez que a porta liga diretamente à área externa do local.

Embora a paciente não tenha passado pela triagem, o presidente do sindicato reforçou que, a partir do momento em que ela entrou na ala vermelha, a equipe realizou o atendimento.

Por isso, não houve recusa, mas sim a necessidade de acesso ao prontuário da paciente para o prosseguimento do trabalho.

“O que aconteceu foi a solicitação ao acompanhante para que fosse fazer a ficha. Se ela entrou pela sala vermelha, é uma emergência, pelo menos é dessa forma que nós, profissionais, entendemos e trabalhamos. Nós atendemos e depois direcionamos o paciente conforme o quadro clínico.”

Falta de segurança

Em uma tentativa de conscientizar os munícipes, o SINTE-PMCG, em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), realizou diversas ações demonstrando o comprometimento da categoria no atendimento à população.

As entidades ingressaram com ação conjunta no Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), buscaram solução para a questão da segurança junto ao Ministério Público e se reuniram com representantes da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES) da Prefeitura de Campo Grande para tratar da situação.

“Sugerimos um método de barreira, que foi negado pela gestão. Ou seja, eles não querem criar uma situação de segurança. Na verdade, tudo o que nós podíamos fazer documentalmente para requerer segurança nas unidades nós fizemos”, explicou Angelo e completou:

“O município alega que a GCM é a responsável por garantir essa segurança, mas é fato que eles não têm efetivo e não conseguem oferecer a segurança necessária nas unidades.”

Métodos de barreira

Funcionaria como acontece no Hospital Regional, segundo Angelo, em que o acompanhante só entra no recinto com autorização, e o local não possui mais de uma entrada.

Diferentemente das UPAs, como relatou Angelo, em algumas unidades existem mais de cinco acessos por onde qualquer pessoa pode entrar, o que acaba colocando em risco pacientes e profissionais de saúde.

“Eu vejo com preocupação e tristeza os profissionais técnicos e enfermeiros que estão buscando entregar à população um pouco de dignidade e cuidados dentro de um ambiente em que falta tudo. Falta valorização, condições de trabalho, faltam insumos, falta RH. Enfim, mais desestruturado que isso é impossível e, infelizmente, falta segurança. Até hoje não conseguimos fazer com que o Executivo municipal cumpra esse requisito básico”, lamentou Angelo e finalizou:

“Se formos provocados, vamos atuar para responsabilizar a gestão e o secretário de Saúde, porque é inadmissível que assistam a isso e fiquem inertes. Pode acabar acontecendo uma fatalidade.”

Posicionamento do município

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que repudiou a agressão aos profissionais de enfermagem e informou que os trabalhadores receberam atendimento médico e estão recebendo suporte. Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Saúde manifesta total repúdio ao grave episódio de violência ocorrido na UPA Coronel Antonino, reforçando que atitudes dessa natureza são inaceitáveis, especialmente em um ambiente dedicado ao cuidado e à proteção da vida. A ocorrência foi prontamente controlada com o acionamento da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. Os profissionais envolvidos receberam acolhimento institucional, atendimento médico e acompanhamento da gestão, com suporte da Saúde do Trabalhador.”
 

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VOLTA ÀS AULAS

Com início das aulas, UFMS divulga manual para coibir trote violento

Universidade proíbe atos discriminatórios, vexatórios e humilhantes a ingressantes na graduação

02/03/2026 10h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com a volta às aulas a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) divulgou um manual de conduta para a recepção de novos estudantes da graduação, em busca de evitar e coibir os trotes violentos.

No documento há todo tipo de orientação atualizada anualmente, segundo a Universidade. O pró-reitor de Assuntos Estudantis (Proaes), Edilson Zafalon, reforça que o cuidado com a integração dos chamados calouros é uma política institucional permanente.

“Queremos que o estudante se sinta em casa desde o primeiro dia. O Manual destina-se, primordialmente, aos calouros, veteranos, professores e técnicos, ou seja, toda a comunidade universitária, estabelecendo o que esperamos de uma recepção ética e segura”.

Ele ainda destacou que o momento é festivo e de euforia, então a UFMS se posiciona como porto seguro, para que "qualquer tipo de violência ou trotes degradantes não ganhe espaço, de forma que a recepção se torne um ato de cuidado e cidadania."

As orientações e recomendações da cartilha estão destinadas aos acadêmicos veteranos, calouros, além dos dirigentes e coordenadores. Entre os tópicos são abordados:

Condutas permitidas e incentivadas: mostras culturais e esportivas; visitas guiadas; mostras de pesquisa e extensão, entre outras;

Proibições de trote: com qualquer tipo de violência física ou psicológica; imposição de atividades vexatórias, descriminatórias, ou que restrinjam a liberdade de comoção dos estudantes;

> Canais: lista com o contato de cada uma das Faculdades da Universidade; além de canais de denúncia e contato das diretorias de todas as unidades e das faculdades.

Ainda está descrito no manual as sanções e aplicações aos responsáveis em caso de descumprimento das regras.

As condutas inadequadas podem gerar advertência formal, suspensão em atividades acadêmicas, impedimento de uso dos espaços universitários, ou até mesmo encaminhamento à autoridades externas em caso de crimes, e exclusão da Universidade.

O Manual é digital e pode ser acessado nas redes sociais e portal oficial da UFMS. Porém, de acordo com o pró-reitor, também terão versões impressas para consulta que foram distribuídas aos diretores dos Campus, das unidades e também ao Diretório Central dos Estudantes.

Confira o Manual na íntegra aqui.

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