Cidades

Educação

Movimento estudantil da década de 1970 revelou talentos

Festival integrou estudantes, difundiu cultura e movimentou a cidade

VÂNYA SANTOS

26/08/2015 - 03h00
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Foi por meio do grêmio estudantil que o Colégio Estadual Campo-grandense, em 1969, promoveu a primeira peça de teatro da cidade, Dona Xêpa, e também festival de música, que revelou talentos, como o Grupo Acaba que, à época reunia amigos do Bairro Amambaí. O movimento era integrado por Maria Augusta Santos Rahe Pereira e Paulo Haidamus Monteiro, entre outros.

“O festival foi um sucesso. A gente esperava que o auditório do colégio ficasse vazio, mas tivemos que transferir o evento para fora de tanta gente, foi o máximo. O Grupo Acaba ganhou o festival e Edivaldo Bardella, que hoje é engenheiro em Fortaleza, ficou em 2º lugar”, relembra Maria Augusta. 

Ainda em 1969, surgiu a peça de teatro chamada Dona Xêpa, outro sucesso. “A gente se apresentou no Glauce Rocha, no colégio, em Cuiabá, capital do Estado e em várias ocasiões fomos convidados. Era uma peça do Pedro Bloch, que relatava o cotidiano de amigos de uma vilinha. A Dona Xêpa era Beatriz Dobashi, eu era a Camila, amiga da Dona Xêpa, Edivaldo Bardella era o menino da vizinhança. O diretor era o professor Mongelli, ele a esposa faziam nossas maquiagens, nos envelheciam e cuidavam do figurino”, detalhou Maria Augusta, explicando que as apresentações ocorreram durante todo aquele ano. Também faziam parte do elenco Antonio João Hugo Rodrigues, Estalina Corsini, Maria Tereza Garritano, Sônia Maria de Medeiros, Marcos Maymone e Marly Taton Berg.

À época, a missão do movimento era integrar os alunos, mas o cenário mudou de configuração na universidade, quando ganhou um tom de rebeldia, de repúdio a ditadura militar. “Eu era presidente do diretório acadêmico do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal daqui, então o nosso movimento, de 1974 a 76 era aliado a intelectualidade da época. Os centros acadêmicos só conseguiam se expressar por meio de algum partido e o MDB dava respaldo”, contou, revelando que diversas vezes foi à Polícia Federal por causa do diretório e do jornal acadêmico.

CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL

Sem licitação, Iagro contrata empresa de informática por R$ 16 milhões

Contratação emergencial foi autorizada com dispensa de licitação; agência também homologou acordo de R$ 1,8 milhão para serviços de limpeza e conservação

11/05/2026 09h00

Contratos foram autorizados por meio de dispensa de licitação

Contratos foram autorizados por meio de dispensa de licitação Divulgação

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A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) autorizou a contratação emergencial de uma empresa de tecnologia da informação por R$ 16.537.851,21, sem licitação, para prestação de serviços de informática destinados à Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) do órgão.

O ato de autorização foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (11) e prevê a contratação da empresa Mil Tec Tecnologia da Informação Ltda., apontada como vencedora da disputa realizada no sistema Siga Compras Preparação.

Conforme o documento, a contratação ocorreu por meio de dispensa de licitação, com base no artigo 75, inciso VIII, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo que permite a contratação direta em situações emergenciais.

A homologação do processo administrativo nº 83/020.065/2026 foi assinada pelo diretor-presidente da Iagro, Daniel de Barbosa Ingold, com respaldo em análise jurídica emitida pela Procuradoria Especializada da autarquia.

Além do contrato milionário na área de tecnologia, a Iagro também autorizou outra contratação emergencial sem licitação para serviços de limpeza e conservação.

Nesse caso, o valor previsto é de R$ 1.890.000,00, e a empresa contratada será a PHF Engenharia & Soluções Ltda., responsável pelo atendimento das demandas da agência em Mato Grosso do Sul.

O segundo ato de autorização, referente ao processo nº 83/017.175/2026, também foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (11) e utiliza o mesmo fundamento legal para a dispensa do procedimento licitatório tradicional.

As duas contratações foram homologadas em atenção ao Decreto Estadual nº 16.119/2023 e à nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021), que regulamenta os casos de contratação direta pela administração pública.

Apesar de prevista na legislação, a dispensa de licitação elimina etapas concorrenciais normalmente adotadas em processos licitatórios convencionais, como a ampla disputa entre empresas interessadas na prestação dos serviços.

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CRISE SANITÁRIA

Bonito chega a 3ª morte por Chikungunya e MS registra 16 óbitos no ano

O município turístico já teve 154 casos confirmados e 20 prováveis. Mato Grosso do Sul é o estado com maior concentração de casos da doença

11/05/2026 08h45

Diferente da dengue e da zika, Chikungunya costuma ser fatal no intervalo de até três semanas

Diferente da dengue e da zika, Chikungunya costuma ser fatal no intervalo de até três semanas Marcelo Victor/Correio do Estado

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A crise sanitária de Chikungunya continua em Mato Grosso do Sul, com 15 mortes confirmadas e uma sob investigação. Neste final de semana, o balanço divulgado no Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde confirmou que Bonito registrou o 3º óbito pela arbovirose. 

As mortes registradas na cidade foram em um homem de 72 anos,  no dia 19 de março, e em uma mulher, de 87 anos, um mês depois. Ambos eram hipertensos. 

O município turístico já teve 154 casos confirmados e 20 prováveis. Mato Grosso do Sul é o estado com maior concentração de casos da doença no Brasil. Ao todo, são 10.866 casos, sendo 4.614 confirmados e 6.252 sob investigação. 

No Brasil, são 39.816 casos prováveis, sendo 19 óbitos sob investigação e 22 confirmados (15 só em MS). O alerta fica ligado para o Centro-Oeste também, já que 3 dos 5 estados com maior coeficiente de incidência da arbovirose são dessa região:

MS - 371,5
GO - 126,3
MG - 46,7
RO - 42,9
MT - 22,5

Além de Bonito, as outras mortes foram nos municípios de Dourados (9), Jardim (2) e Fátima do Sul (1). De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o vírus atingiu, principalmente, as mulheres, sendo 58% dos casos identificados no gênero. Entre os homens, foram registrados 42% de casos confirmados.

Além disso, outro dado que deve ser observado é o da incidência em indígenas, já que 34,71% dos casos confirmados foram registrados neles. Dourados, região que habita grande parte desta população, há 2.319 casos confirmados, sendo 66,45% nos povos originários.

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